
Estação Casa da Música
Derrapagem é palavra que os panditas da burguesia lisboeta bem pensante (um enorme saco onde convivem - mas a viverem em casas separadas - gente como Maria Filomena Mónica, António Barreto, Fernando Rosas e ofícios correlativos) adoram usar quando se referem às obras emblemáticas do Porto, como o Metro ou a Casa da Música.
O único problema é que, no exercício do seu legítimo direito a escarnecer dos pacóvios, não raro se esquecem de que as palavras e os números têm contextos.
Se, por exemplo, a primeira fase da construção do Metro do Porto custou mais x do que o y que estava inicialmente previsto, mas foram, no entretanto, acrescentados mais quilómetros de linha e novas estações ao projecto primitivo, é vigarice dizer que a obra derrapou x.
É deitar areia para os olhos das pessoas agitar os 148,6 milhões de euros de prejuízo registado, em 2008, pelo Metro do Porto, sem explicar que dos 246 milhões de euros que o Estado deve à empresa, de indemnizações compensatórias, apenas transferiu até agora 11,6 milhões.
Para se perceber como é que o passivo do Metro do Porto chegou aos 2,1 mil milhões de euros, é preciso saber que, por exemplo, só no ano passado, a empresa investiu dos 123,8 milhões de euros em obras e compras do veículos, e que a comparticipação do Estado foi apenas de 7,4 milhões.
Os números e as palavras não podem ser usados como pedras de arremesso contra a Regionalização.
Jorge Fiel
www.lavandaria.blogs.sapo.pt
De Rui a 7 de Abril de 2009 às 14:38
"....custou mais x do que o y ...obra derrapou o equivalente a x – y."?????
Acho que acima de tudo é não saber aritmética.
Cumprimentos,
RR
Estimado Rui
Oops que me enganei na aritmética :-). Vou corrigir já. Agradeço ter detectado o erro. É o que dá as pressas
Mas creio que percebeu na perfeição o ponto que eu queria sublinhar.
Tenho dito!
De ad a 8 de Abril de 2009 às 03:16
" Não, não somos os maiores do mundo e arredores. Somos o Porto, uma das maiores cidades de Portugal, ambos tão maltratados. E queremos portuenses e portugueses decentes. E queremos o Porto e Portugal no mapa. E , não, não é só no futebol."
esta foi a propósito do fcp-mu . continua.
De Benenoso a 10 de Abril de 2009 às 13:37
Com algum beneno,
Estaria de completo acordo se não fosse a referência final ao fcp-mu. É que apesar da desculpa das absolvições, as vitórias domésticas que levaram o fcp às provas da UEFA, onde adquiriu experiência e dinheiro para construir uma equipa capaz de ganhar a Liga dos Campeões; foram conseguidas à custa da batota organizada.
Estimado Benenoso
Evite copiar a avestruz. Não esconda, por favor, a cabeça na areia.
Tenho dito!
Estimado ad
O FC Porto ganha porque sabe interpretar a cultura do Norte, de gente que pergunta: "Se podemos ganhar porque é que havemos de perder" - e que sabe que deve fazer tudo ao seu alcance para vencer, nem que isso implique às vezes cortar caminho...
Tenho dito!
A preocupação com os dinheiros públicos é legítima. Também eu me preocupo, por exemplo, pelas verbas enterradas no metro de Lisboa, sobretudo na área do Terreiro do Paço, numa nova travessia do Tejo, num novo aeroporto em Jamé. Ainda bem que o CCB dá lucro. Quer dizer, deve dar, tendo em conta o aluguer a custo zero do Museu Berardo.
Estimado José de Freitas
Apreciei a sua ironia acerca do lucro do CCB :-)
Tenho dito!
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