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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Um momento de felicidade

Quando lhe davam os parabéns por ter conseguido que a SIC fosse o primeiro canal de televisão privado em Portugal, Francisco Balsemão gracejava que havia dois momentos felizes na vida do dono de um canal de televisão. O primeiro era quando entrava no negócio. O segundo quando, finalmente, conseguia ver-se livre dele.

A graçola é ajustável a um sem-número de situações; já a ouvi aplicada a donos de Alfa Romeus e de barcos. Na vida de um primeiro-ministro também deve ser assim. Haver dois momentos bons. O primeiro quando se entra. O segundo quando se sai. Só não tenho a certeza absoluta de que Sócrates partilhe desta minha ideia.

Não me parece impossível que idêntico pensamento passe pela cabeça de Passos Coelho quando, logo à noite, discursar no Hotel Sana, da Fontes Pereira de Melo, em Lisboa.

Com o país em pior estado do que o chapéu de um trolha, a vitória nas legislativas é provavelmente o último momento de felicidade e descontracção de um candidato a primeiro-ministro antes da estranha sensação de alívio que sentirá quando, mais ano menos ano, for apeado do lugar.

Desfeita a feira e contados os votos, o próximo primeiro-ministro tem de fechar à chave, na gaveta do fundo, os doces devaneios declinados na campanha, e começar a aplicar, sem demoras e com rigor, o exigente e minucioso programa de governo desenhado pela troika.

A margem de manobra é estreita e os prazos estão a queimar. Não podemos correr o risco de comprometer o afluxo dos pacotes de dinheiro que nos permitirão continuar a honrar os compromissos externos e alimentar este Estado que sofre de obesidade mórbida.

Miguel Relvas, o controverso "aparatchick" laranja, disse que Pedro Passos Coelho vai ser melhor primeiro-ministro do que foi candidato. Oxalá tenha razão.

Passos Coelho garantiu que formará um Governo composto por gente séria, honesta e competente - e não por membros da Comissão Política do PSD. Oxalá não tenha mudado de ideias.

Portugal precisa de um primeiro-ministro competente que não se incomode em ser impopular e que não governe em função de sondagens. Dito por outras palavras: precisamos de um estadista.

 

Jorge Fiel

Esta crónica foi hoje publicada no JN

 

PS. O F. C. Porto completou ontem, no Dragão Caixa, uma época para a história. A lição é simples. A competência e o trabalho compensam.

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