Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

O que é a Reflexologia ?

 

 

A Reflexologia é uma terapia que se baseia no principio da existência de reflexos nos pés e mãos relativos a orgãos do corpo; um estímulo sobre estes reflexos poderá provocar alterações na fisiologia dos mesmos orgãos por forma a que os mesmos regressem a um estado de equilíbrio.

 

 

A Reflexologia é aplicação cuidada de pressões sobre áreas específicas dos pés.

Uma forma de relaxamento ao longo de uma hora de tratamento.

Um estímulo mecánico através das mãos do terapeuta sobre os pés do cliente.

Um alívio para o cansaço, o stress e as preocupações do dia-a-dia.

 

 

Então amigo bloguista, se tiver problemas circulatórios,se sofre de depressão,se tem problemas com as articulações, se tem uma uma vida com ritmos estressantes e se sente sem vitalidade e abaixo das suas capacidades,não hesite, informe-se e experimente.

 

 

Sente-se uma hora de sossego,tranquilidade e muita paz de espírito,uma redução de sintomas provocados por stress excessivo,um relaxamento geral,alívio de dores musculares provocadas por excesso de tensão,melhor oxigenação dos nossos orgãos,eliminação das toxinas acumuladas e estímulos da circulação periférica.

 

 

Atenção que a Reflexologia não é uma terapia alternativa.O terapeuta não substitui os cuidados que apenas o seu médico lhe pode prestar.

Esta terapia é indicada como um complemento.Se os seus sintomas persistem é aconselhável ir ao seu médico antes de iniciar tratamentos de reflexologia.

 

Um alimentação equilibrada, de preferência biológica, é aconselhável em qualquer situação que afecte a sua saúde.

 

A Reflexologia é uma terapia milenar,uma massagem nos pés, uma ciência,uma arte.

 

 

Um pouco história :

 

O primeiro documento que descreve um tratamento de Reflexologia como terapia válida data 2300  a.C.Encontra-se no túmulo de um médico egípcio, Ankhmahor, em Saqqara, Egipto.

 

Sima Qian, médico chinês que viveu em 200 a.C.era um entusiasta adepto desta terapia, utilizando-a como método preventivo.

 

O Dr.William Fitzgerald, otorrinolaringologista  americano do século passado,utilizava a reflexologia nos seus pacientes.

 

Eata terapia é utilizada no Reino Unido em hospitais e centros de saúde como coadjuvante no tratamento de inúmeras patologias.

 

O Bristol Cancer Center, centro oncológico no Reino Unido, tem cursos de pós-graduação para terapeutas onde a reflexologia tem um papel importante nos cuidados paliativos.

 

 

Caros amigos,lembrei-me deste tema pois fui seu utilizador , teve uma influência fantástica na minha vida,por isso não queria deixar de partilhar convosco esta minha experiência para poder ajudar quem precise.

 

É isto também o Norte,solidariedade e altruísmo.

 

Um forte abraço

 

Mário Rui 

 

  

Afinal vai haver outro!

 

 

Obrigado.

 

Obrigado João Botelho.

 

Pelo que li o filme Corrupção, o verdadeiro filme, vai ser editado e sair finalmente para o mercado.

 

É bonito.

 

É a verdade. A honestidade intelectual.

 

Na versão que anda para aí a correr, que me recuso a ver, a verdadeira arte foi retirada pelo produtor.

 

O realizador saiu zangado, a sua mulher/argumentista também e alguns actores não compareceram à "holiodesca " apresentação.

 

O filme foi adulterado.

 

Agora tudo vai ser diferente.

 

É uma vitória da arte contra o pragmatismo comercial.

 

Num dos primeiros post's que escrevi para o Bússola falei do assunto e achei rigorosamente o que está a acontecer.

 

Se há duas versões do livro, porque não haver duas do filme?

Ao que se sabe, e ainda ninguém disse o contrário, o livro teve duas versões e

a argumentista do filme deu uma "ajuda" importante na coisa.

 Entretanto continuo ansioso pela edição do verdadeiro livro.

 

Aquele que não teve retoques e acrescentos.

 

Pelo sim e pelo não nem li o livro, nem vi o filme.

 

Ao que parece nem um nem outro são os verdadeiros.

 

Enquanto isso vou lendo livros escritos por escritores e vendo filme realizados por realizadores.

 

 

Mário Lino, o intoxicador de água doce

 

Tenho seguido com alguma atenção, redobrada curiosidade e indisfarçável divertimento a carreira do ministro das Obras Públicas, um reputado «aparatchik» que acompanha Sócrates desde os gloriosos tempos em que o  actual primeiro ministro conspirou com sucesso para ser ministro do Ambiente no lugar da ministra do Ambiente (Elisa Ferreira).

 

Sorte idêntica não tem o mau grão-vizir Iznogoud (uma magnífica invenção de Goscinny, o pai do Astérix) que há uma data de anos conspira debalde para ser Califa no lugar no bom do Califa.

 

Não era preciso ser um Einstein para perceber a importância nuclear que o Ministério das Obras Públicas teria num Governo que acreditava (ainda acreditará?) piamente que a Ota e o TGV iam ser a locomotiva da recuperação económica e do suave milagre do regresso à convergência com a Europa – e que a chuva de dinheiro do QREN vai ser o Abre-te Sésamo de uma nova maioria absoluta.

 

Mário Lino partiu discreto. Mas tal como aqueles maratonistas que fazem a corrida de trás para a frente, sem esticões, o ministro das Obras Públicas, com uma passada certa e segura, soube ultrapassar o seu colega da Economia, destronando Manuel Pinho do lugar de primeiro palhaço do Governo Sócrates.

 

Data de Maio último o ponto de viragem, em que Pinho ficou irremediavelmente para trás no bem disputado campeonato interno do disparate. Lino passou por ele a correr, até parecia um foguetão, no dia em que proferiu a mais memorável das suas declarações, que nunca será demais recordar:

 

«Fazer um aeroporto na Margem Sul seria um projecto megalómano e faraónico, porque, além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio, pelo que será preciso levar para lá milhões de pessoas»

 

Foi por estas, e por outras como esta, que Sócrates teve de pôr a questão da Ota a hibernar durante seis meses.

 

Só que agora que chegou a hora de descongelar a Ota e há para resolver uma série de contrariedades surgidas no entretanto.

 

No interim em que o Governo mantinha a Ota agasalhada na gaveta, a CIP patrocinou um estudo, dirigido por um reputado especialista (José Manuel Viegas), que aponta Alcochete como a melhor e mais barata localização para o novo aeroporto de Lisboa.

 

Acresce que, no entretanto, engrossou o pelotão dos que defendem a solução Portela+1 e que se meteu na cabeça do PR Cavaco a ideia que tem uma palavra a dizer sobre a matéria.

 

Uma data de chatices! Os espíritos (nada a ver com o BES) andavam agitados, pelo que Mário Lino meteu mãos à obra de cortar o mal pela raiz.

 

Vai daí tratou de gizar um cuidado e pormenorizado plano de assassinato do estudo da CIP junto da opinião pública, com a ajuda voluntária da Rave (empresa sob a sua tutela e convenientemente guarnecida de boys rosa) e de especialistas em «spin» - e involuntária de uns crédulos equipados com carteira profissional de jornalistas mas que têm boa boca e estão habituados a comer e calar a ração que lhe põem à frente (os idiotas úteis, na fraseologia de Lenine).

 

«Comme il faut», a campanha foi inaugurada com estrondo no sábado, no jornal de referência por excelência (Expresso), onde fonte anónima da Rave jura que o estudo da CIP faz disparar em 1700 milhões de euros o custo do novo aeroporto.

 

No dia do Senhor, a plantação de notícias abriu num movimento em tenaz.

 

No diário de referência por excelência (Público) denunciam-se os «erros crassos» do estudo da CIP e as suas consequências catastróficas para o TGV Porto-Lisboa: menos 1,5 milhões de passageiros/ano, menos 450 milhões de euros de receitas/ano, mais 15 minutos de duração do trajecto.

 

No diário com maior circulação (Correio da Manhã) um administrador da Rave denuncia o crime lesa-património que o estudo da CIP pretendia perpretar. A construção de uma ponte Beato-Montijo obrigaria o Convento do Beato a vir abaixo, o que, concordo, seria uma enorme maçada, tanto mais que o pessoal do Compromisso Portugal teria de espremer as meninges para arranjar um novo ponto de encontro para a sua reunião anual.

 

Vento corria de feição à campanha. O drama foi que logo no dia a seguir, na 2ª feira, o director do Público revelou, em editorial, os detalhes do plano de intoxicação traçado por Mário Lino, que passou a ser o macaco escondido que deixou o rabo de fora.

 

Lino teve de improvisar. E para cobrir a retirada pôs um porta voz da Rave a jurar que tem estudos favoráveis à solução Alcochete - e que o mal está apenas na soluções técnicas apresentadas pela CIP.

 

Mário Lino falhou no essencial. Foi apanhado com a mão na massa – com a boca na botija. O segredo do sucesso deste tipo de campanhas é serem silenciosas e ninguém dar por elas. 

 

A regra número um é o maestro ficar na sombra, de luvas calçadas.  Mas o ministro não conseguiu evitar deixar as impressões digitais espalhadas por todo o lado.

 

Lino, o ministro que não tem tempo para ler (e por isso o mais que pode fazer pelo estudo da CIP é, disse ele, «dar-lhe uma vista de olhos») é um amador. Um intoxicador de água doce.

 

Jorge Fiel

 

Segunda prestação da declaração de amor

 Pátio das Nações do Palácio da Bolsa

 

Esta segunda prestação do inventário de 100 coisas que amo no Porto é totalmente preenchida por calhaus, ou, dito de outra maneira, por uma lista de 20 maravilhosos exemplares de património edificado da nossa cidade.

 

Mas quero sossegar os bussolistas. Nos três fascículos que faltam, serão listadas coisas bem mais leves, como cafés, restaurantes, jardins, experiências e ofícios correlativos.

 

21. Palácio da Bolsa

 

Não é por acaso que é o monumento mais visitado do Porto. O majestoso Pátio das Nações, coberto por estruturas metálicas envidraçadas, deslumbra-nos logo à entrada. O Palácio da Bolsa foi construído em meados do século XIX por iniciativa (e a expensas) da Associação Comercial do Porto. A fachada neo-clássica, correcta mas severa, esconde no interior jóias como o faustoso Salão Árabe, a antiga sala de audiências do Tribunal do Comércio e uma magnífica escadaria de mármore e granito.

 

22. Mercado Ferreira Borges

 

Belo exemplar da arquitectura do ferro, em boa hora recuperado por Paulo Valada. Recebe exposições e acontecimentos culturais.

 

23. Muralha Fernandina

 

O acesso não é fácil (faz-se através do interior do Instituto Dr. Ricardo Jorge, pelo que as visitas estão limitadas ao horário deste organismo público) mas o resultado recompensa o esforço. Nas ameias deste pano de muralha quatrocentista, sinto-me como o Di Caprio na proa do Titanic: «I’m the king of the world»

 

24. Torre dos Clérigos

Pisa tem um torre inclinada. Londres uma torre prisão. Paris tem uma elegante torre em ferro. O Porto tem uma honesta torre barroca – que, Alexandre O’Neill «dixit», é uma espécie de ponto de espantação.

 

Concluída em 1763, foi riscada pelo arquitecto italiano Nicolau Nasoni, que está sepultado ali ao lado, na igreja dos Clérigos, e deixou espalhada pela cidade abundante e boa obra, como Palácio do Freixo. Da torre, que é o ex-libris da cidade, disse Teixeira de Pascoaes: «É o Porto espremido para cima». O cimo da torre, a 75 metros de altura, é acessível a quem pagar bilhete de entrada e se dispuser a subir 240 íngremes degraus de uma escadaria em caracol.

 

25. Estação de S. Bento

 

O sólido edifício neoclássico estação ferroviária de S. Bento alberga no seu hall belíssimos conjuntos de azulejos de Jorge Colaço, alusivos aos transportes e a episódios marcantes da nossa história. Particularmente interessantes os que retratam a entrada de D. João I na cidade, quando do casamento com Dona Filipa de Lencastre, e a submissão de Egas Moniz e família ao rei de Leão.

 

26. Casa da Música

 

Parece um volumoso meteorito que aterrou ali junto à Rotunda da Boavista. Não demorará muito até que esta bela e estranha obra de Rem Koolhas substitua a barroca Torre dos Clérigos como primeiro ícone da cidade.  

 

27. Faculdade de Arquitectura

 

Riscada por Álvaro Siza, acomoda-se harmoniosamente nos socalcos da encosta que desce até ao rio. Como é habitual na obra de Siza, a sobriedade e austeridade exteriores são complementados por surpreendentes espaços interiores, amplos e luminosos. A maquete desta faculdade é a única obra portuguesa que está em exposição na sala dedicada à arquitectura do Centro Pompidou.

 

28. Alfândega

Se tivesse que escolher o edifício que melhor simboliza o Porto, elegeria a robusta Alfândega, magistralmente recuperada por Eduardo Souto de Moura a tempo de receber a Cimeira Ibero-Americana que trouxe Fidel Castro ao Porto.

 

29. Cadeia da Relação

 

A prisão onde Camilo Castelo Branco escreveu de jacto (em 15 dias!) «O Amor de Perdição» foi reconvertida no Centro Português da Fotografia, uma metamorfose que escandalizou o Fernando Rosas (um verdadeiro palhaço!) que protestou por escrito contra a maçada que era ter de se deslocar ao Porto sempre que precisasse de consultar os seus arquivos fotográficos… Há dois séculos, a construção desta cadeia (onde também malharam os ossos o famoso ladrão Zé do Telhado e o político João Chagas), importou em 200 contos. A sua renovação, realizada no âmbito da Porto 2001, custou 600 mil contos.

 

30. Igreja Românica de Cedofeita

 

Se eu fosse do estilo de casar pela igreja seria aqui. Sem dúvida.

 

31. Palácio de Cristal

 

Os jardins são magníficos. Sempre que por lá passeio lembro-me do Chico do Palácio (para quem não sabe era um macaco) e do Sofala, o leão das unhas encravadas. A avenida das Tílias disponibiliza, de borla (grátis!) quentes recordações dos tempos em que estava guarnecida de ambos os lados com stands onde se faziam furos e se ganhavam chocolates. Os mais velhos ainda choram a destruição do primitivo Palácio de Cristal, demolido em 1951 para dar lugar a uma moderna nave de cimento armado: o Palácio dos Desportos (no entretanto, rebaptizado Pavilhão Rosa Mota), feito de raiz para receber um Mundial de hóquei em patins e que agora serve de palco para acontecimentos desportivos, concertos e comércios, sendo ainda usado como casa pela Feira do Livro. Mas a modernidade intrínseca da calota do pavilhão Rosa Mota (que, vista ao longe, dá a ideia de uma mama) mandam-nos olhar em frente e a dar-nos por satisfeitos pelo que temos.

 

32. A Casa do Roseiral

 

Situada num dos extremos dos jardins do Palácio, a Casa do Roseiral é propriedade da autarquia e seria a única razão que me poderia levar a candidatar-me à presidência da Câmara do Porto. Se ganhasse, mudava-me logo para lá.

 

33. Teatro Nacional S. João

 

Ora aí aqui está uma bela fachada amarelo ocre, como há poucas na nossa cidade. O que mais me apaixona neste edifício riscado por Marques da Silva são as figuras alegóricas da Dor, Bondade, Ódio e Amor que o ornamentam, bem o seu portentoso interior, que ouso qualificar como tão acolhedor como uma vagina.

 

34. Coliseu

 

Da autoria de Cassiano Branco, o Coliseu do Porto é provavelmente a talvez a mais bela sala de espectáculos do país. Inaugurado em 1941, com um concerto da Sinfónica Nacional dirigida pelo maestro Pedro de Freitas Branco, sobreviveu a um incêndio e à tentativa de compra pela IURD, ocorrida em Agosto de 1995.  

 

35. Palácio do Freixo

 

Esta esplendorosa moradia barroca, de frente virada para o rio, foi encomendada ao arquitecto italiano Nicolau Nasoni pelo rico cónego Jerónimo Távora. Já serviu de armazém a uma fábrica de moagens. Os trabalhos da sua recuperação foram dirigidos por Fernando Távora, o pai da famosa escola de arquitectura do Porto e descendente do primeiro dono do palácio. O grupo Pestana prepara-se para o transformar num hotel de charme integrado na rede Pousadas de Portugal.

 

36.  Paços do Concelho de Matosinhos

 

As salas das sessões públicas da Câmara e o Salão Nobre, ambas sem portas, abertas para o interior e transparentes ao exterior, expressam a filosofia do novo poder democrático exercido à vista do povo e são dois dos locais mais marcantes de um edifício (assinado por Alcino Soutinho) em que todas as suas áreas recebem luz directa do sol - e que foi enriquecido com esculturas e pinturas de João Cutileiro e Júlio Resende. 

 

37. Igreja de S. Francisco

 

É chamada «a igreja de ouro» devido à sumptuosa talha barroca que a reveste e submergiu por completo a estrutura gótica do templo. Por muitas vezes que a visite, não deixará de ficar impressionado com os 200 quilos de ouro que estão distribuídos pelo altar, colunas e pilares. As sepulturas românticas que complementam a vista à igreja eram o local favorito para o adolescente Pedro Abrunhosa se declarar às raparigas.

 

38. Infante Sagres

 

O primeiro cinco estrelas o Porto foi mandado fazer pelo industrial Delfim Ferreira. Mário Soares sempre preferiu o conforto e luxo clássicos deste hotel da Baixa à moderna funcionalidade dos cinco estrelas da avenida da Boavista. Esta preferência diz tudo sobre a alma do Infante Sagres.

 

39. Mercado do Bolhão

 

O local preferido pelos políticos de todos os quadrantes para receberem banhos televisivos de multidão. Está a concurso a sua transformação numa espécie de Covent Garden.

 

40. Estádio do Dragão

 

Um palco de emoções. Manuel Salgado impregnou o novo estádio do FC Porto do ambiente moderno e sofisticado que foi a marca de água da arquitectura da Expo 98. Sem lugares reservados para cegos ou anões, o Dragão é a âncora da renovação em curso na degradada zona oriental da cidade. «Allez, Porto, alllez. Nós somos a tua voz. Nós somos a tua voz. Queremos esta vitória. Conquista-a por nós!».

 

Jorge Fiel

 

Milhões de lucro

 

 

A SAD do FC Porto apresentou lucros dde 2.3 milhões de euros, em linha com o que tinham feito já as do Sporting e do Benfica. Foi um ano bom de vendas e daí que os resultados não surpreendam - o lucro portista é bem mais modesto mas ainda não contabiliza Pepe e Ricardo Costa, que já ficam como almofada para esta época.

Pinto da Costa nunca achou que apresentar contas "azuis" fosse o mais importante da sua obra como presidente do clube. Para ele é sempre mais importante o resultado desportivo do que o resultado financeiro e essa é uma das suas forças. E a vitória na Liga dos Campeões em 2004 foi herdeira de uma estratégia que passou por manter no clube, após a vitória na Taça UEFA em 2003, os jogadores mais importantes. Foi um risco, mais um, porque qualquer outro teria aceite as propostas que chegaram após a final de Sevilha. A decisão financeira teria sido essa; a decisão desportiva foi correr os riscos - e ganhar, depois, a Champions e a Taça Intercontinental.

 

Ainda assim, nunca gostou de ver notícias nsobre as más contas do clube. Recordo-me de na década de 90 ter feito uma manchete no Público que rezava "FCPorto: contas a vermelho". Os prejuízos do ano, se bem me lembro, eram de uns meros 4 milhões de euros. Mas quando o confrontaram com a notícia, respondeu algo como isto: "Vejam as contas do Público que são muito piores".

 

Justo é, também, que se diga, que o grande responsável pelos bons resultados das SAD dos clubes portugueses foi o empresário Jorge Mendes, hoje seguramente entre os três empresários mais importantes em todo o mundo. É um homem do Norte também ele!

Manuel Queiroz

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2008
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2007
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub