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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Manuel Serrão

Esteve quase a morrer à fome. Cursou Direito por causa da política, mas a sua experiência como advogado limitou-se ao divórcio de um amigo. Foi jornalista antes de se tornar empresário com negócios nos mundos têxtil, moda e eventos. Mas o sonho dele é ter um restaurante

 

Esteve quase a morrer à fome

e sonha ter um restaurante

 

Nome:  Manuel Serrão

Idade: 51 anos

O que faz:  empresário, com interesses na moda, têxtil e organização de eventos

Formação:  Licenciado em Direito pela Católica de Lisboa (1983)

Família:  Divorciado, tem uma filha de sete anos, que se chama Joana

Casa:  Moradia em Nevogilde, no Porto

Carro:  Mercedes SLK 2000

Telemóvel:  Nokia N95

Portátil: Toshiba 

Hóbis: Golfe, que joga todas as semanas (em média duas vezes no Inverno e três no Verão), normalmente na Estela, Ponte de Lima ou Montebelo (Viseu), sendo que os parceiros mais frequentes são os seus amigos Juca Magalhães, Souza Cardoso e Costa Lima. Também é um apaixonado por viagens, gastronomia  e futebol - agora só para ver (tem um lugar de camarote no Dragão) e comentar (está em trânsito do Porto Canal para a TVI 24, onde substituirá o falecido Pôncio Monteiro)

Férias: O ano passado esteve uma semana na Córsega e outra em Vilamoura, ambas dedicadas à praia e ao golfe. Veio agora das Canárias, onde passou o ano. A rotina contempla uma semana de esqui em Baquera, nos Pirinéus, antecedida de três semanas de Ramadão, durante as quais, para equilibrar o peso só bebe água e só come legumes e frutas  

Regra de ouro: “Sou feliz porque só sonho com aquilo que sei que posso alcançar, por muito trabalho que dê”

 

A culpa foi da política, para a qual despertou ainda adolescente no tórrido ano de 1975, quando começou a dar nas vistas ao ser preso pelo Copcon (a guarda pretoriana de Otelo), à porta do António Nobre, o único liceu do Porto onde a Associação de Estudantes não era de esquerda, muito por fruto do seu trabalho político como militante de Juventude Centrista.

“Escolhi Direito, porque era o curso da maioria dos políticos à época”, explica Manuel, 51 anos, que da sua travessia de cometa pela política  guarda outra recordação forte, a noite que passou no Palácio de Cristal, no I Congresso do CDS, sitiado por manifestantes de esquerda.

Em miúdo, tinhaa em casa um pequeno laboratório, onde fazia experiências com pipetas, e chegou a encarar ser engenheiro químico, tal como o padrinho Fernando Serrão, catedrático de Química. Mas a política falou mais alto na hora da opção.

“A meio do curso de Direito apercebi-me que não era aquilo que queria e que deveria ter ido para Gestão. Mas não tive lata de pedir ao meu pai para começar outra vez tudo de novo”, confessa Manuel, que passou seis anos em Lisboa (os cinco da ordem, mais o propedêutico), instalado no Colégio Pio XII, onde foi colega de Fernando Seara.

Manuel Serrão é um rapaz de Paranhos, que veio ao Mundo na Ordem do Carmo. A Trindade não caiu, mas os dias seguintes não foram muito venturosos, já que definhava a olhos vistos e manifestava um feitio irascível. Valeu-lhe o arguto diagnóstico do pai, catedrático de Anatomia Patológica e conselheiro do Vaticano.

“O que o rapaz tem é fome”, declarou Daniel Serrão. Não conseguia mamar bem no peito da mãe, professora de Educação Física e portista militante, à diferença do marido, que nunca ligou a futebóis. Deram-lhe de comer como remédio e o bebé Manuel medrou até se tornar no forte rapagão que todos conhecem, com 1m85 de altura e uma data de peso.

Ainda andava no liceu, feito entre o D. Manuel II e o António Nobre, quando ganhou o seu primeiro dinheiro, passando os fins de semana a contar carros na Circunvalação, por conta da Junta Autónoma de Estradas. Um part time bem pago, 250 escudos o turno de oito horas, que ele aplicava em férias com os amigos, passadas entre Benidorm e o Algarve. 

Em 1983, concluído o curso de Direito, regressou ao Porto e fez o estágio no escritório de João Lopes Cardoso, tratou do seu único caso como advogado (o divórcio do seu colega José Carlos Sousa, actualmente na Bola) e arranjou o primeiro emprego a sério, como jornalista de “O Comércio do Porto”.

Em 1987, casou pela primeira vez e trocou o jornalismo por um emprego mais bem remunerado na Exponor, onde iniciou uma bem sucedida carreira no mundo das feiras e desfiles de moda - além de estar ligado ao Portugal Fashion e de ser administrador delegado da Selectiva Moda (que promove o Modtissimo, a única feira têxtil que se realiza no nosso país) organiza a participação em feiras no estrangeiro de empresas da fileira do vestuário.

Além dos trapos e da presença na Comunicação Social (entre outras coisas é cronista do JN e dirige o Jornal Têxtil) alargou a sua actividade à organização de eventos (gastronomia e vinhos) e criou, em parceria com Tiago Neiva de Oliveira e Sousa Cardozo, a No Trouble, uma empresa de Business Angel. Mas na sua cabeça começa a ganhar forma o sonho de se dedicar de corpo e alma a um restaurante que seja um espaço de referência no Porto da comida tradicional portuguesa.

 

Jorge Fiel

Esta matéria foi hoje publicada no Diário de Notícias 

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