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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

João Aroso

Demorou três anos a ter a certeza do curso que queria tirar, mas a partir dai foi sempre muito rápido nas decisões. Filho de engenheiros, foi para Economia porque sempre preferiu as pessoas às máquinas. Transferiu-se da Faculdade de Economia do Porto para a London School of Economics porque acredita que nada é difícil demais. Ganhou o primeiro dinheiro a organizar festas na discoteca Estado Novo. Agora, aos 23 anos, tem uma empresa chamada Página na Hora que vende sites prontos a serem postos no ar

 

Inventor da Página na Hora

debutou nas festas no Estado Novo

 

Idade: 23 anos

O que faz:  Sócio fundador Página na Hora

Formação: Finalista na London School of Economics

Família:  Quase casado

Casa:  Moradia em Miramar (arredores do Porto)

Carro:  Volvo C 30 (“obrigado pai”)

Telemóvel:  iPhone

Portátil:  Macbook Pro (“sou apaixonado pela Apple, quando for grande quero ser como o Steve Jobs”)

Hóbis:  Ténis, um hóbi que partilha com a namorada, que conheceu na Católica e também é tenista. Durante uma dúzia de anos jogou no Clube de Ténis do Porto   

Férias: Não gosta de praia e adora trabalhar em Agosto, o mês em que consegue fazer numa hora o que no resto do ano leva duas a três horas. Este ano esteve em Paris e Londres. Para o ano vai a Nova Iorque

Redes sociais: Está no Linked e no Facebook, mas não gosta muito. “As pessoas têm a tendência a confundir o que é viver a vida com viver a vida no Facebook. Isso perde um bocado o propósito. O objectivo devia ser aumentar a vida real, mas acaba por substitui-la”, lamenta

Regras de ouro: “Mais vale trabalhar pouco tempo, mas com qualidade”

 

O maior problema da sua vida surgiu-lhe no final do 11º ano, feito no Colégio Alemão. Como não sabia que curso seguir, lidou com a dúvida de forma sistemática. Fez sucessivamente o 12º ano nas áreas de Ciências, Artes e Economia até encontrar a resposta. Nascido em Janeiro de 1987, numa família de engenheiros, excluiu à partida seguir o caminho dos pais, ambos de Civil e professores da FEUP. “As Ciências Sociais atraíam-me. Sempre gostei mais de pessoas do que de máquinas”, lembra João, 23 anos.

“No SEBS tive uma professora inacreditável, a Silvia Amorim, que mudou a minha vida. Quando lhe contei que era a responsável por eu ter ido para Economia, ela pediu-me desculpa, a rir-se, acrescentando que não tinha sido por mal”, relata.

Um cartaz da London School of Economics (LSE) afixado numa parede da Faculdade de Economia do Porto (FEP) , ajudou-o a mudar ainda mais um bocadinho a vida dele. Um curso de seis meses era o produto oferecido, mas o cartaz pôs o João a pensar. Se aquele era o melhor curso de Economia da Europa, por que não obter lá o diploma, em vez de se contentar com uma estadia de meio ano?

“Um dos meus princípios é nunca acreditar que uma coisa é grande ou difícil demais”, explica. A média não era problema (tinha 18 valores). Escreveu a carta motivacional, foi à entrevista e conseguiu a transferência da FEP para a LSE. “Só tenho de ir a Londres duas a três vezes por ano. Assisto às aulas pela Internet e faço os exames no British Council. Qual foi a principal diferença que notei? Os ingleses são muitíssimo mais práticos que nós. O seu ensino é vocacionado para não perdermos tempo a tomar decisões num mundo rápido. Em Portugal há gente excelente e mentes brilhantes. O nosso maior atraso é a produtividade. Somos formatados para sermos muito pouco práticos”, diz.

Ainda não acabou o curso porque desde que, aos 18 anos, ganhou o seu primeiro dinheiro, organizando uma festa com o DJ Grouse na discoteca Estado Novo, nunca mais parou de trabalhar. “É uma sensação maravilhosa, nova e incrivelmente agradável, ganharmos o nosso dinheiro”, conta João, que se diverte a investir na bolsa americana. No dia em que falamos tinha feito o melhor negócio da sua vida, ao vender na 5º feira, com uma valorização de 62%, o pacote de acções da Horyoshi Worldwide que comprara na 2ª feira.

A ideia da Página na Hora surgiu-lhe ao ler no Diário Económico que, à boleia das recomendações da Agenda Digital da UE, o Governo português oferecia às empresas o domínio pt. Inspirado na ideia da Empresa na Hora, João pensou logo que “seria porreiro fechar o ciclo disponibilizando a preços módicos modelos de sites de fácil manuseamento”. Se bem o pensou, melhor o fez. Juntou no mesmo barco o director criativo João Proença e o programador Nikolai Danychyk e criaram a Página na Hora, que disponibiliza online um catálogo de 2500 modelos de sites, que vendem ao preço base de 100 euros, com gestor de conteúdos e alojamento incluído.

“É por eu ser leigo que o nosso produto é simples e intuitivo. É uma vantagem eu não perceber nada de programação. Se o cliente já tiver conteúdos, uma hora depois de comprar o nosso modelo já pode ter um site completo no ar”, garante João, que está a negociar a exportação do produto para os mercados polaco, croata, húngaro, venezuelano  - e ainda não desistiu da ideia de convencer o Governo português a oferecer às PME as suas páginas na hora.

Jorge Fiel

Esta matéria foi publicada hoje no Diário de Notícias

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