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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

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A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

'bora aí fazer filhos

A regra número 1 do zapping é que o praticante desta modalidade de sofá pára num canal se tropeçar numa cara conhecida e/ou bonita - ou numa cena de violência ou de sexo. Apesar de a maioria das pessoas não gostar de falar do assunto, penso que todos estamos de acordo em considerar o sexo uma actividade muito importante.

Um estudo da ONU prevê que em 2100 Portugal seja habitado apenas por 6,7 milhões de pessoas. A tendência para o envelhecimento e a quebra da taxa de natalidade farão que haja menos quatro milhões de portugueses na viragem para o século XXII. Se por uma estranha razão todos nos abstivéssemos de fazer sexo, o cenário seria ainda mais catastrófico e a nação extinguir-se-ia antes de poder comemorar dez séculos de história.

Discordo da doutrina dos católicos fundamentalistas de que só se deve fazer sexo para procriar. Ser um militante activo da luta contra a quebra da taxa de natalidade (tenho três filhos) dá-me moral para defender a prática do sexo pelo prazer do sexo - e, por isso, também do recurso à pílula, preservativo ou outros métodos contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada.

Mas apelo a todos os casais em idade fértil para que contribuam activamente para inversão o miserável rácio de 1,33 filhos por mulher. Apesar de não constar das medidas da troika, temos de rapidamente atingir os dois filhos por casal, o mínimo para repor o stock.

Há que conferir uma dimensão patriótica às relações sexuais, tanto mais que apesar de estarem a diminuir os apoios à maternidade, Portugal foi considerado pela revista norte-americana Children como o 14.º melhor país do mundo para ter filhos, um ranking liderado pela Noruega e em que o Afeganistão ocupa o 172.º e último lugar.

Esta honrosa posição deve-se à ponderação de dados favoráveis, como os 82 anos de esperança média de vida das portuguesas, os 120 dias de maternidade de que beneficiam e, ainda, da baixa taxa de mortalidade infantil - até aos cinco anos de vida, apenas morrem quatro em cada mil crianças.

Andreia Leal, 37 anos, uma das celebridades instantâneas criadas pelos reality shows, anunciou estar grávida de um terceiro filho, usando a mesma táctica de comunicação de Sócrates na véspera da divulgação do programa da troika. "O pai da criança não é o meu actual namorado (Tiago Barreiros). Não é o Vasco (colega na Casa dos Segredos). Muito menos o Luís Azevedo, meu antigo namorado, porque não tive relações sexuais com ele. Também não é um cliente", disse a ex-acompanhante de luxo.

Na esmagadora maioria dos aspectos da sua vida, Andreia não é exemplo para ninguém. Mas no capítulo da maternidade, não podemos deixar de a saudar. 'bora aí fazer filhos para fazer crescer o PIB!

Jorge Fiel

Esta crónica foi hoje publicada no Diário de Notícias

 

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