
O que mais me custou durante os quatro meses que estive em Mafra não foi a patrulha das 24 horas non stop, fazer o rappel e o slide, andar no pórtico ou ter passado completamente encharcado a semana de campo, no Sobral de Monte Agraço.
O que mais me custou durante a recruta e a especialidade não foi habituar-me a obedecer sem pensar, as marchas/corridas até à Ericeira ou ser acordado a meio de noites mal dormidas e ter de arranjar tempo e concentração para me iniciar nos cálculos do tiro curvo (morteiro) e tenso (canhão 90 e LGFs).
O que mais me custou durante a minha estadia na ala do Convento ocupada pela Escola Prática de Infantaria não foram tão pouco as brincadeiras irresponsáveis com granadas ofensivas que custaram o braço e ouvido direitos ao aspirante instrutor, a duas semanas dele passar à peluda.
O que mais me custou fazer na tropa foi o salto no escuro. Eu explico. Totalmente equipados (mochila, capacete, cantil cheio e G3) saltávamos para o escuro, numa noite de Inverno e sem estrelas, na Tapada de Mafra.
Não víamos nada. Népias. Sabíamos que iríamos aterrar, mas não fazíamos a mínima ideia de como armar o salto ou flectir as pernas, porque a terra firme tanto podia estar à distância de 30 centímetros ou de dois metros. Acho que todos temos medo de mergulhar no desconhecido.
Peço desculpa por me alongar com esta história. Nós, homens, não nos conseguimos calar quando começamos a recordar episódios da tropa. Mas a verdade é que esta ideia do salto no escuro é a imagem mais aproximada da situação que vivemos.
Sabemos que o inevitável processo em curso de destruição de riqueza vai acabar um dia, mas não sabemos quando, nem até que ponto os governos vão conseguir controlar os danos.
“Vou ter de apagar a tabuada que aprendi e usei até ao ano passado”, confessou, num curioso misto de lucidez e candura, Berardo, um dos protagonistas da festa que acabou em tragédia.
Joe tem razão. Temos de admitir que 2 + 2 possam já não ser 4. Temos de aceitar que vamos ter de usar uma nova gramática na construção do um novo modelo de vida que vai nascer nos escombros do velho.
As velhas receitas não servem no combate a novos problemas, da mesma maneira que os antibióticos eram eficazes no combate à Sida.
A resposta não está em tentar descobrir variantes dos convencionais 4x4x2 ou 4x3x3 das teorias económicas. Os novos e atribulados tempos exigem novas e arrojadas soluções e o fim dos dogmas - que, como dizia Mao, são menos úteis que a bosta de boi, pois esta ao menos serve de estrume.
Uma nova elite vai ter de emergir-se e afirmar uma cultura desprovida do medo do fracasso. Como nos veio cá lembrar Kjell Nordstrom, “aceitar socialmente o falhanço é essencial, por que falhar é a chave da inovação”.
Afinal, a chave do sucesso foi inventada há quase 41 anos e esteve escrita nos muros de Paris: “A imaginação ao poder”.
A inovação e a criatividade são as únicas ferramentas que nos permitirão sair do buraco em que vamos cair quando aterrarmos do salto que estamos a dar no escuro.
Jorge Fiel
www.lavandaria.blogs.sapo.pt
Esta crónica foi hoje publicada no Diário de Notícias
Haja paz nas famílias e corrupção na bola.
Depois de ficarmos a saber que Pinto da Costa resolvia problemas familiares aos arbitros, em vesperas de jogos, no seu próprio apartamento, ficámos tambem a saber que havia corrupção no futebol e com montantes nada baixos. Quem o afirmou em pleno tribunal, como testemunha abonatória de Pinto da Costa, foi o Juiz Mortágua, ex-presidente da CJ da FPF e , ao que já vi escrito, membro do Juri de Apel da UEFA.
Mas este julgamento, para além das novas que acima registamos, mostrou ao país, o nível de apoiantes de Pinto Costa que à porta do tribunal, não só o aplaudiram à entrada, como vaiaram e agrediram a testemunha de acusação Carolina Salgado, à saída. Um espectaculo onde as boas maneiras e fino trato de gentes da Invicta ficaram patentes a par das obscenidades e insultos, numa manifestação inequivoca que o mal e o bem podem conviver nas mesmas pessoas.
----- ver restante em
www.aguia-vigilante.com
................................
Os seus escritos continuam a ser a mesma xaxada. Para divertir os papadores de almoços à conta. E viva o Oliveirinha que despediu ou vai 120. Vivó.
Estimado Herr von Bolas
Às vezes um clister pode fazer milagres. Não deixe de experimentar. Pode ser, quem sabe...
Tenho dito
De herr von bolas a 8 de Março de 2009 às 11:27
correcção ao endereço elecrónico do post anterior
de herr von bolas
www.aguia-vigilante.blogspot.com
Ó galinha, num bês que aquim ninguem passa bola a adeptos da gayvota? axas que essa meia duzia de palavras juntas para fazer um texto sem qualquer sentido interessa a alguem?
axas que a malta tem paciencia para opiniões falaciosas e distorcidas? as galinhas vivem num mundo a parte, e "grunhem" uma linguagem completamente desconhecida e sem qualquer sbstancia..prova disso é o tribunal administativo que desmontou mais um castelinho de areia......uma a uma, la vão sendo desmontadas as farsas dos suinos brumelhos!!!
ah ah ah aha ha h
De herr von bolas a 9 de Março de 2009 às 18:04
galinha depenada ou osga fumarenta
lá como lidar com gayvotas sabes. É saber de experiencia feita.
O Juíz diria gayvotas no Porto há muitas, são é mal pagos.
Descansa que ninguem te tira o lugar de emBAIXADOR
do mafioso e papapintainhos
Estiamdo Herr von Bolas
Creio que o estimado von Bolas está a subestimar o precioso papel das osgas na liquidação de melgas e mosquitos nas noites cálidas de Verão.
Tenho dito!
Estimado Depena Galinhas
Na verdade não me parece que o Benfica esteja a revelar ser mais competente nos tribunais do que é nos relvados.
Tenho dito!
Estimado Herr von Bolas
Estou a ver que o meu estimado amigo gosta de águias.
Presumo que é um daqueles apaixonados pela vida selvagem que tem sempre o televisor sintonizado no National Geographic.
Tenho dito!
De salboerro a 8 de Março de 2009 às 13:35
Com que então, a imaginação ao poder! Será que o afirmou com convicção? Não me parece, pelas razões seguintes.
Como será possível a imaginação conquistar o poder se a sociedade portuguesa não está interessada em mudanças qualitativas reais, mas quase apostada na continuidade das "coisas" como estão (ou vão estando), preferindo mudar os aspectos acessórios para que o essencial dos interesses continue na mesma.
Isto do "tudo na mesma" também inclui o não funcionamento dos organismos, muitos públicos e privados, pilares da modalidade funcional e orgânica da "vida habitual" tão característica do regime anterior ao 25 de Abril: o Estado Novo.
As novas tecnologias são somente um instrumento para melhorar a qualidade de funcionamento dos organismos, mas não a essência desse funcionamento, dependente das vocações de serviço público muito arredadas do funcionalismo actual.
Como o funcionamento dos diferentes organismos públicos é ainda pouco eficaz e pouco eficiente, onde quase não se tem chegado a lado nenhum do desenvolvimento, por inoperância e/ouou por falta de interesses e objectivos, o nosso País é o mais eficaz "off-shore" da União Europeia senão até do Mundo.
E para este objectivo muito tem contribuido a continuidade do Estado Novo, a partir do 25 de Abril, não com partido único sob a forma ditatorial (parece que às vezes bem era necessário) mas com 2 partidos de poder que se sucedem e protegem mutuamente, sob a capa de regime democrático (só lhe falta realizar um acordo internacional para instituir um "off-shore" - pelos vistos, a nossa especialidade - prisional, para se completar todo o processo já que muitos órgãos de comunicação social não têm problemas em se autocensurarem).
Os meus cumprimentos.
salboerro
Estimado Salboerro
Pode acreditar que tudo quanto escrevo e afirmo é com convicção. Muita.
Sou, digamos, uma pessoa de convicções - pelo menos estou convencido disso.
Estou careca de saber que as sociedades são conservadoras, adoptando sempre um comportamento viscoso e desconfiado relativamente à mudança. (estou também literalmente careca, de falta de cabelos, mas isso já e outra história)
Sucede que neste momemto não me parece que não ha outra saída para o buraco senão ousar uma mudança radical.
Tenho dito!
De salboerro a 10 de Março de 2009 às 12:37
Caro Jorge Fiel,
Mudança radical só pode ser de cima para baixo (acção orgânica) e de baixo para cima (acção política).
Gostava que descodificassem cada uma daquelas acções para ver se nos entendemos, sabendo que a regionalização sópode ser a das 7 Regiões Autónomas, pois o resto é conversa fiada ou confiada.
Os meus cumprimentos.
Salboerro
Estimado Salboerro
Quando fala em sete regiões autónomas está a incluir as já existentes na Madeira e Açores?
Tenho dito!
De salboerro a 14 de Março de 2009 às 15:00
Caro Jorge Fiel,
A perspicácia de cada um levar-nos-à a não incluir as 2 Regiões Autónomas já existentes e em funcionamento há mais de 32 anos, com efeitos positivos.
Já sei que vão argumentar com a lengalenga do costume e vão escrever a pés juntos que "é à nossa custa".
Em parte é verdade, como não é mentira que nós, no território continental, também temos vividos tempo demais à custa da riqueza produzida em países estrangeiros; a té um dia e esse dia está inequivocamente muito mais próximo.
Quem tiver a coragem (ou "lata") que o desminta.
Os meus cumprimentos.
Salboerro
De Estás aqui, estás ali... a 8 de Março de 2009 às 15:03
Ó Jorge Fiel, o que se passa consigo?
Ora escreve coisas que se lêem só porque sim ora escreve outras (como este post) ligeirinho, bem escrito e com conteúdo. Recordações da tropa... que falta faz a alguma juventude.
Cumprimento-o por isso... e pela sua persistência em manter vivo este nado-morto.
Mais acima está um post do amigo Salboerro, pleno de sabedoria e, como sempre, com os seus elevados pensamentos a "saírem-lhe dos dedos" com uma facilidade que impressiona.
Cumprimentos, amigo Salboerro. Creio que tanta lucidez é mantida através pela sua frequência «à boca do forno» sempre pronto para «abocanhar» (desculpe o termo) o primeiro que sair.
Saúde!
De salboerro a 8 de Março de 2009 às 16:34
Caro Estás aqui, estás ali,
Agradeço-lhe os elogios relativos ao meu "post" acima.
Sempre ouvi dizer que "é malhar enquanto o ferro está quente", doutro modo não valerá a pena.
Se o tema interessa comenta-se e responde-se, sempre com a preocupação de acrescentar alguma coisa que nos pareça importante. Este "pareça", como sabe, introduz-lhe uma relatividade de análise, pois para uns pode ser essencial um determinado tópico de análise, enquanto para outros nada significa e remetem-no para as calendas.
Remeter para as calendas é uma característica da sociedade portuguesa e, sobretudo, de quem nos têm dirigido (não só politicamente, DIGAM O QUE QUISEREM DIZER) com as consequências que conhecemos; mas não percamos a esperança, pois se nada fizermos MUITO RAPIDAMENTE em termos de desenvolvimento - A REGIONALIZAÇÃO AUTONÓMICA, pouco faltará para um credor qualquer nos "fechar a porta" abruptamente, como é característico do comportamento de qualquer credor.
Os meus cumprimentos.
Salboerro
PS - Desculpem escrever sobre a regionalização, mas este é um "blogue" para isso mesmo, embora não pareça muito.
De EdeCarvalho a 9 de Março de 2009 às 17:47
E por favor, 7 regiões, sendo que a Norte 2.
Minho / Douro Litoral e Trás os Montes / Alto Douro.
Desculpem-me se não concordam mas penso ser o mais conveniente.
De salboerro a 9 de Março de 2009 às 19:47
Caro EdeCarvalho,
Essa proposta é a única aceitável, desejável e necessária do ponto de vista da política do desenvolvimento.
Tal proposta corresponde ao que tenho proposto, desde sempre, neste blogue mais desportivo que regionalista.
O resto é conversa fiada ou confiada.
Os meus cumprimentos.
Salboerro
Estimado Salboerro
Não estou a ver o carácter desportivo deste blogue, mas o meu amigo deverá ver coisas que eu não descortino.
De resto, sem prejuizo de posterior escalpelização e debate desta matéria, creio que os transmontanos terão mais a ganhar que os nortenhos do litoral com uma única região Norte.
Tenho dito!
De salboerro a 10 de Março de 2009 às 11:59
Caro Jorge Fiel,
Quanto ao conteúdo desportivo, basta ler o blogue.
Quanto à regionalização, a proposta de 1 Região Norte (conceito provinviano, bacoco, desactualizado, desajustado da realidade, administrativista, burocrático, dispersor de recursos, portocêntrico, novalisboa política e jacobina, com ramificação parental do poder centralizado, centralizador e jacobino) só vai prejudicar o desenvolvimento do País (mais uma oportunidade perdida) e, neste caso concreto, das 2 Regiões Autónomas (Região Autónoma de Entre Douro e Minho e Região Autónoma de Trás-os-Montes e Alto Douro) que a irão formatar no futuro; e lembro-lhe hoje, se não for a bem vai ser a mal, mas não o será implementado por nós, portugueses, será por alguém do exterior, no chamamento saudosista (a nossa especialidade, entre outras, como a intriga) de um Beresford qualquer de nova geração.
E já agora, se isso acontecer, pode convencer-se que merecemos como "do paão para a boca".
É que nunca mais aprendemos com o decorrer da História; somos mesmo estúpidos, ignorantes ou masoquistas (gostamos de apanhar no lombo).
O que somos é preguiçosos e, como salienta a nossa história pós-Descobrimentos, gostamos de viver à custa dos outros (na terminologia portuense, chama-se a isto "chulice", desculpem o termo), pois se fosse o contrário não tínhamos os problemas de financiamento externo permanentes.
Os mesu cumprimentos.
Salboerro
Estimado EdeCarvalho
Permito-me discordar do meu amigo. As cinco regiões plano são o mapa natural e desejável.
Temo que estas divisões comprometam novamente a descentralização do poder.
Tenho dito!
Estimado Salboerro
Assino por baixo o seu comentário, meu estimado amigo.
Tenho dito!
Estimado Estás aqui, estás ali
Agradeço o seu cumprimento ,que me aqueceu m bocadinho a alma.
De resto, só lhe quero explicar que há um tempo para brincar e um tempo para trabalhar - e que o divertimento da Lavandaria complementa a seriedade dos temas da Bússola.
Não sou daquelas pessoas que se levam demasiado a sério. Mas acho que já deve ter reparado nisso.
Espero que aprenda que na vida há tempos para tudo.
Tenho dito!
Pode parecer um cliché mas, em conversas de amigos, e sem me querer armar em génio incompreendido ou em vidente visionário, venho dizendo que este é o fim de todo um ciclo social e económico. Novos, não sei se melhores ou piores, dias virão.
Estimado José Freitas
Não sei se piores ou melhores. Mas posso garantir-lhe que serão dias diferentes.
TEnho dito!
Inovação, criatividade, espirito de iniciativa, empreendorismo, coragem, enfim...Mas na banca fala-se de grantias, extracto consolidado, demonstração de resultados, capacidade de endividamento, spred, enfim...De um lado o que realmente precisamos, do outro aquilo que já temos, e que não nos serve!
Estimado Porto Sentido
Há alturas em que é preciso ter a coragem de deixar cair o velho para nos seus escombros construir o novo.
Tenho dúvidas sobre se vale a pena prolongar artificialmente a vida de bancos moribundos e esclesorados, á custa dos nossos impostos e economias.
Há um tempo para morrer.
Tenho dito!
De EdeCarvalho a 9 de Março de 2009 às 17:52
Sr. Jorge Fiel
Gostei do seu postal.
E se me dá licença, agora tenho de ir à "Lavandaria" que
se faz tarde.
Boa tarde, a TODOS
Estimado EdeCarvalho
Muito obrigado. Esteja à vontade. Mi casa es su casa.
Tenho dito!
De Santiago Matamoros a 10 de Março de 2009 às 00:56
Por que raio aquela abécula do Afonso Henriques em lugar de conquistar a Galiza foi conquistar os Mouros???...
Porquê???... DIGAM-ME???!!!...
Para punição dos nossos pecados, só pode ser...
Sartre dizia que "o inferno são os outros"...
... e ainda ele não tinha que se nausear o que de mais há de ridículo, rasca e chunga: os adeptos do Dinamo de Moscovo marroquino.
Estimado Santiago Matamoros
Quero crer que o nosso Afonso Henriques cometeu esse erro porque do seu equipamento militar não constava uma bússola que lhe indicasse o Norte :-)
Tenho dito!
De Anónimo a 12 de Março de 2009 às 12:40
E se estudasses um pouquinho de HISTÓRIA, antes de alimentares a parvoíce dum "emplastro" andrade, com a tua atoleimada resposta!
De Anónimo a 12 de Março de 2009 às 12:36
QUE ATRASADO MENTAL!
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