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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

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Como elevar a nossa auto-estima

O programa eleitoral de Rui Rio cabe nas 20 linhas do editorial que assina na edição de Abril da revista Porto Sempre, que manda meter na caixa de correio dos munícipes.

O título revela que é mais um convertido à Obamania (“Força: Nós somos capazes”) e a arma, pouco secreta, com que espera obter mais um mandato (a continuação do namoro com os moradores dos bairros camarários) é mencionada en passant. Tudo o resto é de uma pobreza confrangedora.

O presidente da Câmara do Porto anuncia que está a preparar o próximo Verão no Porto com o louvável intuito de “contrariar o ambiente deprimido e triste que Portugal enfrenta”.

“Temos de começar por levantar a cabeça e elevar a nossa auto-estima”, explica. E como ele acha que vai conseguir isso?

Com a Queima das Fitas, o S.João -  duas coisas, que tal como a ocorrência do Verão, são independentes da acção e vontade de Rui Rio – e o Circuito da Boavista, que provavelmente ficará com a grande iniciativa emblemática dos seus oito anos na presidência da Câmara.

Depois virá o Oceanário do Porto (um investimento de privados), a Red Bull Air Race (a única iniciativa que fez a meias com o seu arqui-inimigo Menezes) e a inauguração da primeira fase do Parque Oriental do Porto.

Tudo isto sabe a muito pouco? É com o Verão, a Queima das Fitas, o S. João, a corrida dos calhambeques e dos aviões que vamos voltar a ter orgulho a ser portuenses? Não me parece.

Para começarmos a levantar a cabeça e elevar a nossa auto-estima, em Setembro, temos de devolver Rui Rio ao PSD. A tempo inteiro.

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

 

2 comentários

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    Anónimo 21.04.2009


    NOTÍCIA COMPLETA!!!!!!!!!!!!!

    Câmara do Porto lesada em 2,8 milhões de euros com F. C. Porto
    Nova avaliação da permuta de terrenos por professores de Economia
    2009-03-13
    NUNO MIGUEL MAIA
    O Município do Porto terá sido lesado em 2,8 milhões de euros (565 mil contos) no negócio de permuta de terrenos, em 2000, com o F. C. Porto. A conclusão consta de uma nova perícia no processo em que é acusado o ex-autarca Nuno Cardoso.

    O montante apontado como prejuízo para o erário público por três professores da Faculdade de Economia da Universidade do Porto ultrapassa, até, os 2,5 milhões de euros, valor do prejuízo invocado na acusação do DIAP do Ministério Público do Porto. Este é, também, o valor que a Câmara Municipal do Porto exige de indemnização aos sete arguidos.

    Acusados por crime de participação económica em negócio estão Nuno Cardoso, três vice-presidentes do clube portista (Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Valente), e ainda três engenheiros da Câmara, que avaliaram os terrenos do Plano de Pormenor das Antas e da Frente Urbana do Parque da Cidade que estiveram na base da permuta.

    O debate instrutório do processo decorre hoje, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, sendo posteriormente decidido se vai, ou não, a julgamento.

    A perícia foi efectuada por ordem da juíza de instrução titular do processo, que considerou importante averiguar o valor dos terrenos sob o ponto de vista estritamente económico. No processo, existem já uma avaliação fiscal (que estima um prejuízo para o Estado a oscilar entre 2,5 e 3,3 milhões de euros) e uma avaliação de técnicos da autarquia, que estabelece paridade de valores entre os terrenos permutados.

    De acordo com documentos a que o JN teve acesso, a avaliação dos professores da Faculdade de Economia do Porto fundamenta-se nos valores das transacções efectivamente ocorridas, sendo considerado o único critério objectivo.

    Assim, foi concluído pelos professores João Francisco Ribeiro, Patrícia Teixeira Lopes e Rui Couto Viana - todos com grau de doutoramento - que, se a Câmara, então liderada por Nuno Cardoso, tivesse adquirido as duas parcelas de terrenos nas Antas à família Ramalho e tivesse vendido os terrenos para construção no Parque da Cidade ganharia 565 mil contos (2,818 milhões de euros), quantia que acabou por ser o F. C. Porto a embolsar.

    Por outro lado, o município ganharia 415 mil contos (2,075 milhões de euros) se, em vez de permutar os terrenos com o F. C. Porto os tivesse pago em dinheiro e vendido os terrenos do Parque da Cidade para construção.

    O MP alude a uma intervenção ilegítima do F. C. Porto nas negociações da autarquia com a família Ramalho para a permuta dos terrenos necessários para a construção do Estádio do Dragão. A acusação sustenta que, sendo o F. C. Porto o dono dos terrenos das Antas , o interesse público da permuta já não existia.

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