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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Vasco Falcão

Assim como quem não quer a coisa, a fotocopiadora saiu do canto do escritório onde estava arrumada. Além de duplicar documentos, passou também a digitalizá-los e a imprimir os ficheiros que lhe enviamos do nosso computador. Deixou de estar isolada e passou a estar integrada em rede num local bem central dos sistemas de informação das empresas. Está tão inteligente e útil que tem memória, não se limita à passividade de receber documentos (também os expede ou classifica e organiza, é questão de nós querermos) e pode estar equipada com teclado e ecrã. A fotocopiadora, cuja manutenção estava a cargo das secretárias, emigrou para o domínio dos informáticos -  e ficou tão esperta que foi rebaptizada, passando a responder pelo nome de multifuncional.

Os multifuncionais são o negócio de Vasco Falcão, 35 anos, director geral da Konica Minolta Portugal, eleita em 2010 a melhor subsidiária europeia da multinacional japonesa que em 2004 vendeu à Sony a tecnologia da área de equipamentos fotográficos para se concentrar nos sistemas de informação.

Os 20 milhões de euros que a Konica Minolta Portugal facturou no ano passado, dividem-se, em partes iguais, entre venda de equipamentos e de serviços, mas a tendência vai no sentido desta última parcela ir ganhando um peso cada vez maior.”Queremos criar valor para os nossos clientes. Ajudá-los a ser mais eficientes e optimizar o seu parque de equipamentos”, diz Vasco, acrescentando que a tendência vai no sentido da sua empresa passar fazer a assistência e manutenção não só dos multifuncionais mas também do conjunto dos sistemas de informação dos clientes.

“Ao fim de uma semana, propomos uma solução que baixa em 30% os custos”, garante Vasco, para demonstrar que o know how é tão importante como a qualidade dos equipamentos. “Há quem tenha um Mini e precise de um Ferrari. E quem tenha um Ferrari e precise apenas de um Mini. Adequando os equipamentos às necessidades e racionalizando o seu uso, conseguem-se enormes poupanças”, diz este gestor, que nasceu em Castelo Branco mas cresceu e estudou, até aos 17 anos, no Entroncamento, pois o seu pai, sargento paraquedista, foi colocado em Tancos.

A série televisiva Quem Sai aos Seus, em que Michael J.Fox faz o papel de Alex P. Keaton, um jovem ambicioso que adora dinheiro, influenciou-o a escolher Gestão. “Sempre me senti atraído pelo dinheiro”, confessa, acrescentando que esta Tio Patinhas foi decisiva na opção da Arthur Andersen (“Uma grande escola, uma faculdade com prática”) para seu primeiro emprego. “Sempre fui muito ambicioso. Não gosto de estar parado”, explica e a vida dele está aí que não o deixa mentir. Após cinco anos como consultor, um head hunter levou-o para director financeiro da Minolta e, quatro anos volvidos, já era director geral, comandando 170 pessoas, apesar de ainda não ter idade para se candidatar a PR.

Comer e beber não é o forte de Vasco, que normalmente almoça a correr num self service, em frente à sede da Konica-Minolta no Prior Velho. “Não acredito em negócios à mesa. Não sou um bom garfo”, diz. Empurrou com água as tranches de pescada e deixou ficar mais de metade do sorvete de limão, no Água e Sal, que escolheu por simbolizar a resistência em condições adversas – o restaurante é uma ilha no meio do grande estaleiro de obras de ampliação do Oceanário.

“São sobreviventes como nós, que num ano em que o mercado caiu 15%, conseguimos crescer”, afirma, com orgulho, Vasco que passou o almoço a contar as habilidades dos novos multinacionais da sua marca. Sabia que estão programados para não duplicarem notas? Sabia que é possível atribuir a cada trabalhador um tecto mensal de impressões e cópias (a preto e branco e a cores)? Sabia que o multifuncional pode identificá-lo, digitando um código, lendo o seu cartão de identificação ou a impressão digital? Sabia que pode impedir que um documento possa ser impresso ou duplicado? Sabia que cada cópia ou print leva uma marca de água e a Konica Minolta pode identificar a máquina onde foi impressa? Chegados a esta altura, concordará comigo. As velhas fotocopiadoras estão cada vez mais espertas.

Jorge Fiel

Esta matéria foi publicada no Diário de Notícias

 

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Água e Sal

Esplanada D. Carlos I, Oceanário de Lisboa

2 couvert … 2,50

Olho de bife com batatas à provençal … 13,00

Verduras assadas … 4,25

Tranches de pescada com creme de espargos e amêndoas gratinadas com migas de ervas frescas e parmesão … 14,00

Água 1 litro … 2,00

2 copos tinto Quinta Farizoa … 5,00

Sorvete de limão com frutos exóticos … 4,75

2 cafés … 2,00

Total… 47,50 euros

 

Curiosidades

 

Vasco casou com a Minolta a 20 de Maio de 2003 e três dias depois com a sua mulher (uma médica, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, que já lhe deu duas filhas, de cinco e três anos). Quando voltou da lua de mel, no México, a Minolta tinha-se fundido com a Konica e a a sua primeira tarefa foi regista o novo nome da empresa:  Konica Minolta Business Solutions Portugal

 

A quantidade de documentos impressos no nosso país está estável mas apenas devido à crise, já que, de acordo com Vasco Falcão, tem tendência para crescer: “Quanto mais informação é distribuída e está a circular, mais será impressa”. A tendência vai no sentido de o número de impressões ser cada mais maior que o de cópias”  

 

Vasco atribui ao marketing de uma loja, que ficava em frente ao Centro Cultural do Entroncamento, a origem da expressão fenómenos do Entroncamento. “Lembro-me de passar por essa pequena loja e ela ter sempre na montra abóboras gigantes e outras anormalidades deste tipo, que os agricultores da Golegã lhe faziam chegar e eram usadas como chamariz”  

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