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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

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A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Força Marco Fortes!

Perfil: Marcos Fortes

 

 

 

O falhanço de Marco Fortes até passaria mais ou menos despercebido não fosse o caso de o homem ter dito à RTP «Cheguei à conclusão que de manhã só estou bem na “caminha”. Lançar a esta hora foi muito complicado. Apesar de ter entrado bem na prova, com dois lançamentos longos com mais de 19 metros, no último as pernas queriam era estar esticadas na cama».

 

O homem teve azar porque estas declarações foram feitas pouco antes de Obikwelu ter afirmado aos jornalistas «Agradeço a todos, porque estiveram a ver-me na televisão, e peço desculpa. Estou a ganhar dinheiro, porque o povo português está a pagar para eu estar aqui, e não consegui chegar à final. Este é o meu trabalho e queria pelo menos dar uma final aos portugueses.»

Das declarações de Marco Fortes, aproveitaram-se «de manhã só estou bem na caminha» e «as pernas queriam era estar esticadas na cama» para fazer comparações com as declarações dignas de Obikwelu e questionar a seriedade e o patriotismo do lançador do peso. Mas será que estas declarações significam realmente que Fortes foi preguiçoso, leviano e displicente?

 

Nada como ler as declarações que ele fez antes de começar. «No último mês, grande parte dos principais candidatos fez as suas melhores marcas. Já tiveram o seu pico de forma mais alto e agora até poderão estar no pico descendente», disse na conferência de imprensa. E depois afirmou o seguinte: «O meu maior desejo é que os atletas com melhores marcas estejam de rastos e que não possam com o peso na sexta-feira, que durmam mal, comam qualquer coisa que lhes faça mal, que não queiram ir para a pista, coisas assim».

 

 

Estamos de acordo que há coisas que não se devem dizer, assim com não se deve deixar os atletas à sua sorte a poderem ser triturados pela imprensa e muito menos depois de uma prova que lhe falhou totalmente.

 

....e para tudo acabar em beleza para este jovem promissor temos o comandante Vicente Moura a convidá-lo para deixar a aldeia olímpica, não se faz isto a um jovem que durante dez anos viveu para esta especialidade, a sorte de Fortes é não existir o Tarrafal ou a cadeia de Peniche!

 

Força Marco Fortes! não desistas, ainda vai haver muita boa gente muito incomodada com o que te fizeram!

 

 

Um abraço

 

 

Mário Rui Cruz

Pequim 2008...melhores: os atletas!...pior: Vicente Moura!

 

 
J. Olímpicos

 

 

 

Nelson Évora, ouro no triplo salto, Vanessa Fernandes, prata no triatlo,  foram os únicos portugueses a confirmar valor na elite internacional nos Jogos Olímpicos, enquanto Naide Gomes e Telma Monteiro desiludiram.

 

A Missão de Portugal chegou a Pequim com uma dezena de atletas aspirantes a medalhas, mas a verdade é que só dois o conseguiram, um ficou a um traumatizante ponto e o resto ficou bem aquém do que sonhava.

 

Vanessa Fernandes distinguiu-se ainda pelas severas críticas feitas a alguns colegas de selecção, a quem acusou de atitudes que em nada têm a ver com a alta competição e desculpas que não prestigiam Portugal as quais discordo completamente.

 

Para mim esta comitiva de desportistas merecem o maior respeito, pelo seu trabalho durante estes quatro anos, pelos sacrifícios que isso implica, só quem não teve oportunidade de viver em alta competição é que pode escrever o que escreveram.

 

Os atletas são humanos, não são são máquinas, têm dias bons e dias maus e não se esqueçam que não estão sozinhos a competir!

 

Entendo que o que esteve mal nesta comitiva foi o próprio Comandante Vicente Moura, sem categoria, sem liderança, falar antes do tempo, não defendeu nenhum atleta da opinião pública, disse que se iria embora acusando a seriedade dos atletas, e quando Évora ganha podemos vê-lo a beber champanhe e espanta-se a dizer que que iria repensar a sua candidatura.

 

Uma tristeza!

 

Há um nome que se fala, é o de Rosa Mota para a sua sucessão, cuidado que correr é uma coisa ter esta responsabilidade é outra coisa!

 

 

Mário Rui Cruz

"A Importância de se Chamar Brunheda"

 

Ana Paula Vitorino, a dinâmica Secretária de Estado dos Transportes, anunciou o encerramento da linha do Tua, depois de um descarrilamento de uma composição perto de Brunheda, de que resultou um morto confirmado e 5 feridos graves..

Ainda está por apurar se a causa do acidente advém de uma explosão na linha ou na carruagem que faz o serviço normal da linha do Tua. Num caso ou no outro dá que pensar.

Principalmente quando o País, a braços com uma crise internacional de contornos imprecisos, discute tranquilamente a arrojada aposta no TGV, em particular como forma de resolver a ligação Lisboa/Madrid (??),  quando os próprios espanhóis parecem já ter desistido de o fazer.

Como é possível que um dos desígnios principais do País seja o de ter uma linha de alta velocidade (já obsoleta na Europa avançada) para a ligação de Lisboa a Madrid. Com que propósito? Para melhorar o quê? Para servir quem?

Por muito menos, seria possível melhorar a linha ferroviária existente, e transformá-la num elemento potenciador do turismo biológico e de natureza. Em vez disso a Refer faz concursos para o aproveitamento das magnificas estações de caminho de ferro da linha do Douro e do Tua.

 Sem prejuízo da segurança das pessoas, não parece disparatado apostar em tecnologias limpas e tão interessantes, como instrumentos de atracção e descoberta do Douro Património Mundial da Humanidade.

Só não percebe isto quem nunca se deixou extasiar por um passeio na mágica linha do Tua que agora, por tempo indefinido, estamos impedidos de fazer.

Enquanto isso o País discute, com parolo deslumbramento, o mega investimento do TGV.

Talvez porque liga Lisboa a Madrid e não o Douro ao resto do Mundo.

Talvez pela (falta de) importância de o local do acidente se chamar Brunheda...

 

António de Souza-Cardoso

  

A Linha Verde foi tomada de ponta

 

O Metro de Lisboa está a investir 518 milhões de euros, até 2011, no alargamento da sua rede. Trata-se de um investimento arco-iris. O nosso novo Mapa Cor de Rosa

A Linha Vermelha vai ligar a Gare do Oriente ao aeroporto da Portela, sendo que na outra ponta chegará a S.Sebastião (El Corte Ingles, Zara, enfim, esta estação, anterior à da Praça de Espanha, deveria chamar-se  San Sebastian, ao fim e ao cabo é o mesmo santo de sexualidade duvidosa) onde amarrará à Linha Azul.

A Linha Azul continua a entrar pela antiga Porcalhota adentro, atingindo a Reboleira.

A Linha Amarela subirá do Rato até à Estrela, facilitando o acesso pró metro a todos os funerais com honras de Estado.

Só a Linha Verde se vai manter como está. Com a sua expansão congelada. Foi tomada de ponta (será por passar no Intendente?). Tal como o Metro do Porto (será por passar no Dragão?).

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

 

"Limita-te a Sorrir e a Acenar"!

O Agosto abriu com a estonteante apresentação dos Jogos Olímpicos em Pequim.

A magnífica “obra de arte” montada pelos Chineses para um deslumbrante espectáculo televisivo emitido à escala planetária, foi uma aposta da poderosa China para mostrar ao Mundo aquilo de que (já) é capaz.

O espectáculo mostrou ainda o potencial deste povo. O porquê da tão rápida afirmação da China nos mercados mundiais.

 Com uma organização social e política autoritária, quase marcial, e um sistema educativo avançado com extensões especializadas nas melhores escolas de todo o mundo, os chineses aproveitam a docilidade e subserviência do seu carácter, o espírito de sacrifico e de trabalho que lhe é transmitido pela Família e pela religião, para constituírem hoje um “exército” disciplinado e de grande competência técnica e tecnológica capaz de vencer a última Grande Guerra Mundial da contemporaneidade – aquela em que o domínio dos povos se não fará pela força das armas.

Com uma internacionalização de pessoas, inicialmente assente na rede de lavandarias e restauração e, mais tarde, alargada a todas as áreas do comércio de baixo preço, os chineses estão agora na linha da frente da sofisticação tecnologia – desde o automóvel às telecomunicações, desde a energia à aeronáutica. E instalam-se com a rapidez de um formigueiro e a força de uma tenaz nos novos Países em expansão como é, por exemplo, o caso de Angola.

Para além de ainda estarem, julgo que premeditadamente, atrasados nos chamados factores dinâmicos de competitividade, como o design, o marketing avançado ou o domínio de redes sofisticadas de distribuição, os chineses têm mesmo como único “handicap” a falta de vocação para o domínio da língua e a consequente aculturação ou miscenização com outros povos. No fundo, o muito pouco que falta aos chineses, é aquilo que em Portugal existe com generosa abundância. Talvez esteja aí o segredo do recente e estrondoso sucesso de Macau, mas isso são outras núpcias.

Foi por causa deste “handicap” que nestes jogos olímpicos, foram investidos milhões para os chineses aprenderem inglês. Não que não o tenham na escola, desde muito cedo. Mas apesar de disciplinadamente conhecerem as regras gramaticais, a sua aversão a exporem-se ao ridículo (perder a face), e a diferença dos chamados músculos orais do mandarim para o inglês, fazem com que o domínio das língua para os Chineses seja mais difícil de construir que a Muralha da China.

O método adoptado para o ensino de Inglês nos Jogos Olímpicos foi o chamado “crazy english”, onde para vencerem a timidez os chineses são estimulados a falar inglês …. aos berros!

Mesmo assim o método só resultou para uma pequena parte dos milhares de voluntários dedicados ao “wellcome” dos participantes nestes Jogos Olímpicos.

 

Por isso não admira que, à última hora, o investimento tenha passado do ensino da língua, para a recomendação da mais extrema e delicada simpatia.

Tal como no Filme “Madagascar”, a palavra-chave, dada pelo disciplinado Chefe dos Pinguins foi também adoptada pelos chineses: Limita-te a Sorrir e a Acenar!

A ver vamos se daqui a 20 anos os cerca de 5.000 chineses baptizados com o nome “Olimpíadas” não terão encontrado forma de vencer a língua e ganhar o mundo.

 

António de Souza-Cardoso

 

PS: Desde Outubro do ano passado, disciplinarmente (como os Chineses), escrevi um post no Bússola todos os domingos. Só porque foi esse o meu compromisso e eu gosto de os cumprir. A semana passada não consegui, pela primeira vez, editar o post que tinha preparado. Porque estava em Venade, uma aldeia bonita do Alto Minho, a 90 Km do Porto, onde vejam só, não chega a Internett. Não há “Magalhães” que nos valha…

 

 

Não podemos voltar aos maus hábitos

Toda a gente que já fez uma dieta sabe que o difícil não é emagrecer, mas sim manter o peso no final do regime. Para o conseguir, só há uma solução:  mudar os hábitos alimentares e o estilo de vida.

 

As dietas, muitas das vezes exigidas por razões de saúde, são uma óptima oportunidade para passarmos a levar uma vida saudável, aprendendo a valorizar sabores e sensações  no entretanto descobertos.

 

Um iogurte magro com pedaços de limão pode saber muito melhor do que uma bola de Berlim. Nestes dias quentes, um gaspacho é mil vezes preferível a uma fatia de pizza.  E aquela sensação feliz de cansaço, no final do jogging, devida à libertação das endorfinas, é o melhor remédio para exterminar aquele cansaço moído que toma conta de nós no final de um dia de trabalho stressante.

 

O louco disparar do preço do petróleo forçou-nos a mudar alguns hábitos.

O Governo percebeu que era obrigatório e urgente  atenuar a nossa enorme dependência do petróleo  e, por isso, apoiou e favoreceu investimentos em energias alternativas, renováveis e limpas.

 

Os construtores de  automóveis perceberam que não podiam continuar a hipotecar as suas vendas futuras e, por isso, descontinuaram o fabrico de modelos bêbados de gasolina (como Hummer e os grandes SUV) ,  aceleraram a investigação de combustiveis alternativos e apostam na produção de carros que gastam pouco.

 

Os 60 mil automóveis por dia que desde o início deste ano deixaram de entrar em Lisboa estão aí a provar que os brutais e sucessivos aumentos do preço da gasolina, obrigaram muitos de nós a fazer as contas, encostar o carro  e passar a usar os transportes públicos.  Os preços exorbitantes atingidos pelo barril de brent forçaram-nos a uma dieta pobre em derivados do petróleo.

 

Agora que o preço do barril recuou 27 dólares , em apenas duas semanas,  seria uma pena se não aproveitassemos esta crise para continuarmos a lutar por um estilo de vida mais saudável para o planeta Terra.

 

Temos de continuar a plantar por esse país fora as pás mágicas que transformam o vento em luz.

 

Temos de intensificar o investimento em redes de transportes públicos eficaz e menos poluentes, suando e abusando de soluções, como os eléctricos e os troleis, que erradamente abandonamos,

Temos de continuar a aprender a combater o desperdício de energia.

 

Não podemos continuar reféns de uma matéria prima tão imprevisível como o petróleo (que todos sabemos que vai acabar, só não sabemos é quando), controlada por um bando de gente pouco fiável e  nada recomendável  como Chakib Kehlil, o presidente da Opep, que há um mês profetizou que o barril ia ser negociado a 170 dólares ainda antes deste Verão terminar (e que atingiria os 400 dólares em caso de conflito com o Irão) e esta semana já veio dizer que o preço vai cair rapidamente até ao patamar dos 70/80 dólares.

 

Seria uma tolice se desperdiçássemos os efeitos benéficos da alta do preço do petróleo e voltassemos aos maus hábitos.

 

Jorge Fiel|

 

Esta crónica foi publicada no Diário de Notícias

 

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

 

 

Esquadras do Porto em Ruínas.......senhor Poder Central!

 

Casa em Ruínas

 

Foram já algumas vezes que me desloquei a esquadras da cidade do Porto para apresentação de queixas de assaltos em que fui a vítima, principalmente roubos dentro da viatura .

 

Desde as Antas até à Foz do Douro a fotografia é a mesma, agentes da autoridade muito profissionais e prestáveis, metidos em  instalações horríveis sem o mínimo de dignidade e condições de trabalho.

 

Grande maioria dos profissionais da autoridade se têm computador somente a eles o devem, são comprados por eles próprios.

 

Já não falo da farda e de outros apetrechos, que na sua maioria são suportados pelos próprios agentes da autoridade. 

 

O comandante metropolitano da PSP do Porto queixou-se, esta quarta-feira, perante o ministro da Administração Interna, da degradação das esquadras do Grande Porto.

 

 

Quero saudar a coragem que o intendente Abílio Pinto Vieira manifestou em lançar, em público, o apelo ao ministro da Administração Interna,Rui Pereira durante o aniversário Do Comando metropolitano da PSP do Porto.

 

O comandante explicou, perante os jornalistas, que as condições em que os profissionais da Polícia trabalham "não estão, de forma alguma, em consonância com as exigências policiais que são feitas, nem com a qualidade e dignidade de que se deve revestir um serviço público desta natureza".

 

"É muito difícil corresponder bem nestas condições de trabalho", reforçou, ainda, aquele comandante metropolitano da PSP/Porto, em jeito de alerta ao Executivo central.

 

"São instalações sem os espaços adequados, sem a necessária funcionalidade, antigas e bastante degradadas, que não reúnem condições de trabalho", sustentou, também, o intendente Abílio Pinto Vieira, numa alusão ao que disse ser um problema "crónico" da Polícia de Segurança Pública no Porto.

 

 

Perante as críticas lançadas pelo comandante, o ministro da Administração Interna destacou o investimento governamental previsto de 400 milhões de euros. Montante a ser gasto "num prazo de cinco anos em novas instalações, 900 viaturas para as duas forças de segurança, 42 mil armas, redes de comunicação e meios informáticos". E num prazo que vai até o ano de 2012.

 

Uma parte daquele investimento previsto pelo Governo socialista, em quantitativo que o ministro da Administração Interna não adiantou aos jornalistas, será realizada na melhoria das esquadras do Porto.

 

A Polícia tem que ter condições de trabalho, tem que ser motivada, para podermos viver  e sair calmamente, o que não acontece hoje e m dia.

 

Mário Rui Cruz

 

 

 

 

 

 

 

A culpa é toda do Paulo Macedo

Nunca fui muito de doces. A minha perdição são os queijos e os presuntos, mas tenho-me forçado a disciplinar o seu consumo.

 

Um S. Jorge picante, um Manchego  muito curado e um Parmesão apimentado constituem a base da minha tábua de queijos. Guardo o Serra para o Natal. É o mais maravilhoso dos queijos, mas cada colherada equivale a um chuto de colesterol administrado directamente na veia. E só compro Roquefort quando me oferecem uam botelha de vinho que precisa dele como companhia.

 

Tenho-me inibido de levar para casa presuntos e salpicões, mas, caramba, um homem não é de ferro,  e por isso não resisto a tentaçôes como a que me foi feita, esta semana, pelo Pedro do Solar dos Presuntos que me pôs à frente um prato de pata negra verdadeiramente extra-terrestre.

 

É por estas e por outras que compreendo perfeitamente o alcance da decisão de Ulisses em se amarrar ao mastro para evitar ser vítima do sedutor canto das sereias. Só mesmo com as mãos amarradas eu resitiria à sedução das finas fatias de presunto.

 

Os pecados do queijo e do presunto já teriam atirado  para patamares preocupantes  os meus niveis de colesterol, se não se desse o caso de eu tomar diariamente um comprimido de pravastatina. 

 

Reconheço que este regime de tomar o antidoto a seguir a ingerir o veneno  não é o mais recomendável.

 

Seria muito mais saudável reduzir à mozarela fresca com azeite, rodelas de tomate e oregãos o meu apetite por queijo. E ignorar olimpicamente o pata negra, preferindo concentrar as atenções no polvo à galega - ou nos pimentos em azeite recheados com barriga de atum, produzidos pelo Rui_Madeira .  Mas eu não sou o único a optar pela solução fácil e preguiçosa para atacar os problemas.

 

Quando tomou posse, este Governo  tinha em cima da mesa  o problema sério do défice excessivo. O_Estado gastava mais dinheiro do que o que recebia - para além dos 3% da tolerãncia máxima que Bruxelas fixou para quem quer fazer parte do clube euro.

 

Sob a batuta de Ferreira Leite, a gerência anterior foi contornando ardilosamente a questão.  Compunha as contas vendendo activos. Bruxelas fechava os olhos, mas era batota e não se tratava de uma solução de futuro porque, mais tarde ou mais cedo, a  familia deixaria de ter jóias para vender.

 

A solução de Sócrates é mais engenhosa. Tinha duas alternativas:  cortar na despesa ou aumentar  as receitas. Apostou nesta última e ganhou. A máquina  de cobrança fiscal, dirigida por Paulo Macedo, extorquiu aos contribuintes o dinheiro necessário para trazer o défice abaixo dos 3% e assim o Estado pôde continuara gastar como dantes.

 

O aumento extraordinário da receitas dos impostos foi a pravastatina de um Estado gordo que se mantém anafado,  a comer queijo,  presunto e salpicão.

 

O problema é que não se pode tirar sangue das pedras e os contribuintes estão exangues. O regime de terror fiscal já rapou o fundo do tacho. Agora o Estado tem de começar a fazer dieta - a gastar menos. Já o devia ter começado a fazer há muitos anos . E se não o fez a culpa foi da eficácia do Paulo Macedo.|

 

Jorge Fiel

 

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

 

Esta crónica foi publicada no DN

 

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