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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

MAR PORTUGUÊS

 

Tive o privilégio raro de viver sempre junto ao Mar e sou um confesso apaixonado daquele “sabor a sal” de que fala António Gedeão.

Julgo que o Mar tem uma enorme representação para Portugal. Seja pela forma como está associado à nossa grandeza histórica e ao sentido da diáspora que ainda hoje nos caracteriza, seja porque a sua presença e o seu imaginário contaminaram a cultura, a artes e outro valores e dimensões sócio-culturais da nação e da alma lusitanas.

Mas mais do que tudo julgo que no Mar, em tempo de globalização, pode voltar a estar o nosso grande desígnio futuro.

 

Ouvi recentemente duas coisas que me impressionaram:

Primeira, Portugal é o primeiro ou segundo maior País europeu se no conceito de território for considerado (como não deixa de ser adequado) a extensão da sua zona económica exclusiva – o Mar, portanto:

Segunda, a superfície marinha (suas riquezas e oportunidades) está menos explorada que a superfície lunar …!!

 

Junto a esta ideia uma explicação recente do Presidente da Galp a propósito da significância do aumento do petróleo para uma economia pequena e vulnerável como a nossa.

Com o seu pragmático bom senso Ferreira de Oliveira simplificava o problema. Portugal não tem petróleo (?). E esse bem de “primeira necessidade”, é por nós importado à razão de muitos milhões de barris por ano. Se no mercado internacional o barril subir, como nos últimos anos, algumas dezenas de dólares, os portugueses terão que pagar do próprio bolso, o resultado do produto destas dezenas de dólares por esses milhões de barris. Simples, apesar de arrepiante.

 

Temos, por isso que nos saber voltar para coisas novas, para coisas nossas que verdadeiramente no caracterizem e qualifiquem.

 

Onde estarão os nossos relógios suíço, as nossas tulipas holandesas…?

 

A Comissão de Coordenação da Região Norte acabou de definir como um dos 4 clusters principais para a região a indústria do Mar.

 

Se pensarmos na economia do Mar e no que ela pode representar de positivo e impulsionador para a indústria do Turismo, da Saúde, do Agro-alimentar….,

se percebermos que parte das energias alternativas (as que no futuro se diminuirão ao dramático produto de Ferreira de Oliveira) estão também associadas ao mar - a energia das ondas, a do bio diesel associada à exploração das algas…,

se acrescentarmos as tendências de uma vida crescentemente mais “bio” e mais conciliada com a natureza,

 

Então, poderemos voltar a olhar para o Mar com os mesmos olhos do Infante Dom Henrique – o portuense que, a partir do Mar, iniciou a única verdadeira Epopeia de Portugal e dos Portugueses.

 

António de Souza-Cardoso

 

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