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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

ISTO EXISTE NO DISTRITO DO PORTO......Senhor Poder Central!

 

 

 

 

 

 

  

A região do Vale do Sousa e Tâmega é apontada pela Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal como a mais pobre país.

 

O estudo verifica nestes concelhos um aumento das situações de pobreza, sobretudo os “novos pobres”, do consumo de álcool e drogas e do endividamento das famílias”.

Permite perceber que “a poupança aparece associada à vivência em meio rural e é um modo de vida muito importante para a população idosa que, não obstante as dificuldades, tende a pensar no futuro da sua garantia em termos de rendimentos”.

“Indivíduos com problemas de saúde e de justiça e com comportamentos aditivos” - alcoolismo referenciado com particular gravidade em Baião, Marco e Penafiel -, são aqueles que se enquadram nas situações de exclusão do mercado de trabalho. Indica ainda que “também é possível delinear um outro conjunto de indivíduos que se recusam [ou estão] desmotivados para a (re)entrada no mercado de trabalho”

 

 

 

 

 

Refere que se trata de pessoas “que cristalizam todas as problemáticas de pobreza e exclusão social, regra geral beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) e um agregado significativo de mulheres (…) com baixa qualificação escolar e profissional, dificuldade de adaptação a novos contextos profissionais, limitações de mobilidade geográfica”, entre outros aspectos.

A realização de biscates, trabalho em casa e trabalho não declarado apresenta uma “incidência transversal em todas as categorias sociais e concelhos, embora com tendência de regressão dada a retracção da actividade industrial”.

A disparidade acentuada entre o ganho médio dos trabalhadores por conta de outrem no resto do País e na região Norte, claramente desfavorável para estes, que chegam a ganhar menos de 350 euros por mês, situação condiciona fortemente o nível de rendimento das famílias e do seu poder de compra, justifica a manutenção de um nível ainda significativo de actividades informais, se bem que em regressão, e corrobora a ideia que o acesso ao emprego, mesmo que estável, não constitui, forçosamente, uma garantia contra as situações de fragilidade face à exclusão social e à pobreza.

 

O número de portugueses que recebe rendimento social de inserção tem vindo a aumentar nos últimos dois anos. Em Janeiro, cerca de 313 875 pessoas beneficiavam do subsídio e em Junho o número já chegava aos 334 865. Um aumento explicado pela recuperação dos requerimentos e também pela crise económica.

 

Mais de um terço dos beneficiários vive no distrito do Porto, a segurança social gasta um milhão de euros por dia em rendimento social de inserção.
 

Temos o exemplo de Baião onde a falta de hábitos de trabalho
 e de competências sociais caracterizam a sua pobreza,concelho onde quase um em cada dez habitantes vive com o Rendimento Social de Inserção (RSI), refere a Lusa.

De acordo com o estudo divulgado pela Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal (REAPN), que analisou os impactos do emprego/desemprego em oito concelhos da região do Tâmega, em Baião, 9,5 por cento da população beneficia do RSI e o concelho regista um aumento forte no que respeita ao desemprego feminino.

Famílias dependem do subsídio

Em Janeiro deste ano, 79 por cento dos desempregados do concelho eram mulheres. Cristina, de 35 anos e mãe de quatro filhos, é exemplo disso. A viver com os 240 euros do RSI e pouco mais de 300 euros que o marido leva para casa, fruto do seu trabalho irregular na construção civil, negócio predominante do concelho.

«Tenho uma doença que não me permite trabalhar com pó», afirmou, justificando assim o facto de nunca ter tido um emprego.

Cristina afirmou desejar ter um emprego, no entanto, adiantou que «a cabeça anda com consumições» que a impedem de trabalhar, provando as indicações do estudo da REAPN, que refere ser «possível delinear um conjunto de indivíduos que se recusam ou estão desmotivados para a (re)entrada no mercado de trabalho».

Há quem se acomode ao subsídio

Para José Marques, cunhado de Cristina, em Baião até há emprego para os homens, «mas desde que tudo começou a encarecer, há três anos, ficou insuportável» suportar as despesas e o dinheiro no fim do mês não chega.

José emigrou para Luanda e agora consegue arrecadar duas vezes mais do que aquilo que ganhava em Baião, podendo assim ajudar os dois filhos nos estudos.

José Marques criticou a forma como as pessoas vivem dependente do RSI, afirmando que «com esses subsídios a população não faz pela vida». O seu filho, Cristiano, de 18 anos, terminou agora o 11º ano de escolaridade, e afirmou à Lusa querer ser polícia, ingressando na escola em Lisboa.

Em Baião são 102 as familias inscritas no subsídio

Uma técnica da Acção Social da Câmara de Baião adiantou que «o ciclo de pobreza, que é quase geracional, não se consegue romper», porque a população «tem ausência de hábitos de trabalho, de competências sociais e até parentais».

Adelaide é mãe solteira de sete filhos, entregues a famílias de acolhimento, não trabalha e não consegue organizar/limpar a sua pequena casa para que a autarquia possa projectar o seu aumento, para que tenha uma casa-de-banho, no âmbito do Fundo de Solidariedade Social.

A Câmara de Baião conta com 102 agregados familiares inscritos neste fundo, que tem por objectivo contribuir para a erradicação ou atenuação da pobreza e da exclusão social e a promoção do desenvolvimento social do concelho.

Os idosos também são um problema

Acrescentou que os idosos com pensões baixas são outro grande problema em Baião, sendo que muitos vivem ainda «com problemas básicos», como ausência de saneamento, electricidade e água.

Na freguesia de Ovil, Raul, de 76 anos, vive numa casa com a sua mulher e dois filhos, com apenas 350 euros que recebe de pensão.

A sua irmã Maria Arminda, com pouco mais de 50 anos, vive numa pequena casa ao lado da sua que não tem água, nem casa-de-banho, recebendo por mês uma pensão de sobrevivência e o RSI, num total de 181 euros.

O município de Baião localiza-se no limite interior leste do distrito do Porto, sendo constituído por 20 freguesias, num total de cerca de 17.400 quilómetros quadrados.
 
 


 

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