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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

O Leixões faz 100 anos e nós ainda não !

 

 

 

 

Quantos clubes haverá em Lisboa e arredores com mais de 100 anos ? E que tenham taco ? Nem que seja no emblema ... O Leixões tem.E nós também...Também temos emblema !

 

Clubes em Lisboa com mais de cem anos...tirando os clássicos ... só se for a Casa Pia.


Outro tipo de clubes afamados em Lisboa,  parecem muito antigos, mas não tanto. Também têm muitos anos , mas pagaríamos para ver o dia em que chegassem aos cem.

 

Se Matosinhos fosse em Alcântara  ou no Barreiro, não teriam faltado televisões a transmitir em directo a efeméride. Mesmo em noite em que o SLB foi eliminado da Champions.

 

Mesmo sem televisões assim tivemos festa a dobrar !

 

Bando dos quatro

 

Exército de Salvação Nacional

 

Pelotão 4 no morfeu

 

 Coroneis Manuel, Mário , Júlio e como ajudante de campo , Vaqueiro

 

PS Os restantes foram indemnizados e estão no estrangeiro.

 

 

 

 

 

 

Centros Históricos - quem lhes acode?

Centro Histórico de Guimarães

 

Muito se tem dito e escrito sobre os Centros Históricos.

Porque estão desertos ou os resistentes são uma população envelhecida, logo vulnerável porque está isolada, o património encontra-se degradado, há insegurança  e daí ser urgente a sua reabilitação e humanização.

Tudo isto é verdade e sobre tudo isto todos estamos de acordo.

No jornal Público, de Domingo, havia dois artigos muito interessantes sobre a matéria.

(não sei se o resto do país pôde ler porque um destes artigos, sobre Guimarães, vinho no Local Porto).

Dizia-se, numa notícia, sobre o Porto tudo o que já se sabe há muito tempo. Problemas e mais problemas, tentativas para os resolver, estratégias sobre estratégias, constituição de empresas, etc , etc .

O resultado também é o conhecido. Nada ou quase nada foi feito.

O Centro Histórico do Porto - esse que é Património da Humanidade declarado pela UNESCO - está a cair aos bocados, a "patine" da zona, que é uma marca da cidade  e da região, está a perder-se duma forma que se não for "atacada" urgentemente vai passar a ser apenas uma memória fotográfica.

Por outro lado, na outra notícia, era publicada uma peça sobre a exemplar recuperação e regeneração do Centro Histórico de Guimarães, também ele Património da Humanidade.

Os edifícios estão recuperados, habitados e a zona  já recuperou 5% da população. Há gente, movimento, bares, animação (por vezes barulhenta). Há vida. Há cidade.

Está mesmo na moda morar naquelas ruas e ruelas da Cidade Berço.

Então de que é que estamos à espera?

Será que a formula de Guimarães não pode funcionar de exemplo para o resto do país?

Para quê estar a inventar a roda se ela já está inventada?

A coisa ao que parece foi simples.

Criou-se um GTL - Gabinete Técnico Local - dirigido pela arquitecta Alexandra Gesta e contrataram o grande e saudosos arquitecto Fernando Távora - "pai" da famosa Escola de Arquitectura do Porto, ainda hoje a melhor do país que projectou arquitectos como Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura, entre outros.

Depois definiram uma estratégia, estabeleceram-se regras, aproveitaram-se, e bem, os fundos comunitários e os resultados apareceram. Nunca se esqueceram das pessoas. Este aspecto é fundamental. Ainda agora a "fixação dos nativos através de programas de apoio é crucial. Este tipo de intervenções têm de ser feitos com o envolvimento da pessoas e não contra os naturais e residentes.

Pelo meio da intervenção - que continua - houve achados importantes, como muralhas "escondidas" nas paredes do casario, e muito trabalho, dedicação e uma grande consideração pelo património que é de todos nós.

Já agora deixo a sugestão.

Vão dar um passeio até Guimarães. Vale a pena. A cidade está viva. Tem gente. Há uma boa oferta cultural principalmente no Centro Vila Flor e no Museu Alberto Sampaio.

Guimarães teve uma estratégia que passou nomeadamente pelo incremento do Pólo da Universidade do Minho.

Uma estratégia ganhadora. Guimarães é hoje uma cidade média de referência.

Hoje mesmo Gaia anuncia que vai colocar câmaras no seu Centro Histórico - a Ribeira - para controlar a anarquia no estacionamento e controlar o acesso automóvel.

Os Centros Históricos das cidades são a sua alma, as suas origens, a memória colectiva. A referência.

(nota: é de louvar que um grupo de cidadãos esteja a promover um conjunto de festejos para comemorar a Declaração da UNESCO que considerou o Centro Histórico do Porto Património da Humanidade. É um excelente exercício de cidadania. Ainda bem que há gente com memória e que ama a sua cidade)

 

 

 

 

Sem Portela e Mais Nenhum

 

O Quartel-General da Bússola reunido de emergência há cerca de 15 minutos, aprovou um Estudo há cerca de 10 minutos que entregou ao Governo há não mais de 5 minutos, relativo às diferentes soluções de infra-estruturas aeroportuárias e às estratégias de desenvolvimento que lhe estão associadas.

 

O estudo que se sucede aos que a Associação Comercial do Porto e a CIP apresentaram recentemente, aponta para a desactivação do aeroporto da Portela e a não admissão de mais nenhum outro investimento a Sul. Admite-se a manutenção de algumas das bases aéreas existentes, com fins eminentemente militares ou de mercadorias e não exclui o prosseguimento das obras em curso referentes ao aeroporto regional de Beja e de algumas obras de ampliação do aeroporto de Faro, dado o previsível aumento de tráfego aéreo directamente para o Alentejo e o Algarve.

 

Para a resolução do problema da evolução do tráfego aéreo o estudo propõe, em contrapartida, o aumento da área de implantação do Aeroporto Sá Carneiro e a reestruturação da base aérea de Palmeira, em Braga, para toda a vertente “low cost”.

 

O início deste investimento seria simultâneo ao do arranque da linha TGV Porto-Lisboa que permitiria resolver os problemas de mobilidade com a capital.

O estudo aponta também para mais duas travessias no Douro, mas mesmo assim conclui por uma poupança em relação à Ota de 3 mil milhões de Euros, de 2 mil milhões de euros em relação a Alcochete e de 2 mil milhões de euros em relação ao Montijo.

 

O “Sem Portela e mais nenhum” aponta também para a imediata substituição do Conselho de Administração da ANA que passará ter sede em Matosinhos. O novo Conselho de Administração que já poderá admitir administradores que não sejam oriundos de Lisboa, voltará a analisar a proposta da Ryanair que recentemente recusou e que, como todos recordam, permitirá aumentar o tráfego anual do Aeroporto Sá Carneiro em cerca de 4 milhões de passageiros.

 

 

A AERLIS-Associação Empresarial da Região de Lisboa, prometeu já desenvolver um novo estudo de análise a esta alternativa, desenvolvido conjuntamente com a Universidade Nova de Lisboa.

 

António de Souza-Cardoso

 

O conto de fadas da Função Pública

 

O mais próximo que estive da Função Pública foi na tropa. Mas essa minha relação com o Estado foi muito atípica.

 

Primeiro, porque fui incorporado à força na lista de pagamentos do Estado. Se pudesse, eu passava, mas à época não estava disponível a opção de recusar o convite.

 

Segundo, porque havia uma grande capacidade para nos impor a mobilidade.  Eu vivia no Porto, mas o Estado resolveu alojar-me no Convento de Mafra, onde, durante quatro meses, me alimentou, vestiu, cuidou da minha forma física e forneceu formação nas artes do tiro curvo (morteiro 80) e do tiro tenso (canhão sem recuo 90).

 

Promovido a aspirante, com a atraente especialidade de Anti-Carro e  Morteiro Médio (trata-se de um dos pontos altos do meu curriculum!), fui despachado para o Funchal, onde me demorei um ano, antes de passar à peluda.

 

Desde a memorável passagem de ano de 1981 para 1982, vivida na baía do Funchal, a minha relação com o Estado nunca mais foi a mesma.

 

É com alguma saudade que recordo esses 16 meses em que estive à carga do Estado.  Há um quarto de século que estou na bem menos confortável situação de contribuinte líquido. Dito por outras palavras, há 25 anos que sou chulado pelo Estado.

 

Como presumo acontece com a generalidade dos portugueses que fazem a vida na iniciativa privada, não tenho em grande conta essa vaga e gorda entidade que dá pelo nome de Função Pública. s números que a descrevem metem medo ao mais pintado, mesmo a um homem como eu, com o Serviço Militar Cumprido!

 

Os funcionários públicos são muitos (750 mil), não param de crescer (em 1990 eram 509 mil), ganham em média mais 50% do que os trabalhadores das empresas privadas, reformam-se cedo (59 anos), representam 15% da população activa mas absorvem 34% das pensões de reforma pagas pelo Estado e 45% dos dinheiro dos impostos.

 

A massa salarial da Função Pública vale cerca de 14% do PIB (em Espanha está nos 10%) e o que nós recebemos em troca é muito pouco. Um estudo promovido pela administração central (que como é óbvio, num país centralista, ocupa 77% do efectivo) revela que 51% da actividade dos funcionários públicos é consumida em burocracia interna e 9% é supérflua. Ou seja, 60% de desperdício!

 

Eu sei que há excelentes funcionários públicos e que é um erro tremendo tratá-los todos da mesma maneira. Mas não é preciso ter um MBA para perceber que esta situação que vivemos é insuportável, que precisamos de tomar medidas extremas (Belmiro sugeriu reduzir em dispensar 250 mil funcionários públicos) para impedir que o peso da Função Pública conduza o país a naufragar.

 

Na sexta feira (é uma data muito bem escolhida, por causa da ponte), os sindicatos vão tentar demonstrar ao país que a Função Pública é irreformável.

 

Os sindicatos estão enganados e condenados ao fracasso, porque teimam em lutar contra os ventos da História.

 

Os sindicatos são os únicos que ainda acreditam na ficção do emprego seguro e para a vida, garantido pelo Estado. Ora isso já passou a ser um conto de fadas.

 

Jorge Fiel

 

 

PS1. Este texto foi publicado hoje no diário económico Oje (www.oje.pt)

 

PS2. Parto amanhã de férias para Budapeste. Ainda não decidi se levo o computador. Se não o levar estarei ausente da Bússola até meados da próxima semana.   

 

 

 

 

A involuntária responsabilidade de dona Cecy e seu Benjamim

Estão a ver este simpático casal da foto? São dona Cecy e seu Benjamim, brasileiros de Passo Fundo, uma pequena localidade que dista 287 quilómetros de Porto Alegre, a capital de Rio Grande do Sul.

 

A vida tem destas coisas. Um casal tão amoroso que, sem querer, acabou por trazer ao Mundo uma personagem tão irritante e abrasivo como Luiz Felipe Scolari.

 

Tivessem dona Cecy e seu Benjamim um televisor em casa e com os serões gaúchos animados pelas divertidas telenovelas da Globo muito provavelmente não teriam filhos e nós seríamos poupados à enorme maçada de aturar Scolari.

 

Mas o que está feito, está feito. Como dizem os nossos irmãos brasileiros, não vale a pena chorar sobre leite derramado. Temos de olhar em frente.

 

E olhar em frente significa neste particular preocuparmo-nos com o que é que o seleccionador nacional de futebol de onze vai fazer depois do Euro 2008 (dando de barato que se aguenta ao balanço até lá).

 

Numa prova inequívoca de que não guardo rancor ao filho de dona Cecy e seu Benjamim, passo a equacionar as cinco mais prováveis e melhores saídas profissionais que ele terá ao seu dispor, apondo-lhe uma notação pessoal (quantos mais sinais de +, maior o entusiasmo com que encaro cada opção).

 

 

1.     Treinar a Inglaterra  + + +

 

Good. Seria a nossa vingança por um cortejo de humilhações iniciado com o Ultimatum que frustrou o nosso sonho do Mapa Cor de Rosa, continuou com o despedimento de Mourinho e se mantém com as bocas foleiras que os tablóides teimam em dizer da PJ a propósito do desaparecimento da Maddie.

 

Exportar o Big Phil teria a vantagem de alargar à velha e loira Albion o culto da Nossa Senhora do Caravaggio e permitiria à selecção portuguesa prescindir dos serviços de Ricardo.

 

Com Felipão no comando, a Inglaterra falharia com toda a certeza o apuramento para o Mundial 2010 e assim nós poderíamos dispensar um guarda redes que a única coisa que sabe fazer de jeito é defender penaltis dos bifes;

 

 

2.     Treinar o Benfica  + + + + +

 

É a minha saída preferida. De longe. Para o próprio apresenta a não negligenciável vantagem de não precisar de continuar a disfarçar o ódio visceral que nutre pelo FC Porto. Para nós, portistas, teria a enorme vantagem de acelerar e tornar irreversível o processo de belenensização do Benfica.

 

Reconheço que poderia ser mau para o culto, em Portugal, da Nossa Senhora do Caravaggio, e para o orçamento do Ministério da Saúde, pois obrigaria os seis milhões de benfiquistas a despesas suplementares na farmácia, para aviar as receitas de Prozac.

 

 

3.     Treinar a selecção nacional de futsal  + +

 

Esta opção encerra inúmeras vantagens e apenas um ou dois inconvenientes, facilmente ultrapassáveis.

 

O FCP não tem equipa de futsal, o que obrigaria Scolari a eleger outra «bête noir» para estigmatizar – o Freixieiro, por exemplo.

 

Quanto ao salário, estou em crer que a Caixa Geral de Depósitos não se importará de se chegar a frente, para garantir os 250 mil euros/mês que o filho da dona Cecy e seu Benjamim está habituado a receber.

 

Estou certo que o Ricardinho e companhia estão doidões para colocarem no balneário uma imagem da Nossa Senhora do Caravaggio. Como agravante, a fraseologia de Scolari já é familiar aos craques de futsal, uma vez que o lema de Orlando Duarte, o actual seleccionador, é: «Não podemos ser burros».

 

 

4.     Substituir Mário Lino no MOP + + + +

 

Magnifica solução, apesar de obrigar Sócrates a adiar por um par de meses uma remodelação que estava agendada para a Primavera.

 

Scolari no Ministério das Obras Públicas era remédio santo. A confusão seria tal que nem sequer a Nossa Senhora do Caravaggio seria capaz de salvar o projecto do novo aeroporto internacional de Lisboa. Nem Ota, nem Alcochete. Nada. Niente. Nicles. Raspas!

 

 

5.     Dirigir uma fábrica chinesa de Arroiolos falsos + +

 

Como é excelente a motivar pessoas com reduzida escolaridade e baixo nível cultural, Scolari podia estender à República Popular da China o culto à Nossa Senhora do Caravaggio (que, não sei se sabem, tem como epicentro Farroupilha, localidade que fica da 200 km de Passo Fundo) ao mesmo tempo que convencia as tapeceiras a manterem a cara alegre, em troca de duas tijelas diárias de arroz, enquanto tricotam os 40 mil pontos que são necessários para conseguir um metro quadrado de tapete com a textura típica dos de Arraiolos.

 

 

Claro que as enormes capacidades do filho de dona Cecy e seu Benjamim fazem dele um alvo apreciado por qualquer empresa de «head hunting» como, por exemplo a Heidrick & Struggles.

 

O seleccionador nacional seria de certeza um trunfo valioso se aceitasse ajudar a Associação de Vendedores Ambulantes de Gelados e Castanhas na campanha higiénica que tem em curso e que visa impor aos seus sócios o uso de carrinhos feitos em aço inoxidável e cartuchos próprios para as castanhas (uma dúzia, dois euros, quentes e boas!) em vez dos confeccionados com papel de jornal ou de listas telefónicas.

 

Estou também certo que com a sua voz de ovelha, Felipão brilharia a grande altura como pastor da IURD ou se abrisse um blogue aqui no Sapo  – ou, ainda, se resolvesse tornar-se empresário e fizesse, em sociedade com o reputado criminologista Barra da Costa, uma agência de detectives privados que, com a ajuda da Nossa Senhora do Caravaggio, resolveria o mistério do desaparecimento da Maddie em menos tempo que o Diabo demora a esfregar um olho.

 

Jorge Fiel

 

 

 

Descobrimos um espião e corremos com ele. Para que conste que no Bússola não brincamos em serviço

Este post dirige-se a todos os bussolistas de aquém e além mar.

 

Se estivéssemos ainda nos idos de 74 poderia dizer que este post era uma espécie de comunicado do MFA . Movimento das Forças Atentas do Bússola.

 

Manda a verdade que se diga que foi um bussolista comentador ( no caso Pedro Barbosa Pinto ) quem levantou a lebre , alertando para a possibilidade de termos uma raposa infiltrada.

 

Recordo, como se fosse hoje, que nesse post o caro bussolista aventava a hipótese do suspeito poder ser o raptor da Maddie , atentando a semelhança forte entre o retrato robot desse traste e a simulação da sua foto na página de entrada no blog.

 

Depois de aturadas investigações descobrimos que um indivíduo que se faz passar por António Correia Dias , natural e residente em Vila Real , afinal não passa de um palhaço infiltrado na nossa organização , com o intuito de descredibilizar e desacredtar este blog de defesa dos interesses do Norte.

 

Lamento ter até de informar que existem indícios ( tão fortes como os que enxameiam o caso Casa Pia )  que poderá ser esse mesmo energúmeno que tem feito comentários inaceitáveis a coberto de nicks lisboetas , tentando sabotar um blog que atenta contra alguns dos seus volumosos interesses imobiliários na zona Sul de Portugal.

 

Reunido em petit comité , o núcleo coordenador do Bureau do Comité Central  do Bússola decidiu expulsar a caricatura intitulada António Correia Dias e desde já pedir desculpa a algum vilarealense que possa existir com esse nome mas outo carãcter e outra honradez , típicas dos homens do Norte.

 

Para nós ficou uma lição que quero partilhar com todos os bussolistas . O tempo em que existiam pessoas do Norte que estavam sempre com o Norte na boca mas depois nos saíam uns vigaristas da pior espécie , ainda não acabou !

 

Temos de continuar vigilantes . !

 

Connosco eles não passarão !

 

Exército de Salvação Nacional

 

Batalhão Bússola

 

Algures em Matosinhos

 

Manuel Serrão

 

 

Scolari é uma mortadela rasca que estamos a pagar ao preço de caviar

 

«Eu não sou trouxa. Como é que sairia do Brasil para ganhar o mesmo que recebo aqui fazendo palestras? Se alguém quer comer caviar tem de pagar o preço de caviar, não de mortadela»,

 

Luís Filipe Scolari ao Jornal da Tarde, de S. Paulo em Novembro de 2002

 

 

Não gosto de Scolari por várias razões e mais uma, sendo que a mais uma reside no facto do brasileiro profanar as boas recordações que guardo de um actor estupendo (Gene Hackman) de que o brasileiro é sócio involuntário.

 

Não gosto de Scolari porque sou portista, portuense, português, jornalista e pai de um filho de sete anos que é doido por futebol e acredita que vai ser um craque da bola.

 

Como portista não lhe perdoo-o ter andado a brincar com o meu clube, recusando-se sempre a explicar porque é não convocou o Vítor Baía sufragado pela UEFA como o melhor guarda redes da Europa no ano do Euro 2004, tendo ainda o desplante e a falta de respeito de chamar para os trabalhos da selecção nacional Bruno Vale (actual suplente no Varzim, da Liga de Honra), que era então a terceira opção para a baliza do FC Porto.

 

Como portuense não lhe perdoo-o ter-se recusado a responder a um jornalista numa conferência de imprensa, usando como argumento «Você deve ser do Porto» (por acaso não era…) como ser da nossa cidade fosse sinónimo de ter sarna ou qualquer outra doença contagiosa.

 

Como português não lhe perdoo-o a idiotice de ter perdido o jogo inicial do Euro 2004 com a Grécia por se ter recusado a fazer o que toda a gente lhe dizia para fazer (usar como esqueleto da selecção a equipa do FC Porto que acabava de ter ganho em Gelsenkirchen a Champions, alinhando sempre com pelo menos nove portugueses). Não lhe perdoo-o também ter cometido a proeza de voltar a perder com a Grécia, na final do Euro 2004, apesar de jogar em casa e ter à disposição muito melhores jogadores do que o adversário. Não lhe perdoo-o, ainda, morder a mão que lhe dá de comer, acusando Portugal de ser um país racista.

 

Como jornalista não lhe perdoo-o as ofensas continuadas a diversos colegas meus, que incluíram insultar em público uma jornalista e distribuir acusações gratuitas e infundadas contra um painel de comentadores de um programa de televisão e que cometeu o único crime de o criticar.

 

Como pai de um miúdo que tem a mania que vai ser futebolista não lhe perdoo-o - nunca lhe perdoarei, nunca - a catrefada de maus exemplos que dá ao meu filho.

 

Não quero ouvir o meu filho dizer que amuar não é defeito porque o Scolari, que é o seleccionador nacional, também amua-a como ele e abandona a meio uma conferência de imprensa só porque não gosta das perguntas que lhe estão a fazer.

 

Não quero ouvir o meu filho dizer que fazer birras não é defeito, porque o Scolari, que é o seleccionador nacional, também faz birras e adora vitimizar-se - «Faço por Portugal mais do que fiz pelo Brasil e só recebo situações desagradáveis» - em vez de se comportar como o homem crescido que é.

 

Não quero ouvir o meu filho dizer que ter mau perder não é defeito, porque o Scolari, que é o seleccionador nacional, também tem mau perder e deu um soco num jogador sérvio no final de um jogo que não lhe correu de feição.

 

Entristece-me profundamente a falta de ambição de um treinador que fica exultante quando a selecção de Portugal (vice-campeã europeia, 4ª classificada no Mundial, 8ª melhor no ranking da FIFA, 4ª no da UEFA), recheada de estrelas, sofre até ao último minuto para conseguir a qualificação, empatando em casa a zero, no último jogo, com uma Finlândia que é a 44º no ranking da FIFA e 26ª no da UEFA e o melhor que tinha feito até agora no apuramento para um Europeu foi em 1996, quando ficou em 4º lugar num grupo de seis, conquistando 15 pontos em dez jogos.

 

Além de mal educado, Luís Filipe Scolari é uma fraude – é mortadela rasca que estamos a pagar ao preço de caviar.

 

Jorge Fiel

 

Scolari no Dragão

 

As coisas nunca correm normalmente a Scolari no Estádio do Dragão. Por mim até acho que, estrategicamente, o Sargentão esteve bem durante o jogo. No fim fez um número que já conhecemos, daqui e do Brasil, que não o engrandece nada. Pelo contrário, o homem, como lhe chama o Cristiano Ronaldo, já não tem idade para fazer certas figurinhas e dizer: "E o burro sou eu né?".

Bom, o empate com a Finlãndia não foi brilhante, mas apesar de tudo a coisa foi-se compondo.

O que não se compreende é a RTP. Segundo informação de um dos bloguistas bem relacionados com a RTP; a estação pública de televisão tinha menos meios neste último e decisivo jogo no Dragão, do que no sábado passado em leiria. Os profissionais tiveram que improvisar algumas vezes. Mas lá que é estranho, é.

Manuel Queiroz

Casa da Música

Casa da Música

 

Mais uma vez fui à Casa da Música.

Ouvi um concerto fantástico de Música Barroca pela jovem, muito jovem, Orquestra Barroca daquela instituição.

A Sala Guilhermina Suggia - grande auditório - estava praticamente cheia.

No final o público estava satisfeito. Isso pôde constatar-se pelas palmas, dois "encores", pelas conversas de escadas, elevadores e até no parque de estacionamento.

(Nota negativa: o parque é bastante caro)

Tive, no entanto, um privilégio. Antes participei na Assenbleia de Fundadores.

Os resultados são excelentes.

Acabaram os tempos, maus tempos, onde se discutia apenas os atrasos, derrapagens financeiras, uma "mar" de interrogações sobre o futuro como o modelo de gestão. Enfim,  indefinições.

Felizmente tudo isso acabou. As contas são sólidas, há uma estratégia e projectos fantásticos para o futuro.

O futuro é agora. Já em 2008.

É assim como que uma espécie de afinar o que se fez este ano. O que correu bem vai continuar, o que não esteve tão bem foi revisto. A acrescentar a tudo isto há a introdução de muitas novidades.

Há várias para as quais chamo a particular atenção.

A Casa da Música é, cada vez mais, um equipamento nacional que começa a ser reconhecido internacionalmente e que se vai democratizar pela diversidade e por sair das "quatro paredes", além de "piscar o olho" a novos públicos.

Para que isso aconteça vai haver um "reforço" nos serviços educativos. Estes serviços são, hoje em dia, estratégicos e fundamentais na criação e sensibilização de novos utentes.

A Orquestra Nacional do Porto ONP ), que está a tocar como nunca, vai ter um novo maestro titular e vai fazer muitos programas na "praça" envolvente além de se juntar a outros tipos de músicos, como por exemplo a Orquestra de Jazz de Matosinhos.

Vai haver, tal como já acontece na Fundação Gulbenkian, assinaturas anuais. Com este serviço os melómanos obtém descontos e acesso a vários "produtos" além, como é óbvio, de poderem seleccionar e "programar" a sua vida.

Para que isto aconteça teve que haver um trabalho árduo anteriormente. Ou seja toda a programação já tem de estar consolidada. E está. E é muito boa.

Já repararam que o grafismo da Casa da Música mudou? Espreitem no novo sítio da net . Vale a pena. Está moderno, arrojado e acima de tudo comunica.

(Nota negativa: o site é só em português)

Por fim uma nota de preocupação.

Em 2007 a venda de bilhetes caiu um pouco. Há que pensar numa estratégia para combater o fenómeno. Ao facto não serão alheios o efeito novidade de 2006 e a crise económica.

A Casa da Música começa a cumprir a sua missão. Ainda bem em nome da música e da cultura

 

 

 

ANA tira as patas do Sá Carneiro! Já!

 

Há quatro anos, quando a TAP deitou as mãos ao pescoço do Sá Carneiro, desviando para Lisboa os voos directos do Porto, foi a Ryanair quem forneceu o essencial do oxigénio que evitou o nosso aeroporto de morrer asfixiado.

 

A Lufthansa também deu uma ajuda, ao aumentar a frequência de voos diários para Frankfurt. Os alemães foram rápidos a identificar a oportunidade de negócio aberta pela deserção da TAP – e a agir.

 

A companhia alemã não demorou a obter o retorno deste investimento. «Hub» por «hub», turistas e homens de negócios nortenhos preferem fazer escala em Frankfurt do que em Lisboa.

 

Mas foi a Ryanair quem salvou o nosso aeroporto da condenação à morte proferida pela TAP (nacionalizada nossa …?!), com a cumplicidade da ANA (nacionalizada nossa…?! ) a entidade gestora dos aeroportos.

 

Por muitos anos que viva, nunca esquecerei da conferência de imprensa que Michael O’Leary, presidente da Ryanair, deu no Porto, paramentado com a camisola azul e branca do FC Porto, que tinha acabado de conquistar a Liga dos Campeões em Gelsenkirchen.

 

A combinação entre o prestígio, no Reino Unido, do vinho do Porto e do FC Porto (que acabara de exportar José Mourinho para o Chelsea) convenceu o irlandês de que a sua aposta numa ligação «low cost» entre as cidades do Porto e Londres ia ser ganhadora - e que os seus aviões andariam cheios nos dois trajectos.

 

Os dois milhões de passageiros transportados, em menos de quatro anos, de e para Portugal, provam que O’Leary tinha razão. A sua Ryanair é a principal contribuinte para as taxas de crescimento da ordem dos 17% ao ano registadas pelo Sá Carneiro, de que já é a sua segunda principal cliente.

 

O ano passado, três milhões de passageiros usaram o aeroporto do Porto. Este ano, prevê-se que sejam quatro milhões. Mais um milhão.

 

Mas a monopolista e estatal ANA está a cortar as pernas à continuação deste espectacular crescimento ao boicotar, há quase um ano, um investimento de 220 milhões de euros no Sá Carneiro da Ryanair, que quer instalar no nosso aeroporto uma base de operações.

 

Entre outras coisas, esta base permitira que, no espaço de um ano, a Ryanair triplicasse o número de passageiros que transporta no Sá Carneiro.

 

É inadmissível que numa economia que se pretende de mercado, a TAP continue estatal e que através dela o Governo tenha nacionalizado uma companhia privada (a Portugália).

 

É inadmissível que numa economia que se pretende de mercado, haja uma entidade estatal a monopolizar a gestão dos nossos principais aeroportos, impedindo a concorrência entre eles e prejudicando o Sá Carneiro.

 

Não há uma entidade única a gerir os portos nacionais e os resultados transparentes deste saudável estado de concorrência estão à vista: o porto de Leixões é o único que dá lucros. Os outros todos, sem excepção, acumulam prejuízos.

 

A AEP e a Associação Comercial do Porto já se disponibilizaram por criar uma entidade que substitua a ANA na gestão do Sá Carneiro, onde reuniriam empresas exportadoras e operadores turísticos.

 

É urgente que a ANA tire as patas do Sá Carneiro para que o nosso aeroporto seja gerido pela sociedade civil e, assim, possa continuar a prosperar - e ser a porta de entrada e saída, por via aérea, do Noroeste Peninsular.

 

Jorge Fiel

 

 

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  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D