Joe Berardo: um novo "todo poderoso"
Joe Berardo. É este o nome do homem que nos últimos tempos tem andado no centro de muitas atenções e "saltado" de telejornal em telejornal de capa de jornal em capa de jornal.
Ainda há pouco tempo era uma figura desconhecida da esmagadora maioria dos portugueses.
Entrou nas nossas casas por vários motivos. Por causa da sua grande colecção de arte contemporânea, e da polémica instalação no Centro Cultural de Belém, porque disse mal da actual gestão do "seu" Benfica e do "capitão" Rui Costa, a quem chamou "velho", e porque se envolveu afincadamente na "guerra" do BCP .
Berardo, que não conheço - confesso que gostava - é um lutador e um ganhador. Sobre isso não tenho dúvidas absolutamente nenhumas. Tem um sotaque esquisito - chega a haver dificuldade em perceber o que quer dizer - veste-se sempre de negro, nunca lhe vi uma gravata - facto que igualmente aprecio - não tem papas na língua e tem de ser muito perspicaz , caso contrário não teria a fortuna que acumulou e continua a engrandecer.
Como se vê acho-o mesmo um dos portugueses de sucesso.
Não gostei, porque não me parece fazer o seu género, do "desabafo" que teve no último Prós e Contras.
Quando parecia não ter mais argumentos para dirimir a oferta que o BPI fez para a fusão com o BCP , o que até não lhe é normal, disse que Fernando Ulrich lá por ser dum "banco do Norte" se achava que podia fazer tudo.
Pareceu-me mal. Muito mal.
Ulrich até é de Lisboa. Fez a vida, digo infância, escola e universidade em Lisboa, e só muito mais tarde é que veio para o Porto de onde gere um banco de sucesso que teve como fundador um dos homens do Norte mais empreendedor e culto, Artur Santos Silva.
O que é que preocupa Berardo? Será o facto do BPI ,que supostamente seria "engolido" pela OPA do BCP , passar a comprador?
Será mesmo o complexo do Norte?
Não percebo!
Se o BPI tivesse tranferido a sua sede para Lisboa, como fizeram muitas empresas para estarem perto do poder, a coisa mudava de figura e o negócio já era bom?
Se calhar!....
A constituição da SRU para a Baixa do Porto foi um dos eixos da candidatura e da recandidatura de Rui Rio à Câmara. Alguma coisa se tem feito e parece-me positivo, embora me pareça que haja pouca gente com as ideias claras. A Baixa do Porto nunca voltará a ser a Baixa de antigamente, como alguns pretendem, pode é voltar a ser um dos centros do Porto.
Mas a SRU tem muitos defeitos. Os proprietários de alguns prédios degradados andam a receber intimações da Sociedade de Reabilitação Urbana para assinarem um contrato de requalificação dos prédios, impondo prazos absolutamente ridículos e impraticáveis, normalmente, 90 dias, para resolver problemas de anos e anos.
mais ainda: aos particulares são impostas estas coisas, praticamente sem nenhum benefício ou condições especiais para que os prédios possam ser realmente reabilitados. Acresce ainda que o que se impõe aos privados não se impõe aos outros, nomeadamente aos públicos. Aqui há umas semanas, um fundo pretendia comprar uma série de nprédios na zona de intervenção. A maioria dos proprietários queria aceitar a proposta, até por não ter dinheiro para recuperar os prédios e, repito, a SRU não ajuda nada ou ajuda pouco (e quer impor muito). Mas o Fundo não pôde avançar, porque uma instituição pública disse que não, que não vendia o seu prédio.
Quem se lixa...
Manuel Queiroz
No dia 6 de Agosto, o comandante do voo TP 653 tomou uma decisão cujos danos para TAP ainda não são totalmente conhecidos, mas que espero sejam muito elevados.
Como partiu de Amesterdão com duas horas de atraso, o comandante achou por bem agir como um pirata do ar fardado e desviou do Porto para Lisboa o destino do voo TP 653, argumentando que assim evitaria à companhia o prejuízo da anulação de um voo Lisboa-Paris.
Como contribuinte, acho preocupante que a estatal TAP se tenha dado ao luxo de fazer ao GES o jeito de lhe comprar, por 140 milhões de euros, a Portugália, que não fosse nacionalizada teria de fechar as portas.
Como cidadão, acho ultrajante a cultura de falta de respeito pelos passageiros que leva um comandante da TAP a mudar uma rota para poupar uns cobres à companhia.
Como portuense, sinto-me insultado porque sei (sabemos todos), que nem sequer passaria pela cabeça do infeliz comandante desviar, por razões económicas, um voo de Lisboa para o Porto.
A suprema infelicidade do comandante residiu no facto da equipa do FC Porto seguir a bordo do TP 653 e de os dirigentes portistas não serem gente para se acanhar quando suspeitam que há motivo para protestos.
O voo TP 653, que era suposto aterrar no Sá Carneiro às 16h10, aterrou em Lisboa às 18h30, e os passageiros com destino ao Porto, deficientemente informados e muito justamente mal dispostos, acabaram transferidos para um avião com mais passageiros do que lugares.
E como se o caldo ainda não estivesse suficientemente entornado, o comandante caprichou aom mandar prender o chefe da comitiva portista, por este, no seu entender, se ter excedido nos protestos.
Este episódio é revelador da falta de respeito da companhia pelos seus clientes, em particular pelos nortenhos. O menosprezo da TAP pelo Porto já é antigo e manifestou-se por anos a fio de desinvestimento, acabando com voos directos a partir do Sá Caneiro para concentrar na Portela (o tal aeroporto que está saturado) o essencial das suas operações.
A TAP já começou a pagar por esta sua arrogância centralista. Quando não há voo directo para o seu destino, nove em cada dez homens de negócio do Norte preferem fazer a escala em Frankfurt (os alemães aproveitaram o espaço deixado livre pela TAP para aumentarem as suas ligações diárias ao Porto) do que em Lisboa.
Penalizada pelos lugares de destaque que alcançou nos rankings internacionais da perda de malas e atrasos, a TAP iniciou uma campanha de lavagem da sua imagem. Da cartola, ainda só conseguiu tirar dois coelhos, ambos anémicos.
Anunciou com foros de notícia de primeira página, a inauguração de ligações directas do Porto a Bruxelas e Roma. Esqueceu-se de acrescentar que estas rotas se destinam a aproveitar os Fokkers que herdou da Portugália.
Para se calibrar a importância destas duas novas, basta ver que só a Ryanair vai abrir até ao fim do ano cinco novo voos directos do Porto para Pisa, Estocolmo, Valência, Bristol e Milão.
As migalhas dos voos para Bruxelas e Roma não me comovem. Por isso apoio o boicote portista. Voar na TAP, só mesmo quando não tiver alternativa.
Jorge Fiel
A comunicação social anda um bocado distraída, mesmo a que é editada a partir do Norte. Parece que as divergências e antagonismos com determinadas figuras acabam por toldar o raciocínio e desvirtuar o papel de jornalismo. Ora vejamos uma denúncia feita já há dias por Rui Rio, enquanto presidente da Junta Metropolitana do Porto, e em que tem toda a razão:
Rui Rio apontou a resolução do Conselho de Ministros nº86/2007, que no ponto sete prevê que verbas destinadas ao Programa Operacional do Norte possam ser utilizadas por Lisboa se forem aplicadas em projectos "considerados muito relevantes para o desenvolvimento das regiões objectivo 'Convergência' do Continente".
"Um projecto sedeado em Lisboa, que se insira no Objectivo I [regiões elegíveis e de apoio transitório], pode acabar por ser financiado pelo PO/Norte, porque é considerado de elevadíssimo interesse nacional", explicou Rui Rio.
"A região de Lisboa, apesar de estar fora deste Objectivo I, pode aproveitar-se através do que está em texto na lei", acrescentou.
A JMP, que pretendeu dar a "perceber o perigo que aqui está plasmado em lei", considerou que "esta legislação demonstra que Portugal continua centralizado".
Exemplo adiantado por Rui Rio: "se a região Norte pretender construir um pavilhão de ciência e conhecimento, este será sempre tido como uma infra-estrutura de interesse local, mas o mesmo pavilhão em Lisboa pode ser considerado de elevado interesse nacional".
Ora aqui está como se pode desviar verbas a que, em princípio, não se tem direito. Afinal, é só ter a faca e o queijo e não ter pejo ou vergonha.
Estávamos em Janeiro de 2005. O jogo com o Trofense era importante demais para ser encarado com ânimo leve. Por isso, o presidente do Lixa telefonou a Pedro Sanhudo logo que soube que ele tinha sido designado para arbitrar esse encontro do campeonato da II Divisão B.
Cantou-lhe a canção do bandido. Como o jogo era muito importante para o Lixa, será que ele, Sanhudo, poderia dar um jeitinho? E será que ele estava precisado de alguma coisa?
O árbitro embarcou. Disse que sim. Não ele, pessoalmente. Mas a Associação dos Árbitros do Baixo Tâmega, por ele presidida, não tinha frigorífico. O presidente do Lixa declarou o assunto resolvido. Teria todo o gosto em oferecer um frigorífico, com arca!, à associação. Jeito por jeito.
Chegou-se a domingo e o Trofense ganhou. O presidente do Lixa liga a Sanhudo, que, com voz comprometida, desdobra-se em explicações. «Como viu, ó presidente, eu não pude fazer nada. A sua equipa não ajudou. O que é que eu podia fazer?». O presidente não deu mostras de ter ficado lixado, Aceitou as explicações. E sossegou o árbitro. Não voltaria com a palavra atrás. A Associação dos Árbitros do Baixo Tâmega ia ter um frigorífico. Oferecido por ele.
Este episódio, documentado por escutas telefónicas, é a base de um das centenas de processos do Apito Dourado. Em Março, a procuradora Maria José Morgado deduziu a acusação contra o presidente do Lixa (um homem de palavra) e Pedro Sanhudo, o árbitro que não podia fazer mais do que o que fez.
Vem a história do frigorífico da Associação dos Árbitros do Baixo Tâmega a propósito da corrupção, um tema que tem andado entre as bocas do Mundo e as primeiras páginas dos jornais.
Ainda recentemente ficamos a saber que Portugal desceu dois lugares, de 26º para 28º num total de 180 países analisados, no Índice de Percepção da Corrupção, um ranking elaborado pela Transparency Internacional que classifica os países segundo o eventual grau de corrupção do sector público.
Não me custa a acreditar no crescimento da corrupção entre funcionários públicos e políticos em Portugal. É o preço que temos de pagar pelo inevitável processo de democratização do poder de decisão que eleva o número de pessoas susceptíveis de serem corrompidas.
O que nunca me tinha passado pela cabeça é que esta democratização do poder estivesse avançada ao ponto de um capitão de fragata e um sargento da Amada terem sido formalmente acusados de corrupção passiva por uma empresa que pretendia vender mísseis Seasparrow e Harpoon para as fragatas da classe Vasco da Gama.
Nas vésperas das decisões políticas da atribuição de grandes obras (como o novo aeroporto de Lisboa e o TGV), decisivas para grupos económicos poderosos, convinha focarmos a vigilância na transparência destes processos, por forma a que não haja dúvidas de que ninguém usou a sua posição e/ou os recursos públicos em benefício pessoal ou do partido – em vez de dispersarmos a atenção por manobras de diversão e «faits divers» como o do frigorífico da Associação dos Árbitros do Baixo Tãmega.
Jorge Fiel
PS: Esta crónica foi redigida para o diário económico Oje, onde vai ser publicada e amanhã
A entrada é de borla, o único preço que terá de pagar por esta imperdível experiência é a subida até ao último andar na severa escadaria de pedra deste edifício tão bem recuperado por Eduardo Souto de Moura. Mas apresse-se, porque domingo dia 4 de Novembro é o último dia. E que tal aproveitar o feriado?
Eu já gostava da obra de Júlio Resende, que me foi apresentada pelo meu amigo Germano Silva. E apesar de não o conhecer pessoalmente ficarei a dever para sempre ao mestre o enorme favor de ter correspondido a um pedido meu para fazer uma capa de uma Revista do Expresso dedicada ao Porto.
Sabia que António Oliveira era um dos maiores, senão mesmo o maior, coleccionador de telas de Resende.
A minha amiga Augusta Bastos tem um óleo magnífico do mestre, uma pequena jóia que me habituei a admirar com detenção, sempre que a visito.
Apesar de instalado numa curva difícil, nunca desperdicei a hipótese de dar um mirada, ainda que de relance, ao painel Ribeira Negra.
E, recentemente, tive a oportunidade de olhar, ver, reparar e tocar no painel que Resende fez para a estação de metro do Bolhão.
Em
Mas foi ontem à tarde, na Alfândega, que me apercebi da importância nuclear da obra de Resende e fiquei sem perceber porque é que ele não ocupa o lugar cimeiro que lhe merece no panorama da artes no nosso pais.
É impossível não ficar deslumbrado com a maestria de Resende em harmonizar e homogeneizar nas suas telas a variada e rica gama de cores intensas da sua paleta.
Tentei perceber porque é que os panditas que ditam as modas na arte em Portugal teimam
Só encontrei duas explicações, uma estética e outra de roteiro, para explicar o criminoso desdém que o «mainstream» artístico dedica a um pintor que ao longo da sua longa vida recebeu praticamente todos os prémios que podia receber.
Resende terá cometido o pecado estético da permanência no figurativo, que apesar de muitas vezes roçar o abstraccionismo nunca deixa de ser figurativo.
«A minha pintura não deve ser considerada abstracta, pois parto sempre de objectos, de figuras, de formas, para extrair deles valores plásticos», explica o próprio.
Resende terá cometido o crime de continuar a viver no Porto - a Itaca onde regressa sempre após as muitas e longas viagens que se reflectem na sua obra – , de não se ter rendido a Lisboa, cidade que não faz parte do um roteiro geográfico onde constam paragens tão variadas como Paris, Alentejo, a floresta alemã, Brasil, Cabo Verde, Itália, Moçambique ou Goa.
Vivesse o mestre no Príncipe Real, e não em Gondomar, e a história seria, com certeza, diferente.
Tivesse o mestre juntado umas «Mulheres de Alfama» a uma obra vasta onde constam «Família Alentejana», «Vendedeiras de Roma» ou «Mulheres na Ribeira» e a história seria com certeza diferente.
O pecado mortal de Resende foi não ter deitado âncora em Lisboa.
Jorge Fiel
Caros Bussolistas, Nortistas e por isso verdadeiramente elitistas !
Este post deixo-vos do nosso Aeroporto. O Francisco, claro. Ele fica, mas eu vou e para bem longe.
No próximo dia 31 anuncia-se a estreia dessa obra prima do cinema nacional-sulista auto intitulada Corrupção e nem no Porto ou no Norte é seguro ficar.
Mesmo que o que aí vem seja a segunda versão da primeira invenção dos acrescentos feitos à primeira versão, que por sua vez dizem que já era a terceira versão da segunda versão corrigida do não menos versado livro em que talvez ( ou não ...) se inspire...uff....é mais seguro permanecer bem longe.
Parto para bem longe de qualquer hipótese de contágio com essa gente sabuja e essas mentes sujas que chamam cinema (e se calhar até obra de arte...) a um documentário nojento sobre as vidas privadas e as intimidades mais sórdidas de várias pessoas.
Há pessoas cujas vidas davam um filme e todos conhecemos muitas. E há pessoas cujas vidas só podem dar para ligar ao saneamento e é desse material que um realizador de filmes sustentado pelo erário público entendeu fazer um filme.
Tirando o dinheiro que os impostos possam representar à mà fila , de mim esta cáfila não receberá um cêntimo e é esta atitude que eu exorto todos os bussolistas a tomarem.
Como é um filme de benfiquistas para benfiquistas, vou ficar à espera que consiga chegar aos 6 milhões de espectadores!
A história , implacável como o tempo, vai certamente consagrá-lo como um dos momentos de maior mau gosto e uma das maiores porcarias de sempre do cinema nacional.
Nunca pensei poder preferir aquela outra obra prima dos nossos cineastas em que o realizador se esqueceu do casaco pendurado na câmara , para nos gastar o dinheiro a fazer um filme que não era a preto e branco...porque era só preto. Lembram-se desse palhaço ?
Não? Sim? Em qualquer dos casos fixem bem estes que estão ao mesmo nível !
Manuel Serrão
Exército de Salvação Nacional
Batalhão Bússola
Aeroporto Francisco Sá Carneiro
07/10/27
Tenho para mim que o muro mais cínico do Porto habita na rua do Campo Alegre, entre o Circulo Universitário e a Faculdade de Psicologia.
Trata-se de um muro que fala pouco, mas que, quando fala, fala bem.
Até ser pintado de novo, há coisa de meses, fazia eco de uma reivindicação que tinha tanto de estranha como de justa: «Queremos mentiras novas!»
Percebi o muro logo à primeira. Já que vamos continuar a ser enganados por Lisboa, o mínimo que se exige ao Terreiro do Paço é que faça um esforço sério para ser criativo, que seja competente na arte de nos embrulhar – que renove o stock de mentiras, pois com velhas já não consegue enrolar ninguém.
O muro do Campo Alegre tem agora em cartaz um novo pedacinho de ouro, porventura ainda mais sábio que o anterior: «Qualidade de vida é Porto-Lisboa em 6 dias» - na primeira versão, rasurada, falava de apenas três.
Este elogio da distância surge na altura exacta em que o Governo reafirma que a ligação por TGV de Lisboa a Madrid (agendada para 2013) é prioritária sobre a ligação ao Porto, diferida para 2015.
O muro tem toda a razão. Qualidade de vida é estarmos a seis dias de distância de Lisboa – e não apenas a uma escassa hora e meia. Quanto mais perto estiver de nós, mais fácil será à capital continuar a esvaziar-nos os bolsos e a sugar os nossos recursos.
Não tenho dúvidas. O muro do Campo Alegre é uma espécie de Oráculo de Delfos. Não é só o muro mais cínico do Porto. É, também, o mais sábio.
Jorge Fiel
O filme Corrupção vai estrear em breve mas é mais curto do que o previsto (menos 17 minutos), tem música diferente da inicialmente pensada e durante mais tempo, há actores que estão mais em cena e outros nem por isso, houve os que foram à apresentação e os faltaram e houve até quem dissesse que tinha "adorado".
Quem não apareceu foram o realizador, que afinal não realizou, e a argumentista que argumentou de forma diferente.
Pode dizer-se que o "caldo entornou".
Não percebo porque é os dois indefectíveis benfiquistas João Botelho e Leonor Pinhão ficaram tão zangados com a atitude do produtor Alexandre Valente quando resolveu "intervir na montagem" do filme.
Em sinal de protesto abandonaram o elenco.
Não compreendo.
Se não vejamos.
O filme inspira-se no livro de Carolina Salgado, "Eu Carolina".
Ao que se sabe, e ainda ninguém disse o contrário, o livro teve duas versões e a argumentista do filme deu uma "ajuda" importante na coisa.
Logo. Então é um acto de coerência o filme ter igualmente duas versões.
Não percebo porque tanta indignação.
Se a argumentista meteu uns pozinhos " no livro e achou bem, porque é que ficou amuada com o facto do produtor meter os seus pozinhos " no filme que o próprio paga?
Quem não se lembra dos problemas que o centralismo colocou quando da construção do Metro, do isolamento do aeroporto Francisco Sá Carneiro.......
Para mim e para todos que se juntarem a esta nossa vontade de recolocar o Norte onde é devido para bem de Portugal,será o início de um novo ciclo que os nossos filhos agradecerão.
É com alguma distância crítica que junto a minha voz ao coro de aplausos ao regresso do eléctrico à Baixa, um feliz mas insuficiente acontecimento que dura há já um mês.
A Linha 22, ou da Baixa, vem juntar-se à histórica e resistente Linha 1 (Infante-Cantareira) e à Linha 18, que faz as vezes de elevador ao vencer a íngreme rua da Restauração, ligando o rio, em Massarelos, à zona dos Leões.
O regresso dos eléctricos à Baixa era um dos principais fundamentos do Plano de Mobilidade para a cidade, desenhado por uma equipa da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), no âmbito do Porto 2001, que esteve a ganhar mofo na gaveta durante os quatros anos do primeiro mandato de Rui Rio.
A reconquista das ruas ao automóvel era o alfa e o ómega do Plano de Mobilidade, que reservava ao eléctrico um papel nuclear na nova rede urbana de transportes, que tinha como nova vedeta e âncora o Metro.
À Linha da Baixa (com um desenho bastante idêntico ao actual percurso do 22) estava destinada a função de estabelecer a ligação entre dois principais núcleos comerciais – Leões/Cedofeita e Batalha/Santa Catarina -, atravessando o coração do centro (a avenida dos Aliados).
Nos dois extremos terminais, a Linha 22 articula-se com o funicular de Guindais e a Linha 18, garantindo ligações ao Douro (na Ribeira e em Massarelos) e amarrando-se nestes dois pontos à Linha 1, que outrora seguia do sopé da Igreja de S. Francisco (Praça do Infante) até ao mercado de Matosinhos - e que agora se detém na Cantareira, dando por concluída a sua tarefa no lugar onde o rio encontra o mar.
A rede de eléctrico já e razoável na sua extensão e configuração, mas ainda sabe a muito pouco quando analisada do ponto de vista da frequência.
Ao passar apenas de meia em meia hora, a Linha 22 é um óptimo programa para os turistas, que a bordo de um aprazível e barato meio de transporte ficam a conhecer toda a Baixa e com ligações fáceis à Ribeira, Marginal e Foz. É, também, uma bela maneira de reformados e outros desocupados matarem com qualidade o excesso de tempo livre de que dispõem. Mas não é uma alternativa razoável, como meio de transporte, para as deslocações quotidianas das pessoas com afazeres.
Se estou nos Leões e preciso de ir à Batalha, não posso, nem quero, arriscar estar meia hora à espera do eléctrico. Ou apanho o autocarro ou opto por ir a pé.
Para o regresso do eléctrico ajudar mesmo à revitalização da Baixa é urgente fornecer companhia ao solitário carro eléctrico que faz a Linha 22 e reforçar o percurso com pelo menos mais dois carros. Dez minutos é o máximo tempo de espera tolerável para um transporte colectivo, nas horas de expediente.
Acho um enorme desperdício investir um milhão de euros num eléctrico que é apenas turístico.
Tragam, por favor, para as ruas os carros eléctricos que vivem agasalhados no Museu do Eléctrico, em Massarelos.
Ponham, por favor, em cima da mesa o projecto da equipa da FEUP que preconizava que a Linha 1 volte a desaguar em Matosinhos, amarrando-se aí à rede de Metro, depois de fazer um belo percurso por toda a Marginal.
E, por último, não se esqueçam (também por favor…) de que a melhor e mais barata alternativa ao Metro na Avenida da Boavista é uma nova linha de eléctrico, que ligue o Castelo do Queijo à Rotunda da Boavista.
Jorge Fiel
São mais de 200 obras (quadros) expostas no edifício da Alfândega do Porto. O mestre Júlio Resende vê pela primeira vez reunido um tão extenso espólio da sua autoria, o que só por si é um acontecimento a merecer destaque e elogios... Quadros muitos deles raramente vistos à luz do dia, propriedade de particulares que no recato das suas casas os vão conservando longe dos olhares públicos - por prazer, por vaidade ou por qualquer outra razão que só eles conhecerão. Portanto, uma visista que valerá a pena fazer, com o tempo e com a calma que a exposição requer.
Uma inauguração a preceito, com o Presidente da República a dar o brilho merecido ao acontecimento e a garantir um mínimo do mediatismo indispensável a estes acontecimentos. O que suscita reflexão é a confissão de desconhecimento que o homem, Cavaco Silva, mostrou perante o artista. A sua surpresa perante a dimensão da obra, a luminosidade da pintura ou o ter-se mostrado sinceramente "impressionado" com a retrospectiva vai muito para lá do relativo afastamento que, como ele, milhões de portugueses têm e até cultivam perante as Belas Artes.
A verdade é que Júlio Resende, um mestre da pintura com uma carreira que vem do início dos anos 40 do século passado, um nome incontornável dos movimentos modernistas do pós-guerra em Portugal, que fundou e participou em movimentos marcantes da história da Arte portuguesa, que é reconhecido como uma dos maiores contemporâneos, etc, é um desconhecido!
Nunca foi elevado ao panteão das estrelas ou ao naipe dos favoritos do mediatismo dos nossos órgãos de comunicação social que dão a impressão de a ele se referirem sempre sem grande entusiasmo a maior parte das vezes por obrigação... Já lemos e vimos jornais, rádios e televisões gastar páginas e horas com artistas com uma dimensão incomparavelmente menor à de Júlio Resende, homenagens prémios de carreira, entrevistas em horários nobres informativos com figuras de cujo nome hoje nem nos lembramos... E Júlio Resende? Notícias, críticas, algumas reportagens e programas televisivos, mas nada de marcante, que seja de referência obrigatória e quase sempre remetido para horários esconsos ou páginas de fim de jornal.
Júlio Resende não militou nos meios mais "progressistas" pós-Revolução de 1974 e, por aqui, não beneficiou das atenções e do tratamento favoráveis que os que dominavam a Cultura e as Artes reservaram para os seus...
Júlio Resende nunca saiu do Porto e, assim, perdeu os favores da capitalidade, a divulgação dos museus "nacionais" e o convívio com os que determinam o que é "in" e o que é "out" , o que sai na comunicação social e o destaque a que tem direito este ou aquele artista...
Não é que o Porto também o tenha tratado muito bem - o caso da "Ribeira Negra", obra dedicada à cidade e que continua empacotado na Cãmara, é paradigmático... E teve que ser Gondomar, do tão criticado Valentim Loureiro, a acolher o artista e a dar-lhe condições de trabalho de exposição da obra na Fundação de Júlio Resende, sita ali na marginal do Douro a caminho de Entre-os-Rios.
Vamos lá ver a obra do mestre no edifício da Alfândega que vale a pena. O Porto e o Norte têm que se orgulhar dos seus artistas e devem demonstrá-lo!
P.S. Eu não sou um especialista ou sequer crítico de Arte. Apenas falo de Resende como uma figura que me parece insuficientemente conhecida dos portugueses.
Começo por citar o Jorge Fiel, o nosso bloguista encartado, no título deste post para vos dar uma informação e fazer um esclarecimento útil e universal.
Antes porém e em primeiro lugar quero fazer uma advertência.
As precipitações podem ser traiçoeiras .
Ás vezes até nos fazem "engolir em seco".
Agora sim.
Chamo-me Fernando Rocha. Uso efectivamente óculos. E há muito tempo que não mudo de óculos, que é uma coisa muito diferente de mudar de lentes. Coisas da vida!
Não conto anedotas . Não sei contar anedotas. Nunca contei uma anedota em público porque seria desastroso. Sei que não teria piada absolutamente. Vai daí. Não ganho a vida a contar anedotas.
Chamo-me Fernando Rocha há mais anos que o Fernando Rocha das anedotas , pessoa que não conheço.
Chega?! Estão esclarecidos?
A "finta" resultou e vocês "embarcaram".
Apesar de não serem para mim agradeço os vossos comentários.
Envio cumprimentos para todos e já agora, como diz o Fiel, extensivos a toda a família.
Mariano Gonzalez a titular neste terceiro jogo da Liga dos Campeões - pela primeira vez, o argentino joga a titular. Sai Tarik, agora que acabou, ha duas semanas, o tempo do Ramadão, FCP: Helton; Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves, Fucile; Paulo Assunção, Lucho, Raul Meireles, Mariano Gonzalez; Lisandro e Quaresma.
Muito frio no Velodrome, onde algumas centenas de portugueses estão numa espécie de gaioa num canto do estádio, que tem lotação de 57 mil lugares e deverá ter menos de 45 mil ocupados.
Logo à nascença, por destino ou condição familiar, tive este despacho de pronúncia:
- És do Norte!
Sou minhoto, nascido numa aldeia do Distrito de Braga onde os meus avoengos maternos cultivaram a terra por várias gerações. O meu Pai é Amarantino, distritado no Porto portanto, e também nascido no seio de uma família rural que se sitiou há algumas gerações na bonita freguesia de Mancelos.
Raízes fundas, aprumadas e arreigadas ás terras firmes do Norte.
Com episódicas passagens pelas terras ímpias da mourama, assentei meus arraiais, desde tenra idade, na bonita praia de Leça da Palmeira. Lá fiz a educação primária, passando para o Liceu de Matosinhos e mais tarde para a Universidade do Porto de onde acabei por transitar para a Universidade Católica no Porto, onde viria a concluir o meu curso de direito.
Cresci, portanto, repletamente, sobre o sol cristalino do Norte.
Casei-me em Braga com uma nortenha, filha de dois nortenhos. Tenho dois filhos nascidos e baptizados no Norte.
As minhas flores, os meus frutos são cheios do Norte.
Depois de casado, já lá vão 15 anos, instalei-me no Porto onde vivo ainda. Sempre trabalhei no Porto, ou pelo menos a partir do Porto.
Sou assim, um nortenho dos 4 costados: um genuíno pronunciado do Norte.
De mim, não esperem por isso tibiezas em relação a esta aclarada condição.
Sou também um apaixonado do meu País que, como eu, nasceu no Norte e aqui cresceu e se desenvolveu gerando frutos, nem todos com a mesma gloriosa história.
Fui hoje ao Mercado do Bolhão muitos anos depois, muitas compras depois, muitas campanhas eleitorais depois. Algumas com vitórias estrondosas outras com frustrações imensas.
Hoje estive lá. Fui à apresentação do "nosso" blog. A Bússola. A nossa bússola agora só tem um Norte.
Foi bonito e bom sentir o pulsar daquela gente, gente genuína e afável mesmo com o espaço degradado e com muito poucos clientes. Já não há o burburinho doutros tempos. Já não há os pregões, não ouvi marralhar preços. Tive até uma certa nostalgia.
Apesar disto tudo falou-se de tudo. Do FCPorto , do casamento de Pinto da Costa, dos mouros, os eternos mal amados mouros, das "caras lindas" e dos amores pelas figuras públicas, ouvi inclusivamente conselhos e "truques" para manter viva a "chama" do casamento. De tudo!
Não ouvi, que é uma coisa que enerva, aquela gente - boa e genuína - a falar com os modos e com o sotaque que qualquer tipo de Lisboa usa (mal) quando quer fazer uma graça, diria antes chacota, das gentes dos Porto e do Norte.
Até nisso são maus!
Agora cuidem-se nós, os bussolistas , no SAPO vamos estar sempre a ASSAPAR nos tipos de Lisboa.
Esperem por nós.
Sabem aquela frase dos tempos heróicos do Jorge Coelho?
Quem se meter com nós. Leva!
Sou do Norte mas começo do Sul. De Marselha, onde hoje joga o FC Porto um encontro mais importante do que parece para a Liga dos Campeões: é que se o Marselha ganhar fica com nove pontos e quase todas as equipas se qualificaram com esse peculio. O que deixaria o FC Porto a ter que discutir o outro lugar com o Liverpool.
Começo assim do Sul; do Mediterraneo, da luz e do sol. Mesmo com frio, como faz por aqui neste momento. Para premiar os leitores deste blogue, o que prometo é que hoje vos darei informações em directo do Velodrome antes e durante o jogo. Seremos hoje a bussola do Norte no Sul. Se a Orange o permitir, porque quase nao dormi para vos enviar este texto, ja que esta empresa de telecomunicqçoes teve uma enorme panne no seu serviço esta noite. Coisas do sul...
Bom dia Portugal:
No lançamento desta bússula quero deixar as palavras para os dias que se seguem. Sim, porque hoje, como diz a canção, é o primerio dia do resto das "vossas" vidas.
E porque queremos que este blogue seja um caminho na inovação, surpreendente e sempre original. julgo que o momento que se segue em video pode bem representar a bandeira deste novo movimento a Norte:
Depois da queda da pala da bancada dos cativos do mítico Estádio das Antas, que deu lugar ao planetário Estádio do Dragão, abriu-se uma nova fronteira no Porto para o Mundo.
Depois do lançamento deste blogue abrimos outras fronteiras: do Porto para o país. Do Porto para o Médio Oriente. Do Porto para os Galápagos, do Porto para um qualquer campo de golfe.
Como diz um amigo meu "a todos aquele abraço sincero e fraterno. Viva Zapata".
O video que se segue é um exclusivo mundial deste nosso/vosso blogue.
Mercado do Bolhão
10.30
24 Out 2007
Resultado: além dos anos de atraso, mais 134 milhões de euros de custos e o preço final a disparar para praticamente 300 milhões de euros. “Percalços”, resumem o Governo e os responsáveis pelo Metro lisboeta.
No Metro do Porto, perante situação muito menos gravosa do ponto de vista financeiro ou de qualquer outro ângulo, tratou-se de “derrapagem” e de “gestão ineficiente”, acusam os senhores da capital.
Diferenças de linguagem? Deve ser do sotaque.
Rogério Gomes (publicado no "Correio da Manhã")
Não sei o que pensam disto os outros bussolistas mas é minha firme convicção desde ontem que temos que ser um exército de salvação dos políticos e empresários que se vêm obrigados a mudar-se de armas e bagagens para Lisboa só para poderem mandar mais e melhor.
O exemplo mais recente de cliente dos nossos serviços chama-se Luis Filipe Menezes.
O PSD tem mostrado grande predilecção por lideres de fora da capital , em especial do Porto.Desde Sá Carneiro que sentem necessidade de se colocarem debaixo da asa protectora de gente da confiança e é no Porto que têm encontrado abrigo.
Claro que esta malta de Lisboa , bem ao contrário é de tudo menos de confiança e mal apanham um de nós à mão de semear não descansam enquanto não tentam levá.lo para maus caminhos. Que são os deles !
O último político que julgou que podia viver em Lisboa como se continuasse a ser do Porto foi o dr Fernando Gomes e acabou praticamente acusado de violar a Lídia Franco em plena autoestrada ! Como foi preciso que deixasse o poder para acabarem num ápice os assaltos tenebrosos e diários às bombas de gasolina ....
Com o dr Menezes os sinais são claros. Já começaram a tentar cativá-lo com cantos de sereias como foi o caso da dra Manuela ferreira Leite com a Regionalização.E escusam de vir para aqui dizer que a dra em causa não é nenhuma sereia........
Por mim que não vou em grupos (, como se diz cá na nossa querida terra) prometo ficar aqui de sentinela de olho bem aberto a catrapiscar estas sereias ou outras que lhe apareçam no caminho...ou na caminha , porque lá diz o povo , " diz-me com quem dormes, dir-te-ei quem és".
Não sei se as frases que o povo diz devem vir entre aspas mas agora já estão e ninguém se há-de queixar que o povâo , como diz o bussolista Juca , tem sempre razão !
Manuel Serrão
Exército de Salvação Nacional
Batalhão Bússola
Mercado do Bolhão
07/10/24
Sobe-me a mostarda ao nariz sempre que um lisboeta acha de bom gosto cumprimentar-me usando uma canhota tentativa de imitar o nosso sotaque: «Atão, murcóm?!. Cumu bai o Puaaaartu?».
Imbuído de um espírito cristão, contenho-me e absolvo a idiotice do infeliz, que na sua santa e doce ignorância está convencido que não tem sotaque e a sua amaricada maneira de falar é o cânone.
Nessas alturas, respiro fundo, e repito mentalmente, as vezes que se revelar necessário, o maior dos ensinamentos biblícos: «Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles será o Reino dos Céus/Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles será o Reino dos Céus!»».
Quando a minha tensão arterial regressa à normalidade, concentro os meus esforços em evitar que a condescendência que me vai na alma se reflicta no sorriso que componho.
Não pensem, por favor, que sou um discípulo das teorias do James Watson. Não! Não acho que os lisboetas sejam necessariamente, e por regra, menos inteligentes do que nós.
O problema é que um fatal erro de paralaxe distorce a visão lisboeta do país.
Antes de Copérnico, a Humanidade estava firmemente convencida de que a Terra era o centro do Universo.
Neste dealbar do século XXI, há alfacinhas em demasia a pensarem que Lisboa é o Sol à volta da qual gira o resto do país. O que é, convenhamos, pouco inteligente.
Os brasileiros, que tiveram a argúcia de ultrapassar a rivalidade Rio de Janeiro/S.Paulo deslocalizando a capital para Brasília, perceberam muito mais depressa do que os lisboetas que não há cânone – e que deve ser estimulada a pluralidade de pronúncias em que é declinada a língua que nos une.
Na última revisão do seu livro de estilo, a TV Globo acabou com a ditadura do sotaque único e decretou a liberdade de expressão da multitude de sotaques em que o português é falado.
Quando ouço um lisboeta a tentar ser engraçado, pontuando as frases com «caragos», lembro-me logo do que escreveu o nosso conterrâneo Almeida Garrett, escritor, político e heróis do Cerco do Porto:
«Se na nossa cidade há muito quem troque o b pelo v, há muito pouco quem troque a liberdade pela servidão».
À atenção de todos os bossulistas , por sinal nortistas!
Está confirmado o lançamento mundial do superblog Bússola no Mercado do Bolhão para as 11 h do dia 24 out , quarta feira.
NAO FALTEM !