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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Água Mole em Pedra Dura

A situação politica no PSD continua a dar que falar, com candidaturas à liderança surpreendentes (Neto da Silva!!!) e comentários que revelam bem a falta de serenidade em que hoje vive a família social-democrata.

Dos argumentos em favor de um ou outro candidato – confesso que neste ambiente de intriga permanente me custa descortinar quem apoia quem ou o quê, retive a declaração de apoio de Rui Rio que continuará na sua condição de putativo, parecendo ter por agora como único desígnio, a candidatura à Câmara do Porto (quem diria…).

Dizia Rui Rio a propósito do apoio que manifestou à candidatura de Manuela Ferreira Leite (a única dos candidatos verdadeiros a “sair da toca”) que esta era aquela que “por ter um toque monárquico” assegurava a unidade do partido, evitando a sua eminente desagregação.

Sei, porque já ouvi do próprio, que Rui Rio se afirma republicano. Nenhuma novidade, portanto.

A maioria do povo português julga que é, ou tem que ser, republicana simplesmente porque nasceu em república. A maioria dos políticos que, como Rui Rio, nunca pensaram muito seriamente no assunto, acha a condição republicana mais asséptica e politicamente correcta, evocando invariavelmente a questão da legitimidade (tão decaída na ditadura partidária em que vivemos).

 Os poucos que pensaram (pouco) no assunto falam de uma misteriosa ética republicana de que se conhecem mal os contornos.

Por isso a boa notícia é que, de vez em quando, os políticos pensam no assunto e lembram-se das virtudes da monarquia, como esta de promover melhor a unidade e representação nacional.

Curiosamente, ou talvez não, o ainda líder demissionário Luis Filipe Menezes, também há uns anos reconheceu publicamente o valor da estabilidade e continuidade na chefia de Estado, salvo erro a propósito da comparação do desenvolvimento da democracia espanhola (com 1 Chefe de Estado e 4 Primeiros-ministros) com a democracia portuguesa (com muitos Chefes de Estado e muito mais Primeiros-ministros).

Devagarinho, como a água mole, lá vamos teimando até furar o duro preconceito republicano.  

António de Souza-Cardoso

 

 

 

 

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