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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

...

 

 

Bom  dia caros bus sulistas :

 

   Serve este post para convidar todos aqueles que tenham disponibilidade e vontade para estarem presentes hoje pelas 18.30 no edifício da alfandega do Porto onde farei a apresentação do meu livro intitulado "Os Retornados - um amor nunca se esquece".

  

    A obra será apresentada por Elisa Ferreira e pelo jornalista José Ferreira Fernandes.

 

    O livro, colocado no mercado há apenas uma semana, já lidera os tops de vendas das principais livrarias, facto que acontece, creio eu, por se tratar de um tema muito pouco abordado no nosso país sobre aquela que foi a maior ponte aérea de sempre em Portugal e a saga dos Retornados, ainda que já  tenham decorrido 30 anos sobre esse momento da história contemporânea portuguesa.

 

    O êxodo de Angola para Portugal entre 1974 e 1975 atingiu cerca de meio milhão de pessoas e abalou e transformou profundamente a sociedade portuguesa.

 

     Além das inúmeras histórias verídicas relatadas no livro sobre esse momento da história portuguesa, a obra é também romanceada.

 

Deixo um pequeno texto de pré publicação do livro  neste nosso blogue:

 

"...pela frente um longo corredor com filas repletas. Joana nem conseguia olhar para os passageiros que enchiam aquele Jumbo 747. Firme, de olhar pregado no fundo do corredor esperou que a voz do comandante a salvasse daquele prolongado silêncio.

  Bem-vindos ao voo 233 da TAP. A nossa viagem com destino a Lisboa tem a duração de 7 horas e 35 minutos. O tempo previsto em rota é bom. Peço a vossa atenção para as instruções de segurança que a seguir apresentamos".

   O Comandante Afonso Rosa sabia que não podia alongar-se muito mais, nem sequer deixar transparecer um sorriso. Dizer a todos aqueles passageiros "bem-vindos ao voo 233 da TAP" já era demasiado doloroso. Ninguém naquele avião desejava fazer aquela viagem..."

 

 Um abraço e boas leituras.

 

 

Menezes e a comunicação

Confesso que tenho andado angustiado  com a situação política. Não propriamente com os balanços que se vão fazendo dos três anos de Governo - muito previsíveis consoante o analista ou a proveniência ideológica dos comentários; nem sequer com a força da manifestação dos professores, tão esperada como ineficaz face à teimosa arrogância do Governo; e muito menos com as peripécias futebolísticas das nossas principais equipas na Europa... O que me preocupa é o modo como a crise interna so PSD está a ser coberta pela comunicação social.

 

Em resumo, é assim: o dr. Menezes fala, faz uma qualquer resposta e imediatamente é "derretido"... Jornais, rádios e televisões são rápida e eficazmente invadidos de notáveis, a maior parte sociais-democratas,  que atacam, trucidam, rebatem, indignam-se com as ideias do presidente do PSD... e quando este consegue no meio da balbúrdia responder,  nova vaga de comentários submerge qualquer hipótese de êxito por parte da actual direcção social-democrata.

 

O que é estranho, depois de alguma atenção nas últimas semanas, é que os jornais, rádios e tvs ouvem ou citam sempre a mesma dezena se nomes, a saber: Pacheco Pereira, Miguel Relvas, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite, Rui Rio, Aguiar Branco, José Luís Arnaut e mais alguns que, como estes, foram e são inimigos declarados de Luís Filipe Menezes, nomeadamente na campanha interna do seu partido... Além destes, uma outra dúzia de comentadores e editorialistas que previram a impossibilidade de Luís Filipe Menezes chegar á presidência do PSD afadigam-se agora em ter razão à posteriori...

Muito bem, é a vida! - dirão alguns mais cínicos. Pois, acrescento eu, é mesmo a vida, só que é estranha...

 

O que eu estranho é a dificuldade que os órgãos de comunicação parecem ter em ouvir quem esteja de acordo com Luís Filipe Menezes, nomeadamente e pelo menos os que fazem parte da sua direcção política ou até aqueles que lhe deram uma maioria de dois-terços no último Conselho Nacional do partido... Afinal, onde estão os "notáveis" quando o partido reúne os seus órgãos estatutários? E onde estavam esses notáveis nos últimos congressos do partido? Ausentes? Pois agora que legitimidade tem para protestar tanto e de repente mostrarem tanto interesse na vida do partido? E afinal não era uma boa parte destes notáveis dirigentes do partido qundo este foi ilegalmente financiado e condenado por isso?

Não posso deixar de achar muito estranho que tudo isto não seja sequer aflorado na comunicação social hoje nas mãos de três ou quatro grupos económicos (todos em Lisboa, por acaso...).

 

Por exemplo, ainda hoje se fizeram manchetes com o comentário de Ferreira Leite atacando a direcção do PSD por este ter chamado Rui Rio ao Conselho de Jurisdição do partido... E agora compare-se com o (não) destaque ou mesmo silenciamento da posição de Mota Amaral em defesa de Menezes...

 

Há explicação para esta diferença de tratamento?

O Foz Velha e a Lisboa pequena


(Uma das salas do Foz Velha)


Estive recentemente no Foz Velha no jantar do quinto aniversário - aqui vão os parabéns atrasados para o chefe Marco Gomes e a sua Carla. Já se sabe que se come divinalmente naquela casa e em dia de aniversário é... de cair para o lado com tantos sabores.

Acontece que na minha mesa ficaram, claro, outros ilustres comensais, como a Estela Machado, da RTP, que há-de ser a minha professora de golfe quando eu me dedicar a esse desporto.

Não divagando demasiado do que aqui me traz, prossigo. Na mesma simpática mesa estava também um simpático casal lisboeta, o dr. Cabanelas e a mulher, a viver no Porto há salvo erro 23 anos. Mas, dizia o dr. Cabanelas, "a minha mulher não gosta disto, nunca se adaptou". Seria do frio, seria da chuva, que vento não era certamente e atrevi-me a perguntar à simpática senhora. A resposta foi implacável:

"Aqui as pessoas é só casa-trabalho-casa!".

Pois claro, estamos na cidade do trabalho, assim reconhecida até por alguém da melhor sociedade lisboeta.

Mas há mais. Conta o dr. Cabanelas:

"Vim há 20 e tal anos por três meses para estagiar no prestigiado instituto do prof. Guimarães dos Santos e fui ficando. Mas no dia em que cheguei, era véspera de feriado e fiquei logo admirado porque estava toda a gente a trabalhar. E disse logo: além de médico também sou engenheiro. Engenheiro de pontes!". Não percebi à primeira, mas percebi logo à segunda: "Nunca trabalho nas pontes!".

E por isso, o nosso caro e simpático médico ficou por cá - sempre conseguiu fazer pontes...

E por aqui se vê como é difícil para alguns lisboetas adaptarem-se ao clima cá de cima. É que por cá trabalha-se!

Mas isto pega-se, asseguro-vos. O próprio dr. Cabanelas me explicou que a filha, que veio para cá pequenita e hoje é naturalmente grande e trabalhadora, já não tem esses problemas e adora o Porto.

A lição, óbvia: não é de nascença, mas é preciso catequizá-los de pequeninos. Aí ficam tão bons como nós.

Manuel Queiroz

 

Reviver o futuro em Castelo de Vide

 

 

 

No fim de semana que agora acaba estive num Norte especial e fora do comum : o Norte Alentejano. A primeira coisa que é preciso dizer , diz bem do Norte. Enfim ...diz bem de todos os nortes : A Região de Castelo de Vide ´e um regalo para os olhos e um conforto para a alma.

 

Tanto no campo que a rodeia , como no seu perímetro ubano , cujas dificuldades fomos vencendo à medida que um determinado grupo ia sendo chamado para validar as confidências,a região de Castelo de Vide merece uma visita urgente.

 

Mas não só  ! Para além do óbvio ululante  , vão encontrar pessoas que se lembram  que está  na berra outra realidade menos conhecida que também merece um olhar atento e urgente  e que é a Orientação ! Ou não fosse esta modalidade um desporto em que a bússola assume uma presença indispensável . Sempre a apontar o Norte , para ninguém se sentir perdido. Como o país está bem necessitado , mas isso hoje não interessa nada , como dizia a Teresa Guilherme.

 

Também neste fim de semana e também em Castelo de Vide fiz a minha estreia na modalidade de Orientação.

 

Sirvo-me deste blog para a  recomendar a toda a tribo , que gosta de  desporto, vida ao ar livre , experiências diferentes e não traumatizantes ....

 

Como se trata de uma modalidade menos mediática mas que começa a enraizar-se no desporto escolar , não tardará teremos atletas com capacidade para dar o salto em direcção a uma competitividade que no Norte da Europa ( sempre o Norte...) já  é considerada desporto nacional

 

Para aqueles que nunca tinham ouvido falar nesta modalidade  , que luta para alcançar o sonho de se tornar olímpica ( e tem todas as condições para isso ) aproveito para recomendar que se inscrevam numa prova aberta a todos os debutantes que terá lugar no fim de semana de 19 e 20 de Abril nos maravilhosos jardins da Fundação de Serralves , o que acontecerá pela primeira vez.

 

Até porque sendo a primeira nunca se sabe se não será também a última  , trata-se de uma oportunidade imperdível.

 

Para mais informações em www.gd4caminhos.com

 

À frente deste que é um dos principais clubes da Oriemtação , está Fernando Costa , um verdadeiro homem do Norte !

 

Exército de Salvação Nacional

 

Batalhão Bússola

 

Pelotão desportivo

 

Manuel Serrão

 

 

 

 

 

 

 

 

..........a indignação do nosso ensino

 

Em dia de «Marcha da Indignação» os professores dirigiram-se a Lisboa.  A viagem começou cedo para muitos dos docentes que quiseram protestar contra as políticas governamentais para a Educação.

 

 E foram muitos os que se indignaram e chegados à capital pediram mesmo a demissão da ministra.

Realmente 100 mil demonstra uma coesão de classe muito grande!

Os meus parabéns!

 

Caros professores estou completamente solidário com a classe, com as suas preocupações, com a falta de respeito que a tutela por vezes demonstra, mas meus caros não se deixem instrumentalizar.

 

Sabemos que, como em outras profissões , há pessoas que pouco gostam de trabalhar , há docentes muito fracos a ensinar nas nossas escolas,continuamos a ver em alguns professores umas balditas que nada abona para a classe, continuamos a ver os nossos miúdos,com uma cultura muito a desejar.

 

A avaliação de desempenho dos professores tem que ser feita, possivelmente não agora mas para o próximo ano, é urgente fazer um levantamento das competências do corpo docente de modo a poder fazer a melhoria contínua dos recursos piores  preparados.

 

Qualquer empresa competitiva a avaliação de desempenho dos seus recursos é um imperativo.

 

 E agora?

 

A tutela vai continuar o seu caminho não ouvindo as queixas dos docentes de falta de respeito e que parem as medidas para ouvir as escolas, e os professores sem prejudicar os alunos irão continuar as suas lutas na rua e sei lá uma manifestação no Porto com outras 100 mil professores....o comercio do Porto agradecia!

 

Os professores são uma gota de água no descontentamento que vai no país e isto é que é a grande realidade!

 

Um abraço

MRC

Fazer de Novo o "NOVO PORTUGAL"

Nos últimos dois dias cerca de 120 homens e mulheres com menos de 45 anos, resolveram subir o Rio Douro e reflectir em conjunto sobre que novos desígnios Portugal deve acolher para melhorar decisivamente o seu desempenho, promovendo melhor e mais auspicioso futuro aos Seus vindouros.

Tal como o inefável Carlos Pinto Coelho recorrentemente afirmava no saudoso “Acontece”, “ eu estive lá” e fui testemunha privilegiada e comprometida desta realização promovida pela ANJE e pela Sedes.

O trabalho tinha sido iniciado algumas semanas antes. A metodologia era prometedora. Ao invés de se discutirem os tradicionais sistemas operativos do Estado, aqui a aposta foi a de escolher sete elementos referenciais que fariam emergir, depois de uma induzida reflexão, sete desígnios maiores para Portugal.

Foram organizados 7 grupos em torno dos seguintes referenciais:

Pessoas, Espaços, Recursos, Cultura, Conhecimento, Organização e Valores.

Não é possível resumir neste espaço os desígnios escolhidos, porque eles surgiram enquadrados num contexto próprio e fundamentados em pressupostos que carecem de boa digestão.

Como síntese do conjunto dos desígnios propostos, poderia ensaiar qualquer coisa como:

Apostar na qualificação integral das Pessoas e na regeneração, reabilitação e dimensão crítica dos Espaços, por forma a proporcionar uma eficiente utilização dos Recursos naturais e humanos capaz de propor uma Cultura nova, ancorada no Conhecimento, na criatividade e na tecnologia e servida por um modelo de Organização transparente e eficiente que promova permanentemente os Valores da responsabilidade, do mérito e da excelência…,

 

Síntese, que apesar da vantagem de ser descartável e se meter no bolso, tem o pecado mortal de ser injusta, redutora e desproporcionada ao genuíno e elevado esforço de “construir” a que, com agrado, presenciei.

Talvez mais importante do que as próprias conclusões, é esta ideia da vontade autêntica de participação de uma geração nova que não tem os preconceitos da guerra, da ditadura ou do condicionamento industrial, que conhece o mundo (40% dos presentes estudaram ou trabalharam fora do País), domina a tecnologia e gosta, felizmente muito, do Seu País.

Esta a principal esperança deste Grupo que promete continuar e comprometer-se, sempre com independência mas seguramente com a determinação de fazer render os Seus Talentos pelo futuro de Portugal e das novas gerações de Portugueses.

A última razão de esperança para este PPR escrito em Português e generosamente dedicado às gerações futuras é o facto de, como muitas outras coisas boas, ter nascido no Norte, numa inspiradora viagem por esse Douro austero e memorial e baptizado (apresentado à comunidade), um dia depois na cidade do Porto na moderna, criativa e também promissora Casa da Música.

Tudo razões para desejar longa e profícua vida ao “Novo Portugal” e ao seu genuíno propósito de ajudar a fazer, generosamente, o Portugal Novo!

 

António de Souza-Cardoso

 

 

 

 

Duas perguntas judiciosas a propósito do «boom» do Porto como destino turístico

 

Penso que nunca me esquecerei da conferência de imprensa em que Michael O’Leary, vestido com a camisola do FC Porto, lançou a operação da Ryanair para o aeroporto Sá Carneiro.

 

Michael sabia que a recente vitória dos dragões na Champions e a anunciada transferência de Mourinho para o Chelsea ia ajudar o Porto a ser um destino sexy para os viajantes ingleses.

 

Mário Ferreira, o empresário do Douro Azul, estava sentado ao lado de um  dono da Ryanair obviamente interessado em tirar partido da fama de que o Vinho do Porto desfruta nas ilhas britânicas e oferecendo um produto que combinasse cidade com um cruzeiro fluvial até aos socalcos onde nasce o vinho.

 

A operação Porto da Ryanair tornou-se um enorme sucesso e ajuda a explicar a performance notável do Sá Carneiro, que viu o número de passageiros que o usam explodir de três para quatro milhões entre 2006 e 2007 – e passou a estar ligado a 56 destinos através de 16 companhias aéreas.

 

O turismo em Portugal deixou de ser apenas Algarve, Madeira e Lisboa. O Porto e o Norte passaram a figurar no mapa – assim como o Alentejo s os Açores,

 

São vários os sinais da importância crescente do turismo na nossa região, que foi a que conheceu no ano passado um maior aumento de dormidas.

 

Mesmo na época baixa, as ruas do Porto são diariamente sulcadas por «double deckers » descapotáveis bem guarnecidos de turistas estrangeiros.

 

A prestigiada revista de viagens Condé Nast Traveller elegeu o Porto, na sua edição de Janeiro, como o único destino português de um total de 14  recomendados aos seus leitores.  A Casa da Música, Serralves, o Coliseu e a Torre dos Clérigos são os pontos obrigatórios de visita salientados.

 

O investimento no Sá Carneiro - premiado internacionalmente e o único português servido por metro -  já começa a dar frutos.

 

A sábia decisão de fundir numa só as diferentes regiões de turismo nortenhas faz também todo o sentido.

 

Há todas as condições para que o turismo se torne um dos sectores mais importantes da nossa economia regional e até venha a ser uma das alavancas do ressurgimento nortenho.

 

Mas para que isso aconteça é preciso acabar com os entraves burocráticos que impedem a concretização de vários importantes projectos de investimento na região do Douro.

 

E é também preciso ser ousado e descomplexado.

 

Por que não negociar com a Região de Turismo de Lisboa a inclusão de uma escapada até ao Porto nos programas oferecidos aos «shortbreakers« que visitam, a capital?

 

Por que não fazer uma campanha de turismo interno, visando convencer os lisboetas a virem passar um fim de semana ao Porto?

 

Jorge Fiel

 

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

 

 

Melhor Educação

Não gostei do que diz hoje no JN, Eduardo Cabrita, Secretário de Estado da Administração Local, sobre o papel da autarquias na Educação.

Diz o nosso governante que a "educação vai passar a ser prioridade das câmaras".

Parece-me mal por duas ordens de razão:

A primeira é o facto deste tipo de afirmações me "cheirar" a uma intromissão do Governo na vida das autarquias locais.

O Poder Local livre e democrático - uma das maiores conquistas da revolução dos cravos - não obedece a "ordens" governamentais, tem objectivos próprios que assume com as populações e é, de quatro em quatro anos, escrutinado pelo povo.

A segunda razão tem a ver com o facto das autarquias locais já há muitos anos terem percebido que a Educação é mesmo a prioridade das prioridades.

Digo-o com experiência. Fui responsável pela Educação numa das grandes autarquias portuguesas e cedo percebi que o futuro começava na escola.

Melhor. Na Pré-escola.

Uma criança feliz na Escola é uma criança feliz para a vida e disponível para aprender.

Tinha esta convicção e consolidei-a um dia em conversa informal, mas profunda, com o então Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.

Dizia o Chefe de Estado, em jeito de confissão e ao mesmo tempo de aconselhamento, de que se voltasse a ser Presidente de Câmara iria canalizar a maioria dos seus esforços para a Educação.

E reafirmava convictamente: - É o futuro! É o futuro!

De acordo.

Felizmente as autarquias perceberam isto há já alguns anos.

Deixo aqui uma pequena nota para reflexão.

As escolas do Pré e do 1ºciclo são da responsabilidade das autarquias. Vejam como estão e como funcionam na sua esmagadora maioria?

As EB  2/3 e Secundárias dependem do Governo e apresentam habitualmente mau aspecto.

Porque será?

Será que era nisto que o Secretário de Estado estava a pensar?

 

 

As mulheres ao poder!

Arranjar uma empresária para ilustrar um artigo de capa foi um dos mais difíceis nós que tive de desatar durante os dois anos em que editei a saudosa Revista do Expresso.

A ideia era encontrar uma mulher que dirigisse uma empresa de grande porte. Passei em revista as listas do costume, o PSI 20, as «utilities», as maiores e melhores, mas nicles, nada, niente, rien de rien – nothing at all. Por mais voltas que desse, só deparava com homens.

Depois de muito espremidas as meninges, o «eureka» chegou do mais improvável dos sectores (a construção civil) , Vera Pires Coelho, da Edifer, foi a capa da Revista de 14 Dezembro 2002.

Passaram-se cinco anos, mas a relação de forças nos nossos Conselhos de Administração não mudou significativamente. As mulheres portuguesas estão em larga maioria no mercado de trabalho, mas vão se tornando uma minoria cada vez mais ínfima e escassa à medida que olhamos para cima na cadeia hierárquica, E quando chega o fim do mês, elas levam em média para casa salários 15% inferiores aos deles.

Não me parece que seja sábio deixar entregue ao mercado a correcção destas terríveis e gritantes desigualdades que afectam as mulheres portuguesas.

Compete ao Governo e aos organismos de regulação impor as medidas correctoras de descriminação positiva que tão bons resultados estão a dar noutros países.

Aqui ao lado, Zapatero deu-nos um exemplo luminoso ao formar um governo em que há tantas mulheres como homens. E a CNMV deu-nos outro belo exemplo a seguir ao recomendar às cotadas que integram mais mulheres nas administrações e cargos de direcção. No Ibex 35, somente 3,5%  dos lugares de topo são desempenhados por mulheres.

Em França, onde apenas 6% dos administradores das companhias do CAC 20 são mulheres, foi legalmente imposto um patamar mínimo de 20% .

A Noruega é o farol da luta a favor da concessão da igualdade de oportunidades no acesso a lugares dirigentes para ambos os sexos . Em 1979 ( há quase 30 anos!) Oslo aprovou uma Lei de Igualdade de Status que impõe a paridade dos sexos nos organismos públicos.

Mas recentemente foi dado um prazo de dois anos, para que as empresas norueguesas ocupem com um mínimo de 40% das administrações das empresas cotadas. Os incumpridores incorrem no pagamento de fortes multas e são ameaçados com a pena máxima da dissolução das suas companhias.

Cada qual à sua maneira, mas todos recorrendo à descriminação positiva, Espanha, França e Noruega adoptaram quotas para proporcionar às mulheres uma maior igualdade de oportunidades no acesso aos lugares de comando nas empresas.

Seria muito bom que José Sócrates, Teixeira dos Santos e Carlos Tavares aproveitassem a próxima comemoração, a 8 de Março, de mais um Dia Internacional da Mulher, para copiarem estas boas ideias e colmatarem uma desigualdade entre sexos que só nos envergonha.

Eu, por mim, anseio por ver o dia que uma primeira mulher será eleita  presidente de uma companhia do PSI 20.

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

Esta crónica foi publicada hoje no diário económico Oje (www.oje.pt)

 

De trivela

A partir de hoje tenho outro blogue, a pedido da Antena 1. De Trivela - o título, muito bom, não é meu, creio que é do Paulo Sérgio, editor do desporto da Antena 1 - e já lá está  o primeiro post. É em http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/detrivela/ .

É sobre desporto  e sobre futebol, naturalmente, e andarei por lá sempre que se justificar, mas seguramente três dias por semana, pelo menos.

Manuel Queiroz

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