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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Fariseus e Cortesãos

Luis Filipe Menezes, contra as expectativas sugeridas pela sua própria natureza, deitou a toalha ao chão e desistiu aparentemente de liderar o PSD no próximo ciclo eleitoral.

Fê-lo, no entanto, de acordo com as expectativas sugeridas pela sua própria natureza, apontando o dedo aos culpados e pondo claramente o “nome aos bois”.

Entre os fundamentos, julgo que genuínos, adiantados por Menezes, houve um que me fez lembrar histórias passadas – a da insuportável pressão exercida todos os dias por um grupo de gente que cumpre escrupulosamente os preceitos do "politicamente correcto" e por outro grupo que, nos corredores de S. Bento, de Belém ou de outro qualquer Palácio da capital se dedica, afanosamente, ao elevado exercido do lobying politico.

Estes fariseus e cortesãos do regime, foram já responsáveis, lembrou Menezes, pelo "assassinato" político de Fernando Gomes e foram também, digo eu,  os primeiros instigadores do verdadeiro “golpe de Estado” protagonizado por Jorge Sampaio, quando de forma inaudita dissolveu um parlamento com uma maioria estável, para apear Santana Lopes do poder.

Não se trata só de centralismo e intolerância perante protagonistas vindos do Norte do País, é mesmo o espírito cortesão e fariseu (mais próprio dos alfacinhas, diga-se) que se instalou perigosamente na classe política em sentido amplo.

Ouvi os analistas do costume, também eles incluídos nesta “network”, falar que o PSD bateu no fundo. Julgo que quem bateu no fundo foi mesmo o sistema politico-partidário e os seus habituais protagonistas.

Isso sim, merece ponderada reflexão.

A atitude fratricida do PSD para além de mostrar esta face negra de uma partidocracia decaída e madura de quase 34 anos, fez-me lembrar a conhecida cena de Winston Churchill quando mostrava ao neto o parlamento inglês, que aqui recordo pela oportunidade que sugere:

Reza a história que à pergunta que o cachopo lhe fez se era na bancada oposta à dele que se sentavam os seus inimigos, Churchill terá respondido com a sua habitual bonomia:

- Não meu filho, na outra bancada sentam-se os meus adversários, os meus inimigos sentam-se mesmo na minha bancada!

 

António de Souza-Cardoso

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