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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Tal como Colombo descobriu a América

Tropecei na Collectus por acaso, tal como o Colombo descobriu a América.

Seguia por Cedofeita, em direcção à Boavista (apreciando, entre outras coisas, como ficaria a rua coberta e se a percentagem de sapatarias se mantém elevada) quando decidi internar-me pela Travessa de Cedofeita.

Tinha lido no JN que a Margaridense reabrira e achei por bem confirmar a notícia in loco  (sim, é verdade, reabriu, mas com novas valências, que exigem uma inspecção mais demorada que a rápida vista de olhos que lhe dei).

A Collectus fica um pouco antes, no número de polícia 8ª/8D, e é um paraíso para coleccionadores. Com ando numa de postais ilustrados, pedi para ver o que tinham sobre o Porto.

Passaram-me para a mão postais antigos - recordações a preto e branco da cidade nos tempos da Outra Senhora (com preços a oscilar entre os três e os 50 euros cada)  - e velhos, dos anos 70 e 80, com o colorido típico dessas décadas, com preços entre os 30 e 50 cêntimos.

Comprei oito postais, desta última série, por 3,60 euros, que até ao fim do ano voarão por cima do Atlântico Norte e de todos os Estados Unidos até à caixa do correio da minha filha Mariana, em Los Angeles.

Deixo-vos ficar com a reprodução de um dos postais e a recomendação de uma visita à Collectus.

Jorge Fiel

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Barraqueiro faz a prova dos nove

O grupo Barraqueiro, dono da Fertagus (a empresa que explora o comboio na ponte 25 de Abril em Lisboa), anunciou que está a trabalhar há mais de um ano numa proposta para o concurso da segunda concessão do metro do Porto – que é a principal aposta da empresa para 2009.

A Barraqueiro acrescentou que vai analisar uma candidatura à operação de TGV entre Lisboa e o Porto, que, de acordo com o calendário do Governo, deve estar no terreno em 2015.

Perguntado pelo Jornal de Negócios sobre se estava também interessado no TGV Lisboa-Madrid, José Luís Catarino, administrador da Barraqueiro, respondeu singelamente: “Achamos que a ligação Lisboa-Madrid em Alta Velocidade vai ser difícil de rentabilizar”.

Estas declarações -  feitas por quem aposta dinheiro no negócio e não deixa a política entrar  na equação - são a prova dos nove da rentabilidade do Metro do Porto e da linha de TGV Porto-Lisboa. E uma bofetada na cara dos tolos centralistas que dizem, histericamente,  que “TGV para Madrid sim senhor, mas para o Porto, não, que horror, nem pensar, porque vai dar imenso prejuízo…”.

Jorge Fiel

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A cultura, a carteira e a Casa da Música

Rui Rio gosta de gracejar, dizendo que sempre que lhe falam em cultura leva logo a mão ao bolso da carteira, para se certificar se ela ainda lá está (a carteira, já que a cultura seria impossível).

Talvez valha a pena, por isso, espreitar para os números gordos que reflectem a actividade da Fundação da Casa da Música em 2008, o terceiro ano da sua vida.  

Começamos logo por ficar satisfeitos ao constatar que o crescimento da actividade da Casa da Música foi acompanhado por um forte aumento nas receitas variáveis (bilheteira, mecenato e outras receitas próprias), virtuosamente muito superior à subida dos custos variáveis (programação, serviço educativo e outros projectos).

Os proveitos aumentaram 2,6%, fixando-se em cerca de 16,4 milhões de euros, à custa da subida das receitas próprias, já que o peso do subsídio do Estado português diminuiu em meio milhão de euros.

Os custos cresceram apenas 2%, o que permitiu apurar um resultado de aproximadamente 1,1 milhões de euros, antes de amortizações e provisões, superior ao previsto.

Esta conta de exploração equilibrada, de acordo com as orientações do Orçamento, possibilita fazer um reforço de 270 mil euros no Fundo de Sustentabilidade, que assim passa a ficar dotado de 775 mil euros.

Para esta boa performance contribuíram diversos factores, sendo justo sublinhar alguns deles, como o crescente peso da bilheteira, cujas receitas foram superiores e 820 mil euros, tendo crescido mais de 23% face a 2007.

Recomenda-se por isso, a leitura atenta do Relatório da Fundação da Casa da Música o presidente da Câmara do Porto, para se abster de persistir, no futuro, em piadas de mau gosto.

Jorge Fiel

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A contagem decrescente já começou

 

 

O discurso em que Elisa Ferreira apresentou a sua candidatura à presidência da Câmara do Porto foi longo (nove páginas A4) mas merece ser lido - mesmo pelos que o ouviram.

Gostava de chamar a atenção para dois passos desta declaração.

O primeiro é a forma elegante como a Elisa chama a atenção para a dramática hemorragia de massa cinzenta que o Porto está a sofrer:

“Decidi vir aqui pedir-vos que me deixem dedicar, de forma total e exclusiva, os próximos anos da minha vida ao Porto, à minha cidade!, à cidade em que nasci, em que estudei, em que trabalhei e em que gostava que as minhas filhas pudessem viver bem

O segundo é a maneira definitiva como arrumou num parágrafo com a falsa questão da dupla candidatura (Parlamento Europeu e Câmara do Porto), que à mingua de outros argumentos tem sido brandida pelos indefectíveis de Rio:

“Nada, senão o Porto me faria desistir deste combate essencial para o nosso futuro: o combate por uma União Europeia mais competitiva e mais coesa, por uma Europa em que todos possam ter voz. Daí o meu compromisso de hoje, perante vós: se me derem a vossa confiança, deixarei Bruxelas e consagrarei ao Porto a totalidade das minhas forças nos próximos anos. Serei, a tempo inteiro, a presidente da Câmara Municipal do Porto! A primeira mulher presidente da Câmara do Porto!”.

Ainda bem que a contagem decrescente para a mudança já começou!

Jorge Fiel

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O caso do banco bom e do leão que era surdo

O velho caçador profissional andava preocupado. Começavam a faltar-lhe a mão firme, o olhar certeiro e o nervo de aço que o tinham feito famoso de costa a costa,  com centenas de peças de caça grossa – hipopótamos, leões, elefantes, etc – abatidas.

Eram muitas mais as vezes que falhava do que as que acertava no alvo. Atrapalhava-se no momento de suspender a respiração e premir o gatilho - essa é que era essa!

O caçador sentia que perdera o dom da caça e preparava-se para acabar com a carreira, quando partilhou o seu drama com um amigo, que o aconselhou a consultar um feiticeiro, que ouvira dizer ser capaz de milagres.

O feiticeiro deu ao caçador uma flauta. Quando estivesse na presença de uma peça que quisesse abater, o que tinha a fazer era tocar a flauta mágica que encantaria e paralisaria o animal. Com a presa imobilizada, seria fácil acertar-lhe.

Foi a medo que o caçador experimentou a flauta do feiticeiro. Mas logo constatou que o remédio tinha tanto de simples como de eficaz.

Prosseguiu a sua auspiciosa carreira, até que um trágico dia avistou um leão, trocaram um olhar e, debalde, começou a tocar na flauta. O leão não parou. Tocou com mais energia - mas nada. O caçador morreu estraçalhado pelo rei da selva.

O triste fim do velho caçador foi presenciado em silêncio por um bando de macacos, prudentemente resguardados nos galhos de uma alta árvore. O silêncio foi quebrado pelo sábio comentário do macaco velho: “Eu não vos disse que ele se ia ver aflito quando encontrasse um leão surdo?”.

Desde que a 15 de Setembro de 2008, as autoridades americanas deixaram cair o Lehman Brothers (permitindo assim que evoluísse para um enfarte no sistema financeiro a crise da hipertensão provocada pelo subprime), que vivemos um ponto de viragem no processo de expansão do crédito iniciado após a II Guerra Mundial, que se tornou explosivo a partir dos anos 80.

A economia mundial vive, em pânico, uma situação nova e perigosa, marcada pela contracção do crédito, liquidação de activos e destruição de riqueza, em dimensões nunca enfrentados por qualquer governante, político, banqueiro ou empresário em funções. 

As velhas receitas, que tão bom resultado deram em crises passadas, não servem para atacar esta crise nova. Não vale a pena tocar a flauta, porque a economia ensurdeceu.

O doente (a economia) está nos Cuidados Intensivos. Não é preciso ser um dr. House para perceber que é urgente que o sangue (dinheiro) chegue ao coração (as empresas) do moribundo.

O problema é que as veias (bancos) estão entupidas e o sangue que injectamos perde-se pelo caminho -  não chega às empresas.

O melhor é fazer um bypass. Parar a aposta na banca velha – não vale a pena tentar aliviá-la arrumando num banco mau as toneladas de lixo que ela acumulou.

O que há a fazer é canalizar todos os recursos disponíveis para uma injecção de sangue no coração, administrada através de um banco novo – e bom!

PS. Agradeço ao meu amigo Antas Teles ter-me contado esta magnífica história do leão surdo

 

Jorge Fiel

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Esta crónica foi publicada hoje no Diário de Notícias

 

Números que são música para os ouvidos

Na esmagadora maioria das vezes em que a Casa da Música aparece nos títulos dos jornais o sujeito da frase é custos e o verbo é derrapar.

Apesar desenvolver há três anos, e de forma intensa, a sua actividade, e de ser ter transformado num farol na produção e divulgação musical, os resultados da sua aposta de formação e fidelização de novos públicos são ignorados pelos Media lisboetas – ou quando muito guetizados em curtas notícias atiradas para o fundo de páginas pares.

Como portuense, não posso deixar de sentir orgulho quando olho para os números que constituem a face visível da actividade da Casa da Música em 2008: recebeu 267 concertos e realizou 1158 actividades educativas, presenciados por mais de 200 mil pessoas.

Fico muito satisfeito em saber que promoveu, em média, mais de três eventos por dia e que eram portugueses mais de metade dos 1800 músicos que estiveram em palco na Casa da Música.

Números como estes são música para os nossos ouvidos.

Jorge Fiel

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O elogio da lucidez de Gomes de Pinho

António Gomes de Pinho propôs ao Governo um urgente plano anti-crise, baseado nas potencialidades do sector cultural e das indústrias criativas, que apesar da sua importância passou algo despercebido.

O presidente da Fundação de Serralves apresentou uma série de medidas concretas que está convencido terão, no curto prazo, um forte impacto na criação de emprego qualificado para as camadas mais jovens e contribuirão, a médio prazo, para a reconversão do tecido empresarial português, conferindo-lhe maior competitividade e inovação.

Gomes de Pinho estima em 50 milhões de euros (uma bagatela para quem meteu 1 800 milhões a tentar tapar o buraco BPN) os custos do seguinte pacote de medidas:

1.     Isenção de taxação de direitos de autor por um prazo de três anos;

 

2.     Apoio à reconversão de espaços fabris encerrados, para instalação de núcleos de empresas criativas, em colaboração com as autarquias;

 

3.     Criação de um passe cultural nacional, para facilitar o acesso da população às manifestações culturais, apoiando deste modo as instituições culturais;

4.     Criação de um programa de inventário e restauro de bens culturais móveis e imóveis, em colaboração com os museus, a igreja e as autarquias;

 

5.     Facilitação do acesso ao capital de risco e ao crédito dentro de determinados valores;

 

6.     Criação de um programa intensivo de formação em gestão empresarial para jovens candidatos à criação de empresas culturais, em colaboração com as escolas de gestão e as instituições culturais mais relevantes do país.

 

Em face da clarividência destas medidas, só me resta assinar por baixo.

Jorge Fiel

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Reinventar a nossa base competitiva

 

Com os seus 412.500 visitantes em 2008, Serralves é não só museu mais visitado do país, mas também uma alavanca essencial para o renascimento do Porto.

A Fundação comemora o seu 20º aniversário e o Museu o 10º neste turbulento ano de 2009 que a União Europeia proclamou como sendo dedicado à Criatividade e Inovação.

Serralves está completamente sintonizada com este esforço da Europa em reinventar a sua base competitiva e assumiu-se também como uma incubadora de indústrias criativas.

Transformar a criatividade em negócio é o principal objectivo por Serralves ao criar esta incubadora que alberga projectos tão desafiantes com a empresa que aposta na roupa didáctica e aquela outra especializada no restauro de obras de arte contemporânea - passando pela do Alexandre que produz jingles e toques de telemóvel.

Olhando com olhos de ver para o que Serralves está a fazer, ficamos logo com a certeza que o futuro vai ser melhor que o presente.

Jorge Fiel

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Muito pouco dinheiro para tanta beleza

 

Como a mensagem é o meio, mando mais postais ilustrados do que SMS ou mails à minha filha Mariana, que está a viver em Los Angeles.

O computador e o telemóvel são excelentes meios para trocar informações úteis, dar recados e transmitir estados de alma instantâneos.

O postal ilustrado tem sobre todos os tipos de teclados a enorme vantagem de ser manuscrito.

A caligrafia, que na sua imensa sabedoria os orientais elevaram à categoria de arte, e os selos (que faço questão de escolher) dão um toque pessoal insubstituível à comunicação.

Depois, claro, há o conteúdo. Quando se escreve um postal tem de se pôr muito mais do que numa conversa no Messenger, numa SMS ou no mail. Como o conteúdo tem de ser duradouro, exige mais reflexão.

A este propósito recomendo vivamente a compra da magnífica colecção de postais ilustrados com dez olhares de Luís Ferreira Alves (dos quais reproduzo dois) sobre o Porto, que nos recorda uma vez mais como a nossa cidade é bonita.

A minha colecção comprei-a na loja de Serralves e custou-me dez euros e pareceu-me muito pouco dinheiro para tanta beleza, metade da qual já exportei para uma casa em Silverlake, a pouco quilómetros do Oceano Pacífico.

Jorge Fiel

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Entrar de fim-de-semana às 17 horas de 3ª feira

A velhinha chega à peixaria e pergunta: “Tem jaquinzinhos?”. Mal a peixeira disse “Temos sim, minha senhora”, ela fez o pedido: “Então corte-me aí duas postinhas do meio!”.

Pelo conteúdo genuinamente português, esta é minha história preferida do vasto anedotário produzido no nosso país a propósito da crise.

As anedotas que nos desaconselham de tomar café (esse dinheiro dá para comprar uma acção do BCP) ou a dar os 50 cêntimos ao arrumador (com essa moedinha compra uma acção da Sonae SGPS e ainda recebe troco) também têm graça. Mas, para mim, a melhor é mesmo a dos jaquinzinhos.

No dia a dia, somos macambúzios. Quando um espanhol encontra outro na rua e lhe pergunta “como estás?”, recebe como de volta um “de puta madre!”, ou “fenomenal”.

Quando fazemos essa pergunta a um português, arriscámo-nos a que ele nos responde que o colesterol já está controlado, mas as tensões nem por isso e o açúcar não pára de subir.

Somos uns tristes, mas a quantidade e qualidade das graçolas sobre a crise revelam que somos criativos (e a criatividade é uma competência apreciada) e dotados de uma estranha capacidade masoquista para fazer graça com a nossa desgraça.

A nossa criatividade exprime-se ainda através do desenrascanço, a enorme capacidade de improvisar, que é outra competência.

O problema é que, apesar de termos competências invejadas,  a riqueza criado por hora trabalhada em Portugal é das mais baixas de toda a UE. E a tendência não é para melhorar.  Entre 2001 e 2006, a nossa produtividade cresceu 0,7%, bem abaixo dos 1,3% da média europeia.

Em conversa com a directora de Recursos Humanos da Microsoft Portugal, eleita pelo quarto ano consecutivo a melhor empresa para trabalhar, Teresa Nascimento surpreendeu-me com uma frase arrebatadora:

“Temos vergonha de sermos portugueses. Isso de trabalharmos pior que os outros é tudo uma mentira e uma palermice. Não passa de lixo que nos põe na cabeça quando somos pequenos”.

Teresa documentou esta afirmação com a performance, claramente superior à média das multinacionais em que estão inseridas, de empresas como a sua e a Auto-Europa.

A produtividade dos nossos emigrantes dá-lhe razão. O Luxemburgo, onde 20% da população activa é portuguesa, é o 4º país mais produtivo do Mundo, o que levou Jorge Vasconcelos Sá a fazer umas contas curiosas.

Se os portugueses emigrados no Luxemburgo viessem cá fazer o nosso trabalho, podiam entrar de fim-de-semana às 17 horas de 3ª feira – pois já tinham produzido tanto como nós numa semana de cinco dias. Em alternativa, podiam parar de trabalhar a 15 de Maio.

Se temos competências elogiadas e somos capazes de altos níveis de produtividade, sou forçado a concluir que o defeito está nos chefes, não nos índios. Se calhar, os dinheiros da formação deveriam ser aplicados a ensinar os empresários a liderar.

E se contratamos treinadores de futebol e maestros estrangeiros, por que não importamos políticos e empresários que saibam tirar partido das nossas capacidades para fazer o país andar para a frente?

Jorge Fiel

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Esta crónica foi hoje publicada no Diário de Notícias

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