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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Francisco Febrero

 

 

 

 

 

Filho de uma enfermeira e de um funcionário do Inatel, cresceu entre Alcântara e os Olivais. No secundário esteve muito longe de ser o melhor aluno do D. Dinis. Endireitou a carreira escolar no ISCAL. Trabalhou nos serviços do IVA, na Coopers e em empresas de refeições e ketchup, antes de tomar contacto com o SAP e entrar no maravilhoso mundo da informática. Breve resumo da vida de um dos fundadores da ROFF     

 

Como um rapaz dos Olivais chegou

ao 15º andar da Torre de Monsanto

 

Idade: 48 anos

O que faz:  Ceo da ROFF

Formação:  Bacharelato em Contabilidade e Administração, pelo ISCAL, e especialização profissional em Engenharia Informática (Técnico)

Família:  Divorciado, tem um filho de 22 anos que estuda Economia no ISCTE

Casa:  Andar em Telheiras, Lisboa

Carro:  BMW X5

Telemóvel:  Samsung  com dois cartões, um português outro angolano, ambos sempre activos, “além de passar uma semana por mês em Luanda também recebo muitas chamadas de lá”

Portátil:  Mac, “o Mário Oliveira (o O de ROFF) convenceu-me”

Redes sociais: Facebook (“sou obrigado, está lá toda a gente, mas actualizo pouco o perfil, normalmente vou lá só para ver o que o meu filho anda a fazer J”)

Hóbis:  É  raro falhar um jogo do Sporting em Alvalade, onde a ROFF tem um camarote (também tem na Luz, sendo que ambos os camarotes são acessíveis a todos os colaboradores da empresa, é só candidatarem-se) . Normalmente aproveita a semana por mês que tem de estar em Luanda, a trabalhar, para ir na 5ª anterior à noite e assim poder desfrutar de dois fins de semana , na casa duns amigos, no Mussulo  

Férias:  Em Agosto, passa sempre duas semanas de férias na Praia do Carvalhal (costa alentejana) onde tem casa. E todos os anos costuma fazer uma viagem com o filho. Em 2010 foi a Cluj, onde ele estava a fazer o Erasmus. Este ano devem ir aos Estados Unidos - “Está a ser negociado”

Regra de ouro: "Passa à frente, que atrás vem gente. O que importa é olhar para a frente e ter confiança nas nossas capacidades para resolver os problemas que inevitavelmente nos vão aparecer – e que serão bastantes"

 

 

 

“Se, quando eu tinha 25 anos, me perguntassem tu vais ser consultor informático, eu responderia logo que não”, conta Francisco Febrero, 48 anos, confortavelmente instalado, à frente de um Mac e de um chávena de chá, no seu gabinete envidraçado, no 15º andar da Torre Monsanto, de onde desfruta de uma vista de Lisboa de cortar a respiração.

É a partir deste gabinete, identificado à porta como Régie, que comanda o exército de 450 colaboradores (dos quais mais de 95% são licenciados) da da ROFF, líder no mercado de implementação de soluções SAP, com fábrica na Covilhã e escritórios no Porto, Paris, Estocolmo e Luanda.

Foi longo e sinuoso o caminho que trouxe até ao topo do mais alto edifício de escritórios de Portugal o filho do matrimónio entre uma enfermeira do Stª Maria (onde ele nasceu em 1962) com um funcionário do Inatel. A família Febrero, composta ainda por mais dois irmãos (Maria Gabriela e Pedro) beneficiava da profissão do pai para passa todos os anos belíssimas férias de Verão, a baixo preço, nas estâncias da Costa da Caparica, Albufeira, Foz do Arelho e Cerveira da antiga FNAT.

Estava a caminho dos 13 anos quando o 25 de Abril permitiu aos Febrero mudarem-se de Alcântara (o pai era o sócio nº 5 do Atlético, o tio era do rival Belenenses, mas ele puxou ao avô sportinguista) para os Olivais, um bairro que ele amou logo à primeira vista.

“Era um bairro muito bem construído -  cheio de espaços verdes, onde podíamos jogar à bola ou à pedrada na rua -  e habitado por gente de diferentes classes sociais, o que foi decisivo para o nosso crescimento como pessoas. Ainda tenho amigos dos Olivais”, conta Francisco, que fez carreira como guarda redes de andebol,  modalidade em que foi campeão nacional da III Divisão e representou o Encarnação e Clube TAP.

A felicidade da sua adolescência foi apenas manchada por um desempenho escolar menos exemplar no D. Dinis, onde perdeu dois anos, o que exasperou o pai, que lhe arranjou um part time no 1º de Maio, o estádio do Inatel, onde passava os fins de  semana a montar e manter a instalação sonora de suporte às actividades desportivas, biscate cujas receitas lhe sustentavam o vício do tabaco.

No ISCAL, endireitou a carreira escolar e no último ano já o vemos a trabalhar nos serviços do IVA, corrigindo (à mão) as declarações dos contribuintes. Passou pela contabilidade de uma empresa que fornecia refeições, antes de assentar, na Coopers & Lybrand, em 1987 (“na altura, havia só um computador por equipa”), que lhe abriu as portas de Angola, onde fazia a auditoria da Sonangol.

“Por estar fora, ganhava mais, o que dava um jeitão porque tinha acabado de casar e comprar carro. Além disso conheci gente e adorei o país”, explica Francisco, que ainda passou como controller pela Idal (grupo Heinz) que tinha a maior fábrica de concentrado de tomate da Europa, antes de, pela mão do cunhado, tomar contacto com o SAP.

A Sigil, de António Melo Ribeiro, foi a porta de acesso ao maravilhoso mundo da informática. Depois foi a viagem de montanha russa habitual nas tecnológicas. Em 1996, Melo Ribeiro vendeu a Sigil e montou com os seus melhores quadros a ROFF (R de Ribeiro, O de Oliveira, dois F de Francisco Febrero e do seu irmão Pedro), que começou a funcionar com cinco pessoas, na casa dele em Cascais. Quinze anos e muitas voltas depois, são 450, ocupam os dois últimos pisos do mais alto edifício de escritórios de Portugal e facturam 35 milhões de euros.

Jorge  Fiel

Esta matéria foi publicada  hoje no Diário de  Notícias

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