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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

António Freitas

Não foi à primeira que acertou com a vocação. Escolheu Artes, que trocou pela Economia, antes de aterrar no Marketing. Uma breve história do quarto de século de vida do filho do meio do dono dos Transportes Freitas, que foi DJ e piloto de automóveis antes de reconverter  num espaço cool e multiusos, denominado Creme, uma discoteca do Edifício Transparente, no Porto

 

O DJ que andou pelas corridas

antes de montar o seu negócio

 

Idade: 25 anos  

O que faz: Sócio-gerente do Creme, que acumula as valências de café, clube, restaurante e esplanada, localizado no Edifício Transparente, entre a praia e o Parque da Cidade, no Porto

Formação: Está a fazer o curso de Marketing no IPAM, depois de ter desistido de Gestão, quando andava no 2º ano

Família:  Solteiro

Casa:  Vivenda em Rebordões, Santo Tirso

Carros:  dois BMW (Z4 e 535D) e um Ford Escort

Telemóvel: Blackberry

Portátil:  Mac

Hóbis:  Desde que pôs entre parêntesis a sua carreira de piloto de ralis, diverte-se a pôs música (electrónica, de dança e soul), como dj. Compra muita música na Fnac. Antena 3 e Rádio Nova são as suas estações preferidas. Também gosta de nadar – durante seis anos foi nadador de competição em Santo Tirso    

Redes sociais: Linkedin, ASmallWorld e Orkut

Férias: No ano passado não teve férias por causa do Creme. Há dois anos esteve em Florianópolis. Este ano vai até Miami, onde tem uns amigos. “Não gosto de praia. Nem de férias calmas. Para mim, as férias não são para descansar”  

Regra de ouro: “Integridade, objectivos, coragem, humildade e entusiasmo”

 

No princípio foi a música. António tinha 16 anos, acabadinhos de fazer, quando começou a pôr música em discotecas, não só durante as férias algarvias mas também no Vale do Ave, onde nasceu e cresceu. Primeiro foi por graça e de graça, mas não demorou a passar a cobrar dinheiro – e não ganhava mal (150 euros/hora).

“A partir de determinada altura achei que devia ser recompensado pelo tempo que gastava a preparar-me. Para as pessoas ouvirem a música que passava na rádio não valia a pena estar eu ali nos pratos”, explica António, um DJ que apesar de não ter escolhido um nick apelativo (AFreitas) brilhou em discotecas como a Pedra do Couto, uma das coqueluches da noite de Santo Tirso e arredores.

Baptizado com o nome do pai, António é o irmão do meio dos três filhos de uma família que já trabalha em transportes há três gerações. Começou pelo avô, que se dedicou ao transporte de carga geral, continua com o pai (que especializou a Transportes Freitas na distribuição de combustíveis), e João, o seu irmão mais velho, que após se ter licenciado em Economia na Católica, trabalhou em Lisboa na Galp antes de voltar a Santo Tirso para ajudar no negócio de família – onde até a mãe trabalha, nos escritórios.

Não foi à primeira que António descobriu a vocação. Após ter completado o 9º ano, em Guimarães, matriculou-se no 10º ano em Arte, em Santo Tirso, com a perspectiva de seguir para Arquitectura ou Design Industrial. Depressa pôs de lado essas ideias. “Não era bem daquilo que eu estava à espera. Tinha muita teoria”, explica.

Mudou a agulha para Económico-Social, completando o 12º nesta área, na Vila das Aves, vencendo os trajectos casa-escola-casa montado numa scooter, enquanto debutava à noite a sua carreira de DJ, que acabou interrompida pela erupção de uma outra paixão: as corridas de automóveis .

Mal fez 18 anos, não descansou enquanto não tirou a carta e começou a conduzir, na observância da legalidade, o VW Carocha 1302 que o pai tinha parado na garagem. Aos 20 anos, António já era dono de um Mini Cooper S (de 1963), e estreava-se nas pistas em Vila Real, ao volante de um Datsun 1200, alcançando um honroso 7º lugar, entre 20 concorrentes, na corrida de clássicos.

Da velocidade saltou para os ralis, onde competiu com um Ford Escort RS Mark II, que lhe deu vitórias e pódios. No ano passado, o último em que correu, ficou em 2º lugar no campeonato da sua classe.

No entretanto, concluído o 12º ano, mudou para o Porto, onde andou no curso de Economia na Católica até constatar que se tinha enganado mais uma vez e que “não era bem aquilo que queria”.

Foi o momento das grandes decisões. Mudou de Economia para Marketing, que acaba para o ano (“À terceira é de vez”, garante), deixou as corridas e investiu no seu primeiro negócio, transformando uma discoteca do Edifício Transparente num espaço polivalente (restaurante, café, bar, esplanada), baptizado Creme, um local cool e que nos jovens adultos e adultos a sua clientela alvo.

“A ideia é rentabilizar o espaço e tirar partido da sua localização privilegiada, entre a praia e a o Parque de Cidade, através da oferta sucessiva de serviços variados, desde as dez da manhã até às duas ou quatro da madrugada”, explica António, acrescentando que a última etapa do seu plano de voo será  trabalhar na Transportes Freitas, o maior distribuidor oficial da Galp, e que tem 14 bombas de gasolina cobranded (Freitas/Galp).

Jorge Fiel

Esta matéria foi hoje publicada no Diário de Notícias

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