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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

...

Aos meus amores: hoje fui ao Bolhão

 

Fui hoje ao Mercado do Bolhão muitos anos depois, muitas compras depois, muitas campanhas eleitorais depois. Algumas com vitórias estrondosas outras com frustrações imensas.

Hoje estive lá. Fui à apresentação do "nosso" blog. A Bússola. A nossa bússola agora só tem um Norte.

Foi bonito e bom sentir o pulsar daquela gente, gente genuína e afável mesmo com o espaço degradado e com muito poucos clientes. Já não há o burburinho doutros tempos. Já não há os pregões, não ouvi marralhar preços. Tive até uma certa nostalgia.

Apesar disto tudo falou-se de tudo. Do FCPorto , do casamento de Pinto da Costa, dos mouros, os eternos mal amados mouros, das "caras lindas" e dos amores pelas figuras públicas, ouvi inclusivamente conselhos e "truques" para manter viva a "chama" do casamento. De tudo!

Não ouvi, que é uma coisa que enerva, aquela gente - boa e genuína - a falar com os modos e com o sotaque que qualquer tipo de Lisboa usa (mal) quando quer fazer uma graça, diria antes chacota, das gentes dos Porto e do Norte.

Até nisso são maus!

Agora cuidem-se nós, os bussolistas , no SAPO vamos estar sempre a ASSAPAR nos tipos de Lisboa.

Esperem por nós.

Sabem aquela frase dos tempos heróicos do Jorge Coelho?

Quem se meter com nós. Leva!

Do Norte, no Sul

Sou do Norte mas começo do Sul. De Marselha, onde hoje joga o FC Porto um encontro mais importante do que parece para a Liga dos Campeões: é que se o Marselha ganhar fica com nove pontos e quase todas as equipas se qualificaram com esse peculio. O que deixaria o FC Porto a ter que discutir o outro lugar com o Liverpool.

Começo assim do Sul; do Mediterraneo, da luz e do sol. Mesmo com frio, como faz por aqui neste momento. Para premiar os leitores deste blogue, o que prometo é que hoje vos darei informações em directo do Velodrome antes e durante o jogo. Seremos hoje a bussola do Norte no Sul. Se a Orange o permitir, porque quase nao dormi para vos enviar este texto, ja que esta empresa de telecomunicqçoes teve uma enorme panne no seu serviço esta noite. Coisas do sul...

EXCLUSIVO MUNDIAL

Bom  dia Portugal:

No lançamento desta bússula quero deixar as palavras para os dias que se seguem. Sim, porque hoje, como diz a canção, é o primerio dia do resto das "vossas" vidas.

E porque queremos que este blogue seja um caminho na inovação, surpreendente e sempre original. julgo que o momento que se segue em video pode bem representar a bandeira deste novo movimento a Norte:

 

 

Depois da queda da pala da bancada dos cativos do  mítico Estádio das Antas, que deu lugar ao  planetário Estádio do Dragão, abriu-se uma nova fronteira no Porto para o Mundo.

Depois do lançamento deste blogue abrimos outras fronteiras: do Porto para o país. Do Porto para o Médio Oriente. Do Porto para os Galápagos, do Porto para um qualquer campo de golfe.

Como diz um amigo meu "a todos aquele abraço sincero e fraterno. Viva Zapata".

O video que se segue é um exclusivo mundial deste nosso/vosso blogue.

Mercado do Bolhão

10.30

24 Out 2007

Sotaque

 A finalização da linha do Metro que liga o Rossio a Santa Apolónia está anunciada para 22 de Dezembro – uma boa prenda de Natal para os habitantes da capital. As primeiras projecções deste troço, feitas em 1993 por Ferreira do Amaral, ministro da Obras Públicas de então, eram de que os comboios estariam em circulação em 1997… ano em que, afinal, começaria a obra com um custo estimado de 165 milhões de euros. Em Junho de 2000, como é sabido, um acidente inundou o túnel situado sob as águas do Tejo, o que obrigou a alterar o projecto e a uma nova estação no Terreiro do Paço.

Resultado: além dos anos de atraso, mais 134 milhões de euros de custos e o preço final a disparar para praticamente 300 milhões de euros. “Percalços”, resumem o Governo e os responsáveis pelo Metro lisboeta.

No Metro do Porto, perante situação muito menos gravosa do ponto de vista financeiro ou de qualquer outro ângulo, tratou-se de “derrapagem” e de “gestão ineficiente”, acusam os senhores da capital.

Diferenças de linguagem? Deve ser do sotaque.

 

Rogério Gomes (publicado no "Correio da Manhã")

Somos um exército de salvação

 Não sei o que pensam disto os outros bussolistas mas é minha firme convicção desde ontem que temos que ser um exército de salvação dos políticos e empresários que se vêm obrigados a mudar-se de armas e bagagens para Lisboa só para poderem mandar mais e melhor.

 

O exemplo mais recente de cliente dos nossos serviços chama-se Luis Filipe Menezes.

 

O PSD tem mostrado grande predilecção por lideres de fora da capital , em especial do Porto.Desde Sá Carneiro que sentem necessidade de se colocarem debaixo da asa protectora de gente da confiança e é no Porto que têm encontrado abrigo.

 

Claro que esta malta de Lisboa , bem ao contrário  é de tudo menos de confiança e mal apanham um de nós à mão de semear não descansam enquanto não tentam levá.lo para maus caminhos. Que são os deles !

 

O último político que julgou que podia viver em Lisboa como se continuasse a ser do Porto foi o dr Fernando Gomes e acabou praticamente acusado de violar a Lídia Franco em plena autoestrada ! Como foi preciso que deixasse o poder para acabarem num ápice os assaltos tenebrosos e diários às bombas de gasolina ....

 

Com o dr Menezes os sinais são claros. Já começaram a tentar cativá-lo com cantos de sereias como foi o caso da dra Manuela ferreira Leite com a Regionalização.E escusam de vir para aqui dizer que a dra em causa não é nenhuma sereia........

 

Por mim que não vou em grupos (, como se diz cá na nossa querida terra) prometo ficar aqui de sentinela de olho bem aberto a catrapiscar estas sereias ou outras que lhe apareçam no caminho...ou na caminha , porque lá diz o povo , " diz-me com quem dormes, dir-te-ei quem és".

 

Não sei se as frases que o povo diz devem vir entre aspas mas agora já estão e ninguém se há-de queixar que o povâo , como diz o bussolista Juca , tem sempre razão !

 

Manuel Serrão

Exército de Salvação Nacional

Batalhão Bússola

Mercado do Bolhão

07/10/24

 

Os lisboetas não são necessariamente, e por regra, menos inteligentes do que nós

 

Almeida Garrett, de Barata Feyo. Está um bocado suja, mas é uma bela estátua

 

 

Sobe-me a mostarda ao nariz sempre que um lisboeta acha de bom gosto cumprimentar-me usando uma canhota tentativa de imitar o nosso sotaque: «Atão, murcóm?!. Cumu bai o Puaaaartu?». 

  

Imbuído de um espírito cristão, contenho-me e absolvo a idiotice do infeliz, que na sua santa e doce ignorância está convencido que não tem sotaque e a sua amaricada maneira de falar é o cânone.

 

Nessas alturas, respiro fundo, e repito mentalmente, as vezes que se revelar  necessário, o maior dos ensinamentos biblícos: «Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles será o Reino dos Céus/Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles será o Reino dos Céus!»».

 

Quando a minha tensão arterial regressa à normalidade, concentro os meus esforços em evitar que a condescendência que me vai na alma se reflicta no sorriso que componho.

 

Não pensem, por favor, que sou um discípulo das teorias do James Watson. Não! Não acho que os lisboetas sejam necessariamente, e por regra, menos inteligentes do que nós.

 

O problema é que um fatal erro de paralaxe distorce a visão lisboeta do país.

 

Antes de Copérnico, a Humanidade estava firmemente convencida de que a Terra era o centro do Universo.

 

Neste dealbar do século XXI, há alfacinhas em demasia a pensarem que Lisboa é o Sol à volta da qual gira o resto do país. O que é, convenhamos, pouco inteligente.

 

Os brasileiros, que tiveram a argúcia de ultrapassar a rivalidade Rio de Janeiro/S.Paulo deslocalizando a capital para Brasília, perceberam muito mais depressa do que os lisboetas que não há cânone – e que deve ser estimulada a pluralidade de pronúncias em que é declinada a língua que nos une.

 

Na última revisão do seu livro de estilo, a TV Globo acabou com a ditadura do sotaque único e decretou a liberdade de expressão da multitude de sotaques em que o português é falado.

 

Quando ouço um lisboeta a tentar ser engraçado, pontuando as frases com «caragos», lembro-me logo do que escreveu o nosso conterrâneo Almeida Garrett, escritor, político e heróis do Cerco do Porto:

 

«Se na nossa cidade há muito quem troque o b pelo v, há muito pouco quem troque a liberdade pela servidão».

Jorge Fiel

 

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