Sexta-feira, 27 de Abril de 2012

Destralhar o edifício legislativo

Ainda sou do tempo dos sinaleiros, normalmente gordos, instalados em cima de um palanque, no meio do cruzamento, a esbracejarem mandando vir ou parar o trânsito, com a cabeça enfiada dentro daquele imponente capacete branco que lhes fez ganhar a alcunha de cabeças de giz. Mas, devo confessar, sou um fã dos semáforos.

O que me atrai nos semáforos é a simplicidade e universalidade do sistema. Não importa se estamos de carro ou a pé, em Nova Iorque, Cabul, Paris, Cartum ou Bogotá. O verde manda-nos seguir em frente e o amarelo avisa-nos de que o sinal vai passar ao vermelho que nos obriga a parar. Tão simples que até um analfabeto percebe. Claro que depois há variantes. Em Berlim, as luzes estão decoradas com uns bonecos patuscos. Em algumas cidades espanholas e em Lisboa, na zona da Expo, há semáforos que nos avisam quantos segundos faltam para mudar de cor. Em Los Angeles, se a manobra for feita com cuidado, é permitido virarmos à direita mesmo quando está vermelho. E há sinaléticas complementares inventadas em benefício de cegos ou daltónicos.

Nas coisas essenciais da nossa vida a simplicidade e fiabilidade são valores inestimáveis, mas lamentavelmente a esmagadora maioria dos políticos ou desconhece este princípio sábio ou não tem o bom senso de o observar quando, para mal dos nossos pecados, chegam a lugares de Governo com o peito cheio de ar e convencidos de que tudo quanto foi feito pelos seus antecessores está errado e tem de ser mudado.

Estou a falar de gente que até pode estar bem preparada e ser bem-intencionada (à partida temos de admitir tudo), mas que, se pudesse, na impossibilidade de fazer o negócio por ajuste direto, abria logo um concurso público para o fornecimento, chave na mão, de um novo sistema de semáforos, em o que o azul seria o novo sinónimo de proibição, o laranja substituiria o verde, enquanto que o amarelo passaria a cor-de-rosa.

Num país como o nosso em que ninguém sabe ao certo quantas leis existem e estão em vigor diplomas que se contradizem uns aos outros, manda a prudência que, em vez de produzir mais legislação, os deputados e ministros concentrem os seus esforços em desbastar a selva legislativa, mãe de um
emaranhado de burocracia que nos prende os movimentos, entope os tribunais - e nem sequer aproveita aos advogados.

Destralhar o asfixiante e labiríntico edifício legislativo que habitamos é prioritário se queremos mesmo atacar um sistema de Justiça, com anedóticos indicadores de produtividade e em que ninguém confia. Como se consegue isso? Deixo ficar uma sugestão. No primeiro ano, os ministros deviam estar proibidos de legislar. E partir do segundo ano, só podiam fazer uma lei nova por cada duas velhas que eliminassem.

Jorge Fiel

Esta crónica foi hoje publicada no Jornal de Notícias

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Publicado por Jorge Fiel às 08:26
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21 comentários:
De Ultima hora a 29 de Abril de 2012 às 09:44
Em lismerda as vendas de rennie e kompensam aumentaram muito nas últimas horas, porque será?


De A VERDADE a 29 de Abril de 2012 às 09:55
Para todos os benfas que imaginam apenas o que foi o Benfica dos anos 60, aqui fica o desenrolar da primeira final da taça dos campeões ganha contra o Barça. Fica o feito, mas ao que parece aquilo foi um massacre : 4 bolas na trave enviadas por o Barça e um golo marcado por o Benfica sem que a bola tivesse entrado ( afinal já vem de longe a batota ). No artigo também podem ler o que eu já aqui escrevi quando se falava do eusébio : Coluna esse monstro.....sim, para mim, o melhor jogador do Benfica de todos os tempos....e eu ao contrário de outros, vi o artista jogar diversas vêzes ....com os meus próprios olhos.


De DOZEAZERO a 29 de Abril de 2012 às 21:14
Com os teus próprios olhos!? Tu não enxergas a cordilheira dos Andes à frente do nariz!!!


De galinhoides em festa a 29 de Abril de 2012 às 13:34
A noite de sábado para domingo, em Vila do Conde, promete fazer correr muita tinta.

A cidade que esta noite recebe o Rio Ave-Benfica acordou cinzenta e com mensagens contra o presidente dos encarnados, Luís Filipe Vieira, escritas nas paredes do Estádio dos Arcos.

Além desse incidente, os equipamentos de jogo do Rio Ave foram roubados da lavandaria.


De cincazero a 29 de Abril de 2012 às 21:29
Então lampiões la foram com a cona da mãe ás costas? Ah ah ah ah!!!!


De DOZEAZERO a 1 de Maio de 2012 às 21:16
Lá fomos com a c... da tua mãe enfiada no pau.


De DOZEADOIS a 1 de Maio de 2012 às 21:17
Correção: DOZEADOIS


De DOZEADOIS a 2 de Maio de 2012 às 10:03
Correção: Com a cona da minha mãe entalada pelos paus dos Portistas


De DOZEADOIS a 2 de Maio de 2012 às 18:02
Fraudulentos em tudo: este que assina DOZEADOIS de 2 de Maio de 2012 às 10:03; é falso como todos os rastejantes broncos azulados e ajoijados.


De NAOSOUDECA a 29 de Abril de 2012 às 23:48
O jasus é que ficou com um capacete que mais parecia um sinaleiro!
Cá pra mim um sinaleiro é melhor que um semáforo!
Detesto semaforos vermelhos ainda por cima os semaforos não podem mascar chiclas e os gajos com um melão que parece um capacete podem!
Vá lá porquinhos vermelhoides cantem comigo...um...dois...tres!Atirei o pau ao gato mas o gato não morreu papa chiclas afogou-se no caudal do rio ave batata frita e viva o Porto!
Prontos agora o ministério da inducação pode arquivar esta cantilena também!
Vá ide prá caminha agora que o papá já lá vai passar hirudoid!


De De APAV a 30 de Abril de 2012 às 10:37
A APAV (Apoio á vitima) avisa que os familiares dos boifiquistas não obrigados a suportar a violência familiar que ocorre com as derrotas frequentes do glorigozo.
Para issso têm 2 soluções:

1) Mostrar a foto do PINTO DA COSTA que provoca medo e suores frios nos boificas e estes fogem rapidamente.

2) Mostrar o video dos 5-0 do PORTO sobre o slbosta.

Em caso de dúvida liguem 707200077


De GALINHOIDES a 30 de Abril de 2012 às 15:03
Onde andam? Apareçam que quero rir-me um bocado.


De Trolho a 30 de Abril de 2012 às 21:33
Mas alguém acredita que com aquela cara e comportamento apatetado o Vitor Pereira alguma vez era capaz de ganhar o campeonato nacional?

O Padrinho de Cedofeita comprou-lho ao Pedro Proença para ele se sentir alguém.


De zé da farmácia a 30 de Abril de 2012 às 22:55
galinhoides afastem-se não há halibut e irudoid pra ninguem. Doi a rabadilha? Não andasses sempre com ela levantada pra apanha-cavaco agora aguenta lampião.


De Viva O GloriosoMete a 1 de Maio de 2012 às 14:32


Mete a faixa de campiãoii
No bujãoiii!!!!


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