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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

O mar enrola na areia?

Estou mortinho que seja dia 22 de Março. Não porque esteja a contar os dias até à Primavera, a mais ansiada das quatro estações, anunciada pela chegada das andorinhas, o desabrochar das flores e a excitação dos cãezinhos que começam a andar com as cadelinhas.

Não. A minha pressa em relação a 22 de Março prende-se apenas com o facto dessa data, o Dia da Universidade, ter sido a escolhida para a apreesntação pública das conclusões do conclave que reuniu no Palácio da Bolsa, nos dois primeiros dias desta semana, a nata da inteligência portuense.

Porto  Cidade Região era o tema do encontro, que reuniu gente da  Universidade do Porto, CCDRN e associações empresariais.

Neste momento de profunda crise na cidade onde bate o coração da Região Norte, confesso que depositei grandes expectativas nos frutos deste conclave, que no seu essencial decorreu à porta fechada.

Foi precisamente por esperar muito da reunião, que fiquei um bocadinho desiludido (o que só acontece a quem se ilude…) quando a necessidade de instalar na nossa cidade uma estação de monitorização do mar fazia o titulo da notícia que o JN dedicou à conclusão do conclave Porto Cidade Região.

Toda a gente, mesmo os jornalistas, têm o seu dia mau, pensei para comigo O meu desapontamento cresceu quando abri o Público de ontem, procurei a notícia sobre o encontro e dei de caras com o título «UP vai instalar a estação de monitorização do mar até ao fim do ano».

Como não quero acreditar que a criação de um obervatório marítimo tenha sido a principal conclusão de um conclave que reuniu, durante dois dias, cem dos mais ilustres e influentes portuenses, estou em pulgas para que chegue o dia 22 de Março e os organizadores do conclave partilhem connosco a totalidade das conclusões a que chegaram.

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

PS. No dia de hoje, não posso deixar de saudar, com orgulho, a iniciativa do movimento cívico Eu imPORTO-me de assinalar o 117º aniversário da revolta republicana do 31 de Janeiro, ocorrida no Porto, e que foi o primeiro  levantamento em armas do povo contra o regime monárquico que vergonhosamente capitulara face ao Ultimatum britânico.

 

Regionalização

Estão dispensados de ler este post os anti-regionalistas, as carpideiras, maldizentes, os moralistas e falsos moralistas, os que vêem segundas intenções em tudo de que o povo gosta, etc , etc .

Mais uma vez a Regionalização.

Porque votei e perdi uma vez, porque acredito que a sociedade evolui, porque acho que é essencial para o desenvolvimento sustentado e equilibrado do país, porque numa Europa cada vez mais competitiva é essencial.

Há dias - o Rogério Gomes já aqui deu nota disso - a Universidade do Porto organizou o 3º Encontro Porto Cidade Região.

Do encontro ressaltou uma coisa bem clara. Até aqueles que se mostraram cépticos noutros tempos relativamente à Regionalização entendem-na agora como essencial no combate "à tendência macrocéfala da decisão política" (Rui Rio) e um passo fundamental para a "emancipação política" (Carlos Lage ).

Tudo isto deve ser feito sem "lamúrias" (Reitor da Universidade do Porto).

O debate foi importante, vivo mas em circuito fechado. No Porto, com os do Porto, para os do Porto.

Até os jornais de grande circulação "atiraram" com isto para o "Local" ou "Porto"!...

Esteve cá é verdade, o Secretário de Estado das Cidades que se afirmou também ele ser pela regionalização.

A Regionalização não é um problema do Porto é de todo o país.

Um dos casos mais interessantes de evolução nesta matéria é o do actual Presidente da UNICER, como se sabe a maior cervejeira portuguesa, que tem sede em Leça do Balio-Matosinhos .

Ex-Deputado, alto dirigente do PP, figura activa na vida política, contundente nas atitudes foi convictamente anti-Regionalista .

Até vir para o Norte! Digo eu...

Ao fim de um ano por estas bandas já se diz regionalista. Porque será?

Simples. Teve que sair do centro de todas as decisões, em Lisboa, e mesmo tendo vindo gerir um grande grupo económico facilmente percebeu que a "ponte aérea" é uma realidade confrangedora para os de cá ou que por cá estão.

Já agora.

A semana passada escrevi aqui sobre a "libertação" das zonas ribeirinhas de Lisboa, Porto, Matosinhos e VNGaia das respectivas áreas portuárias.

Era um disparate legal que finalmente tinha sido reparado. E foi. O problema é que só foi regulamentado para Lisboa. Com grande festa Sócrates "devolveu" 14 quilómetros de Lisboa a António Costa.

Pois! 

A questão é simples.

Porque é que não se fez tudo ao mesmo tempo?

Será que alguma vez se vai fazer?

Ou será que ao resolver o problema de Lisboa já se entende que está tudo resolvido?

Sou pela Regionalização.

 

 

 

 

Porque é que eu tenho andado pelas ruas a olhar para as pernas das mulheres

Tenho andado pelas ruas a tentar aperceber-me da evolução recente do tamanho das saias, mas ainda não consegui detectar qual é a tendência.

 

A única e triste conclusão a que até agora cheguei é a de que diminuiu drasticamente a quantidade de mulheres que usam saia, o que me deixa  reaccionariamente saudoso dos tempos da minha adolescência em que as raparigas não podiam ir para o liceu de calças – o que conferia a real dimensão machista à questão «quem usa calças lá em casa?».

 

Subsidiariamente, fiquei impressionado com a adesão maciça à moda das botas de cano alto usadas por cima das calças. Um tipo que tenha estado fora alguns meses e depare com este fenómeno, fica de certeza intrigado com esta esmagadora conversão feminina ao hipismo.

 

Para não ficarem convencidos que sou um tarado, informo que o trabalho de campo que me obrigada a andar pelas ruas a olhar para as pernas das mulheres se prende com a curiosidade de perceber se a queda das bolsas veio para ficar (e tenho de me habituar a viver com o mercado urso), ou se se trata apenas de uma nuvem passageira.

 

Eu explico. O antropólogo britânico Desmond  Morris, que me foi apresentado através da leitura da sua incontornável obra «A Tribo do Futebol», formulou a «Skirt length theory» que estabelece uma relação de causa a efeito entre o cumprimento das saias e os humores dos mercados.

 

A teoria é simples. Se a economia cresce, os consumidores estão confiantes e esse optimismo reflecte-se no cumprimento das saias, que sobem, e nos mercados bolsistas, que se valorizam.

 

A história recente parece confirmar a teoria de Morris. A prosperidade dos anos 60 foi a mãe da Mary Quant e da sua abençoada invenção da mini-saia. Os choques petrolíferos que abalaram os anos 70 são o pai e a mãe dessa aberração inestética que dá pelo nome de maxi-saia.

 

Só detecto uma brecha na teoria de Morris. Parece-me uma abordagem excessivamente racional a um mercado que assenta os seus alicerces numa enorme dose de irracionalidade – que outra explicação se arranja para um profissional treinado e competente achar bom negócio vender Sonae SGPS a 1,18 a um outro profissional competente e treinado que acha um excelente negócio comprar a esse preço o papel da holding da família Azevedo?

 

Impressionado com o facto de nas duas primeiras semanas deste ano se terem evaporado todos os ganhos acumulados em 2007 pelo PSI 20 (16,27%), resolvi olhar para as pernas das mulheres.

 

Apesar de tudo, só uma espécie de teoria «feng shui», como a de Morris sobre a relação entre o comportamentos dos mercados e o cumprimento das saias, pode ajudar a explicar coisas aparentemente inexplicáveis com o paradoxo de em 2006 o PSI 20 se ter valorizado 29,9% apesar de nesse mesmo ano os lucros das 20 maiores do Euronext Lisbon terem caído 1,1%.

 

Por isso, vou continuar a olhar para as pernas das mulheres. Sempre é mais agradável do que olhar para uma bola de cristal, tentar ler nas folhas de chá ou marcar uma consulta com o professor Karamba.

 

Jorge Fiel   

 

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

 

Esta crónica foi ontem publicada no diário económico Oje (www.oje.pt)

 

Uma provocação gratuita (mas com atenuante) a seis milhões de portugueses tristes

 

Isto não é um cachimbo!  É uma provocação aos seis milhões de compatriotas que andam pelas raus tristes e ensimesmados e que deixaram de falar de futebol, apesar de no último fim-de-sema a coisa ter ganho um tudo nada de animação.

É uma provocação clara, sem espinhas, mas uma provocação com a atenuante  das evidentes preocupações ambientais que encerra, atendendo ao apelo subjacente na graçola à separação dos lixos com o objectivo de potenciar a reciclagem.

Esta imagem de um Ecoponto foi-me enviada por mail pelo bussolista Mário Rui Cruz, velha (estou a exagerar, ao fim e ao cabo ele está muito bem conservado para idade)  glória do FC Porto – foi tantas vezes campeão nacional de voleibol pelo nosso clube que ganhou direito a entrada gratuita vitalícia no Dragão.

Não resisti a partilhar com a piada anti-benfiquista do Ecoponto com todos os bussolistas, por duas ordens de razões:

1.     Potenciar a troca de palavras insultuosas entre  portistas e lampiões, o que ao mesmo tempo que aumenta a audiência do blogue lhe possibilite manter a fama de ter uma caixa de comentários pedir meças aos escritos nas paredes das casas de banho públicas;

 

2.     Aligeirar as minhas participações na Bússola que têm assumido a forma de editoriais longos e um tudo nada maçadores, apesar de bem escritas e com opiniões desempoeiradas e justas.

‘bora aí ao insulto!

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

...

 

Bom dia bus solistas :

 

Acabo de fazer a leitura de jornais e a remodelação governamental atravessa todas as capas e todos os artigos de opinião. Por isso gostava de fazer um destaque especial que face ao tema principal pode passar despercebida:

  "Portugal vai receber 37 carros Leopard ". Caracterizam-se pelo grande poder de fogo e pela mobilidade e manuseabilidade , metralhadoras 7,62 mm, Canhão L / de calibre 120 mm, motor de 1500 cv com 2600 rpm, pesa 60 toneladas, velocidade máxima de 72 km/ (31 km h em macha-atrás , autonomia de 470 km e espaço para uma tripulação de 4 soldados.

Foram comprados pelo Ministério da defesa a uma empresa holandesa, são de fabrico alemão e considerados dos mais sofisticados e poderosos carros do Mundo.

VÃO CUSTAR 51 MILHÕES DE EUROS.

 

ORA,  ERA MESMO DISTO QUE O PAÍS ESTAVA A PRECISAR.

 

AMBULÂNCIAS PARA O INEM E BOMBEIROS? NEM PENSAR!

CARROS DE COMBATE A INCÊNDIOS? PARA QUÊ!

UNIDADES DE SAÚDE QUE PERMITAM  UMA MAIOR COBERTURA DO PAIS? NÃO, O MELHOR É FECHAR AS QUE HÁ!

MEIOS NECESSÁRIOS PARA UM MAIOR COMBATE DAS AUTORIDADES AO CRIME? DEIXEM LÁ ISSO!

MELHORES CONDIÇÕES PARA OS PROFESSORES NA ESCOLAS ? QUE INTERESSA ISSO!

TORNAR O PAÍS MAIS HOMOGÉNEO ATENUANDO AS ASSIMETRIAS ENTRE AS REGIÕES E ENTRE O LITORAL E O INTERIOR ? ISSO É UMA PERDA DE TEMPO!

 

Já agora fica a justificação do Ministério da Defesa, em nome do Governo para a aquisição dos carros Leopard :

  -"Dotar o exército de novas capacidades face aos conflitos que ameaçam o mundo moderno".

   Modernos, nós????

 

BOM DIA E UM ABRAÇO A TODOS.

 

E NÃO SE ESQUEÇAM DE PAGAR A PRESTAÇÃO DA CASA, A ESCOLA DOS FILHOS, A PRESTAÇÃO DO CARRO, OS IMPOSTOS, AS MULTAS, OS CARROS E MOTORISTAS DOS MINISTROS E AFINS, OS ELECTRODOMÉSTICOS , A LUZ,  A ÁGUA, O PÃO E AS INDEMNIZAÇÕES DOS ADMINISTRADORES QUE SÃO DESPEDIDOS DAS ENTIDADES PUBLICAS E PRIVADAS.

É QUE SE NÃO PAGAREM O ESTADO FICA ZANGADOS E NÃO PODE COMPRAR OS CARROS "LEOPARD".

 

 

 

 

O Norte, a Universidade e a informação

A propósito da iniciativa que decorreu nos últimos dois dias no Palácio da Bolsa, liderada pela Universidade do Porto (a maior do País, sabiam?) e com o objectivo de discutir o futuro do Norte, não posso deixar de notar o relativo pouco relevo que lhe foi dado genericamente pela comunicação social. Seria por falta de gente ilustre nas conferências ? Não pode ser, afinal estavam lá Artur Santos Silva, Rui Moreira, Carlos Lage , Rui Rio, o reitor da UP , muitas outras figuras do Porto e do Norte... Por falta de espaço ou excesso de agenda? Não faltaram temas bem menos interessantes a ocupar páginas e minutos de rádio e de televisão...

A verdade é que, aparentemente por falta de interesse, os registos foram bem menores do que eu pessoalmente esperava. Não for a confirmação da nova e bem vinda "costela regionalista de Rui Rio" e nada de muito excitante ou novo teria saído do conclave, pelo menos segundo a comunicação social. Vamos a ver se a divulgação das conclusões, a cargo de uma comissão que as apresentará daqui a uns meses, nos animam um pouco mais...

Mas o objectivo deste post ", que devia ter a data de ontem (é à terça-feira que eu tenho que cumprir o meu "serviço mínimo" em prol da causa regional, o que faço com todo o gosto), é o de chamar a atenção para o facto de hoje em dia apenas "O Primeiro de Janeiro" ter o seu proprietário no Norte do País. Mesmo o nortista "JN" é propriedade da Controlinveste , empresa sediada  em Lisboa e ela mesmo muito pouco preocupada com tudo o que vá para lá da rendibilidade do seu negócio (e se calhar, bem...).

E, claro, o Porto Canal e algumas rádios...

Isto ajuda a explicar a pouca atenção dada à citada realização.. O que já não se entende muito bem é que entre os importantíssimos temas discutidos no Palácio da Bolsa não tenha estado precisamente o da informação/comunicação ele mesmo estratégico para a Região Norte.

A sério que me custa perceber...

"Coçar as costas" à portuguesa



Coçar as costas é algo que todos fazemos ou fizemos. "Backscratching",em inglês - desculpem a minha anglofilia - designa, no meu conceito, o que acontece na sociedade quando alguns têm que dizer bem de outros para que estes outros, um dia qualquer, digam bem deles, ou os defendam em situações difíceis.

Por exemplo, num dos jornais deste fim-de-semana, João Salgueiro fazia o 'backscratching' de Vítor Constâncio, dizendo que as explicações dadas pelo governador do Banco de Portugal a propósito da sua actuação no caso do BCP eram claras e suficientes.

Há uns quinze dias, o antigo ministro das Finanças e antigo colega de Constâncio na governação do BdP, também lhe coçava as costas num belo artigo no Público em que, basicamente, dizia que era melhor verem as culpas dos auditores do banco, que não viram - como deviam - que alguém tinha criado 17 sociedades off-shore para serem veículos compradores das acções do banco em aumentos de capital que não tinham tido aderentes suficientes.

Os "back scratchers" - gosto tanto da expressão que só não a pus em título porque tive medo que o o engº Sócrates, visitante deste blog, não tivesse dado esta lição na sua cadeira de Inglês Técnico - os 'back scratchers', dizia, são 'has been' ou 'wannabes', quer isto dizer, desculpem outra vez a minha anglofilia,  gente que 'já foi' ou 'quer ser', como precisamente acontece com Salgeuiro e Campos e Cunha (que tem uma magnífica reforma do Banco de Portugal, note-se, apesar de ser ainda relativamente jovem). E portanto, coçar as costas é o mais natural em partes importantes da sociedade portuguesa.

Alguém acha que as explicações de Constâncio foram boas? Alguém percebeu o que aconteceu no BCP? Quando muito sabe-se que Constâncio não deu conta de nada e que Carlos Tavares também não sabia e que Teixeira dos Santos, que foi presidente da CMVM, idem aspas. E que aplicamos as melhores práticas do mundo na regulação bancária, 'dixit' ainda Constâncio, mas há 12 milhões de operações activas no mercado de capitais e não se pode ver todas. Mas ainda não vi Constâncio propor nenhuma medida para inovar essas melhores práticas e tentar fazer ainda melhor, como é seu dever. Porque se as melhores práticas são estas, como é que o governador faz com operações de capitais vindas de sítios às vezes muito estranhos que chegam ao mercado português? Ou porque, como se viu nesta história do crédito "subprime' (crédito hipotecário de alto risco) a regulação dos bancos centrais está tão ultrapassada que, muitas vezes, nem percebe as operações que lhe passam debaixo do nariz?

No fim, quem se lixa é o mexilhão. O Expresso lá trazia na capa este sábado que o BdP desconfia do pequeno BPN... É assim mesmo!

Manuel Queiroz

Juíz ..........Hugo Marçal???

Por vezes há situações em  que o  Povão custa a entender, a morosidade no  processo Casa Pia é um deles.

 

"Este processo das crianças violadas vai mesmo ficar em águas de bacalhau!" é o que mais se ouve por aí." Mas aqueles dos Açores foram condenados! Aí o processo não foi demorado! Dizem outros!

 

Mas afinal como é? Quem é pobre vai dentro e quem é rico e conhecido fica cá fora? pensa o sábio Zé.

 

Isto nem de prepósito,o nome do arguido no processo de pedofilia da Casa Pia,Hugo Marçal, está em vias de ser admitido a frequentar o curso de auditor de justiça,entre centenas de candidatos na escola que forma os juízes portugueses,Centro de Estudos Judiciários.
 

Como obteve em Espanha o grau académico de doutor em Direito,está, face à nossa lei, isento de escrita e oral, tendo ainda por cima preferência sobre os restantes candidatos,quer isto dizer que Hugo Marçal está em vias de ser seleccionado para o curso que formará a próxima geração de magistrados. 

 

Se concluir o curso com aproveitamento e iniciar uma carreira nos tribunais - primeiro como auditor de justiça, depois como juíz de direito, Hugo Marçal terá o privilégio de não ser julgado num tribunal de primeira instância.
 
  

Por este andar,com esta morosidade não me admiraria muito que se transformasse no Juíz do processo Casa Pia....é por estas e por outras que o Povão não acredita em nada e muito menos na Justiça.

 

Como já passou muito tempo...um pouco de história:


"Advogado em Elvas, Hugo Marçal, de 46 anos, é suspeito do abuso reiterado de um ex-aluno da Casa Pia e de ser cúmplice no esquema de prostituição alegadamente montado por Carlos Silvino.
A acusação relaciona-o com os encontros numa casa de Elvas onde menores da Casa Pia mantinham relações sexuais com clientes angariados por Silvino, o ex-motorista da Casa Pia e principal arguido do processo.
São ainda acusados neste processo Carlos Cruz, o ex-provedor-adjunto da Casa Pia, Manuel Abrantes, e o médico Ferreira Diniz, entre outros.
O Ministério Público pretende que Hugo Marçal seja condenado por 36 crimes: 22 de lenocínio e 14 de abusos sexuais de menores (respeitantes a um único menor)." M.M.Sol 

Douro, Maravilha da Natureza

douro.jpg

 

Tive o privilégio de conhecer de muito novo, os encantos do Douro vinhateiro. O meu avô materno tinha uma quinta perto do Pinhão e desfrutei de gloriosas jornadas de caça nos socalcos bravios da Quinta dos Canais, junto à Senhora da Ribeira, em Carrazeda de Ansiães.

Acho que nenhum nortenho ou português se deveria sentir dispensado de ver, como tantas vezes vi, o nascer do Sol no alto dos fraguedos transmontanos, adoçados por um luxuriante tapete de socalcos que nos alonga o olhar até aos tranquilos meandros do Douro.

Esta verdadeira impressão digital duriense que nos é dada pelos socalcos torneantes do Douro, é tanto mais impressiva quanto nos apercebemos da rudeza daquele solo agreste e seco, sem acessos que permitam o benefício da tecnologia.

Não conheço melhor demonstração do carácter dos nortenhos – o labor, o engenho, o sacrifício, a generosidade, do que estas incríveis marcas do Douro,  arrancadas de forma tão profunda às entranhas de uma natureza indomável e arrebatadora.

Na próxima terça-feira é apresentada pela AETUR a campanha da candidatura do Douro a “Maravilha da Natureza”  que coloca o Vale do Douro entre os 150 nomeados àquele titulo junto da “New Seven Wonders Foundation”.

Depois da distinção ditada em 2001 pela Unesco de consideração do Douro Vinhateiro como Património Mundial da Humanidade, julgo ser obrigação dos nortenhos e dos portugueses amplificarem os efeitos de divulgação desta campanha e desta candidatura.

O Jornal Público que hoje dá à estampa esta notícia, publica curiosamente na página seguinte uma entrevista com o Presidente da CCDRN, Carlos Lage em que este reconhece que aquela instituição (que tantas vezes, por critérios próprios, condiciona ou prejudica investimentos privados de qualidade) não foi sequer ouvida acerca da construção na região da nova barragem do Tua.

Antes que o assunto ganhe os patéticos contornos de Foz Côa, vale a pena que nos assegurem que a preservação do Douro e a qualificação do seu património, serão sempre um pressuposto desta ou de qualquer outra intervenção.

 Ou será preciso pedir a Rui Moreira e a Francisco Vanzeller que façam eles o trabalho de casa?

 

António de Souza-Cardoso

EXPO 98 - Dez anos depois a estória dos paquetes continua por contar

 

 

 

Passam este ano 10 anos sobre aquela grande operação de promoção de Portugal no mundo, como rezava a publicidade oficial , mas que 10 anos depois só se consegue explicar como a grande mais valia que trouxe à capital do império.

 

Dez anos é muito tempo como cantava o Paulo de Carvalho e o que vemos hoje como grandes reflexos dessa operação em que o país investiu milhões de contos dos antigos são só vantagens para a nossa querida capital.

 

Dez anos depois Lisboa passou a ter um fluxo de turistas como nunca tinha tido antes da EXPO  e graças a ela conseguiu recuperar em tempo recorde e com custos impensáveis uma enorme zona degradada que é hoje uma das suas partes mais requisitadas e valorizadas para comprar habitação ou escritório.

 

Dez anos depois Lisboa tem hoje fama de ser uma das cidades da Europa que melhor combina tradição com modernidade numa operação relâmpago que resultou de um esforço nacional que se pode aplaudir , mas que ninguém nunca agradeceu.

 

Dez anos depois continua sem se perceber muito bem como acabou a estória dos paquetes que foram alugados para uns milhares de clientes que nunca por cá apareceram , nem se sabe muito bem o que aconteceu aos responsáveis pela graça. Muito menos se sabe onde páram os responsáveis pelos responsáveis dessa tramóia que lesou os cofres do Estado em milhões.

 

Por falar em obras e em dez anos o que é que seria se as intermináveis obras do túnel do Terreiro do Paço ( que são daquelas que continuam , mesmo depois de acabadas..)  em vez de serem à beira Tejo , fossem noutro qualquer terreiro deste nosso belo país à beira mar plantado ?

 

Exército de Salvação Nacional

 

Batalhão Bússola

 

Margem do Douro

 

Manuel Serrão

 

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