Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Porque raio é que isto não pára de descarrilar?

 

Muito provavelmente falta-me informação – técnica e preciosa. Não arranjo outra explicação para o disparate tremendo que me parecem ser a obras de remoção dos carris do eléctrico das avenidas Brasil e Montevideu.

 

Os carris estavam lá desde tempos imemoriais. Quando eu era miúdo (o que já foi há um data de tempo) passava Agosto na praia do Molhe onde a minha família alugava uma barraca ao mês. Fiz sempre de eléctrico o percurso entre a minha casa, na avenida Rodrigues de Freitas, e a Foz.

 

Progressivamente substituído pelos autocarros, o eléctrico foi morrendo aos poucos, até que lhe passaram a certidão de óbito. A título de prolongamento do Museu do Carro Eléctrico e evocação do passado, foi deixada em actividade parte da actividade da antiga linha 1, na marginal fluvial.

 

O eléctrico arrastava-se moribundo, mas os carris em que outrora se deslocavam mantinham-se orgulhosamente vivos durante décadas a fio ao longo dos cerca de dois quilómetros da marginal marítima do Porto.

 

Agora que a crise do petróleo devolveu o eléctrico à lista das boas soluções a considerar no que concerne aos transportes públicos urbanos, e que Rui Rio investiu, com pompa e circunstância, no regresso do eléctrico à Baixa, alguém (jurem-me, pf, que não foi o presidente da Câmara!) decidiu gastar uma pipa de massa a levantar os carris na Foz.

 

Não me parece ser necessário ter um pós doc. em transportes públicos urbanos para perceber que faz todo o sentido dilatar até ao Castelo do Queijo/Avenida da Boavista (ou até mesmo a Matosinhos, onde poderia amarrar na linha do Metro) o percurso da linha 1, que nasce no Infante (mesmo ali ao pé da fantástica Igreja de S. Francisco) e agora se interrompe na Cantareira.

 

Arrancar os carris do eléctrico nesta altura do campeonato, soa-me a um imenso e dispendioso disparate.

 

Será que há por aí alguém que saiba coisas que eu não sei e me consiga explicar o sentido daquela obra na Foz?

 

Jorge Fiel

 

PS. Estão todos convidados para a grande reinauguração da Lavandaria, que terá lugar amanhã, 2ª feira, véspera de Natal, aqui no Sapo (lavandaria.blogs.sapo.pt).

 

Para sublinhar a ocorrência, trago à luz do dia um «post» mártir dos heróicos tempos da Roupa para Lavar, que apesar de ser copiado dos melhores dicionários da língua portuguesa (Houaiss, Porto Editora e Academia) deparou com um gélido acolhimento por parte das autoridades do Expresso.

 

Espero que todas as preclaras e preclaros me façam o subido favor de me distinguirem com a vossa visita. Obrigado!

 

 

50 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2008
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2007
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D