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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

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Menezes e a comunicação

Confesso que tenho andado angustiado  com a situação política. Não propriamente com os balanços que se vão fazendo dos três anos de Governo - muito previsíveis consoante o analista ou a proveniência ideológica dos comentários; nem sequer com a força da manifestação dos professores, tão esperada como ineficaz face à teimosa arrogância do Governo; e muito menos com as peripécias futebolísticas das nossas principais equipas na Europa... O que me preocupa é o modo como a crise interna so PSD está a ser coberta pela comunicação social.

 

Em resumo, é assim: o dr. Menezes fala, faz uma qualquer resposta e imediatamente é "derretido"... Jornais, rádios e televisões são rápida e eficazmente invadidos de notáveis, a maior parte sociais-democratas,  que atacam, trucidam, rebatem, indignam-se com as ideias do presidente do PSD... e quando este consegue no meio da balbúrdia responder,  nova vaga de comentários submerge qualquer hipótese de êxito por parte da actual direcção social-democrata.

 

O que é estranho, depois de alguma atenção nas últimas semanas, é que os jornais, rádios e tvs ouvem ou citam sempre a mesma dezena se nomes, a saber: Pacheco Pereira, Miguel Relvas, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite, Rui Rio, Aguiar Branco, José Luís Arnaut e mais alguns que, como estes, foram e são inimigos declarados de Luís Filipe Menezes, nomeadamente na campanha interna do seu partido... Além destes, uma outra dúzia de comentadores e editorialistas que previram a impossibilidade de Luís Filipe Menezes chegar á presidência do PSD afadigam-se agora em ter razão à posteriori...

Muito bem, é a vida! - dirão alguns mais cínicos. Pois, acrescento eu, é mesmo a vida, só que é estranha...

 

O que eu estranho é a dificuldade que os órgãos de comunicação parecem ter em ouvir quem esteja de acordo com Luís Filipe Menezes, nomeadamente e pelo menos os que fazem parte da sua direcção política ou até aqueles que lhe deram uma maioria de dois-terços no último Conselho Nacional do partido... Afinal, onde estão os "notáveis" quando o partido reúne os seus órgãos estatutários? E onde estavam esses notáveis nos últimos congressos do partido? Ausentes? Pois agora que legitimidade tem para protestar tanto e de repente mostrarem tanto interesse na vida do partido? E afinal não era uma boa parte destes notáveis dirigentes do partido qundo este foi ilegalmente financiado e condenado por isso?

Não posso deixar de achar muito estranho que tudo isto não seja sequer aflorado na comunicação social hoje nas mãos de três ou quatro grupos económicos (todos em Lisboa, por acaso...).

 

Por exemplo, ainda hoje se fizeram manchetes com o comentário de Ferreira Leite atacando a direcção do PSD por este ter chamado Rui Rio ao Conselho de Jurisdição do partido... E agora compare-se com o (não) destaque ou mesmo silenciamento da posição de Mota Amaral em defesa de Menezes...

 

Há explicação para esta diferença de tratamento?

19 comentários

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