Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Apanhados pelo clima

Quando o tempo está bom pode estar-se na esplanada do Bogani a olhar para o Porto

 

A associação de defesa do Ambiente Campo Aberto anunciou que, dentro de 30 anos, o Porto vai ter um clima semelhante ao de Rabat. Eu começo a acreditar na justeza dessa previsão.

 

Apesar de ter arrefecido um pouco nos últimos dias, não é normal eu ter mosquitos no quarto em meados de Novembro e ver gente de havaianas, calções e tops a passear em ruas enfeitadas com as iluminações de Natal.

 

Também não é normal que já se tenham recenseado mais incêndios no Outono do que em todo o Verão.

 

A indústria têxtil e as lojas de vestuário estão à beira de um ataque de nervos e com toda a razão. Ninguém vai comprar sobretudos, camisolas de lã ou gabardinas quando as esplanadas estão cheias de gente a gozar o sol.

Nós, os consumidores, já decidimos que o melhor é esperar pelos saldos.

 

O que apoquenta industriais têxteis e os lojistas não é um eventual Verão de S. Martinho mais prolongado. Não, O problema é muito mais grave. Estamos a viver o prólogo dos efeitos catastróficos do aquecimento global.

 

A doença está diagnosticada. Os cientistas sabem como a combater. E os governos até já quantificaram os custos desse combate. A redução das emissões de gases para limitar o aquecimento global sacrificaria apenas 0,12% do crescimento do PIB mundial. Não é caro.

 

Sabe-se qual é a doença. Sabe-se como tratá-la. E a medicação é barata. Só que é preciso administrá-la, passar da potência ao acto, antes que seja tarde demais.

 

Por razões óbvias, as seguradoras estão bastante preocupadas com o défice de acção face a um fenómeno gerador de grandes catástrofes naturais.

 

Neste particular, são reveladores os resultados de uma sondagem promovida pela gigante Swiss Re: 80% dos CEO inquiridos estão convencidos que as alterações climáticas encerram em si um enorme risco potencial, mas apenas 40% declaram estar a fazer alguma coisa para as combater.

 

A luta contra o aquecimento global tem de ser um cruzada global, envolvendo toda a gente. Grandes organizações internacionais (ONU e EU),  governos e empresas mas também os cidadãos.

 

Nesta cruzada, compete aos Governos liderar os esforços. Publicitando e premiando as boas práticas. Castigando ou proibindo as más.

 

O nosso Governo já devia, por exemplo, ter imitado o seu congénere inglês que proibiu a comercialização de lâmpadas de alto consumo energético.

 

É urgente a adopção de uma política combinada de cenoura e bastão, concedendo tratamento fiscal favorável às companhias que desenvolvam planos de investimento na redução de emissões de carbono, e penalizando com mais impostos as que teimam em se alhear desta cruzada.

 

Como os transportes são uma das frentes mais sensíveis deste combate, os governos das nossas grandes cidades deviam concertar medidas de guerra ao automóvel, tornando desconfortável e caro o seu uso. Aumentar os preços do estacionamento e adoptar medidas de tolerância zero ao parqueamento ilegal, estimularia o uso de transportes públicos.

 

Ninguém pode ficar indiferente a um combate em que o que está em jogo é o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos – e do planeta.

 

Jorge Fiel

 

Este artigo foi publicado hoje no diário económico Oje (www.oje.pt)

Onde é que está o Norte ?

 

 

 

 

  Decidi hoje lançar aqui no Bússola  uma magna questão para o país que somos , mas também para o blogue que temos e para os quase 20 mil bussolistas que já disseram presente neste cantinho do SAPO.

 

Para  além de se tratar de uma decisão que sempre me preocupou , ganhei alento quando verifiquei que, ainda que inconscientemente, ela tem sido aflorada em alguns comentários bussolísticos mais profundos.

 

Por outro lado  é um assunto que já tem merecido larga discussão em Inglaterra , que até passa por ser um país onde se discutiria mais facilmente a cor das notas do Euro do que tal coisa.

 

Se eu não soubesse que é a mais pura das verdades jamais acreditaria que existem milhares de cidadãos ingleses obcecados pela discussão de saber onde acaba o Norte e começa o Sul de uma ilha , em que seria mais normal querer saber quem vive à direita e quem vegeta à esquerda.

 

O objectivo não é político-administrativo.Todos sabemos qual é a Região Norte no quadro das 5 regiões plano e não é preciso mudar. Neste blog julgo saber que somos todos adeptos das 5 regiões e portanto nem  vou perder tempo a tentar explicar que há regionalistas ressabiados que sempre defenderam 9 regiões em vez das 5 , o que já na altura me pareceu uma desculpa do PS para não assumir a vitória no referendo.

 

 

Devo confessar que tenho muitas dúvidas sobre as localidades por onde deva passar essa linha e é também por isso que trouxe ao Bússola esta discussão.Sobre ela penso que devíamos fazer uma mega sondagem e estou  já a ver com a responsável por esta área

no Sapo a melhor maneira de facilitar a participação de todos os bussolistas interessados.

 

É minha intenção publicar na página deste sítio uma  espécie de infografia com o mapa de Portugal ajudando os bussolistas menos viajados ou de memória mais dura a reconstituir

as terras e os rios deste país , que muitos sabiam de cor na escola primária mas que agora já esqueceram.

 

Como princípio de discussão eu diria que a antiga fronteira do Pombal deixou de fazer sentido. Será que a velha ideia que o Norte e o Sul se dividem em Rio Maior , onde nos tempos da Revolução nos armávamos de mocas para suster o avanço dos comunistas, ainda é repescável.?

 

Tenho a certeza de que ao longo das próximas semanas muitas serão as perguntas , as sugestões e as reclamações, mas se não faz nenhum sentido que alguém venha reclamar que Lisboa é do Norte só porque se situa a norte de Setúbal,  também é verdade que quem neste blog já defendeu que o Porto é do Sul , porque assim parece visto de Braga,merece ver referendada essa sua bizarra conclusão.

 

Como sugestão final e elemento facilitador da discussão aqui vos deixo outra ideia forte que não reunirá certamente o consenso geral : Zonas como Coimbra e Leiria  deviam ser consideradas zonas neutras ,criando uma zona tampão, uma terra de ninguém, em que os seus habitantes poderiam escolher o campo mas sem nunca terem o direito a construir a sede do movimento nortista ou sulista nas suas paragens.

 

Exército de Salvação Nacional

 

Batalhão Bússola

 

Quartel de Nevogilde

 

07 /11 /20

 

Manuel Serrão

 

 

 

 

 

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2008
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2007
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub