Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

O muro que sabia demais

 

Tenho para mim que o muro mais cínico do Porto habita na rua do Campo Alegre, entre o Circulo Universitário e a Faculdade de Psicologia.

 

Trata-se de um muro que fala pouco, mas que, quando fala, fala bem.

 

Até ser pintado de novo, há coisa de meses, fazia eco de uma reivindicação que tinha tanto de estranha como de justa: «Queremos mentiras novas!»

 

Percebi o muro logo à primeira. Já que vamos continuar a ser enganados por Lisboa, o mínimo que se exige ao Terreiro do Paço é que faça um esforço sério para ser criativo, que seja competente na arte de nos embrulhar – que renove o stock de mentiras, pois com velhas já não consegue enrolar ninguém.

 

O muro do Campo Alegre tem agora em cartaz um novo pedacinho de ouro, porventura ainda mais sábio que o anterior: «Qualidade de vida é Porto-Lisboa em 6 dias» - na primeira versão, rasurada, falava de apenas três.

 

Este elogio da distância surge na altura exacta em que o Governo reafirma que a ligação por TGV de Lisboa a Madrid (agendada para 2013) é prioritária sobre a ligação ao Porto, diferida para 2015.

 

O muro tem toda a razão. Qualidade de vida é estarmos a seis dias de distância de Lisboa – e não apenas a uma escassa hora e meia. Quanto mais perto estiver de nós, mais fácil será à capital continuar a esvaziar-nos os bolsos e a sugar os nossos recursos.

 

Não tenho dúvidas. O muro do Campo Alegre é uma espécie de Oráculo de Delfos. Não é só o muro mais cínico do Porto. É, também, o mais sábio.

 

Jorge Fiel  

 

Corrupção, o filme, a Carolina, o produtor e os ex-amigos dele

O filme Corrupção  vai estrear em breve mas é mais curto do que o previsto (menos 17 minutos), tem música diferente da inicialmente pensada e durante mais tempo, há actores que estão mais em cena e outros nem por isso, houve os que foram à apresentação e os  faltaram e houve até quem dissesse que tinha "adorado".

Quem não apareceu foram o realizador, que afinal não realizou, e a argumentista que argumentou de forma diferente.

Pode dizer-se que o "caldo entornou".

Não percebo porque é os dois indefectíveis benfiquistas João Botelho e Leonor Pinhão ficaram tão zangados com a atitude do produtor Alexandre Valente quando resolveu "intervir na montagem" do filme.

Em sinal de protesto abandonaram o elenco.

Não compreendo.

Se não vejamos.

O filme inspira-se no livro de Carolina Salgado, "Eu Carolina".

Ao que se sabe, e ainda ninguém disse o contrário, o livro teve duas versões e a argumentista do filme deu uma "ajuda" importante na coisa.

Logo. Então é um acto de coerência o filme ter igualmente duas versões.

Não percebo porque tanta indignação.

Se a argumentista meteu uns pozinhos " no livro e achou bem, porque é que ficou amuada com o facto do produtor meter os seus pozinhos " no filme que o próprio paga?

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2008
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2007
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub