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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

"Googlem"... (2)

Afinal o Prós e Contras de ontem - cuja génese da ideia e os contornos gostava de conhecer melhor... - acabou por mostrar que a "sociedade civil" também não acha grande a ideia da ministra, pelo menos na avaliação. Nem João Lobo Antunes (que foi da campanha de Cavaco), nem António Camara caucionaram aquilo. Luís Palha da Silva e Villaverde Cabral também não.

Hoje o no Público, o inefável ex-comunista Vital Moreira vem dar uma no cravo e outra ba ferradura. E dizer que as reformas tem sempre resistencia da parte de quem é afectado. É claro. Mas o ponto não é esse. Convinha Vital Moreira ler o decreto da avaliação a ver se acha que aquilo é aplicável. E convinha-me saber se Moreira é vitalmente a favor do que se pretende na gestão da escolas, que é a coisa mais parecida com o ante-25 de Abril que eu conheço. Por mim nem acho mal, mas acho pouco socialista. E para Vital Moreira deve ser pior, mesmo que hoje seja uma espécia de ministro sem pasta de Sócrates - ou antes, tem a pasta da "Defesa do primeiro-ministro" sem nenhum sentido crítico. Goebbels não faria diferente.

Manuel Queiroz

"Googlem" a ministra


(Declaração prévia de interesses: a minha mulher é professora e cada vez que ve a ministra na TV sai-lhe um palavrão e muda o canal - e ela não faltya às aulas, tem reuniões infinitas de manhã à noite e imenso trabalho burocrático sem sentido, numa escola difícil onde não regateia esforços para ajudar alunos muito difíceis. Mas este texto nasce do Prós e Contras)

A ministra da Educação teve a sua "semana horribilis" e Sócrates e Cavaco tiveram que a vir socorrer na praça pública - mais a Confederação de Pais, que deve receber dinheiro do Ministério e não pode dizer muito mal.

Onde tudo começou foi na segunda-feira passada no Prós e Contras da RTP 1: numa plateia quase só com professores, ninguém conseguiu dizer bem da ministra - o melhor que se arranjou foi alguns não dizerem muito mal.

Esta ministra  tem feito erros graves, todos os dias, perante a complacencia dos media. Na segunda-feira ficou evidente (hoje há outro, com a sociedade civil, para dar melhor imagem da ministra, imagino...). No fim-de-semana o director do Diário de Notícias, João Marcelino, dizia que gostava da ministra só que ela andava depressa de mais para o país. Mais complacencia: as aulas de substituição são uma excelente ideia mal executada, o estatuto do aluno é mau (o tal em que não há faltas e quem não aparece às aulas tem direito a mais um exame...), o da gestão da escola é voltar ao antigamento (o director que manda) e o da avaliação é inexequível. Já agora: quando se diz que "nas empresas é assim" quanto à avaliação, é uma grande mentira: nunca fui avaliado em nenhuma empresa (Notícias, Público, Record, Correio da Manhã) por 14 items de dois em dois anos. Alguém tem teoria para isto? É absurdo em qualquer empresa e absurdo no Estado. É absurdo em qualquer organização.

Acontece que a ministra está preocupada com duas coisas: com os números do Eurostat de reprovações, o que é bom; e com  o dinheiro, o que também não é mau, só que  ela não o admite (como não o admitiu Correia de Campos...). Acontece que em qualquer delas não tem nada para dar aos professores - e a avaliação é sobretudo para acabar com progressões na carreira, muitas delas de facto não fazendo sentido. Enquanto este Governo não deixar de colocar o aluno no centro de tudo - e era o saber que devia ser o centro de tudo - a coisa não vai ficar boa. (Googlem as imagens e textos sobre a ministra e vejam a popularidade - o que vos deixo é do
castelosnoar.com/cna_blog/page/3/...) Os professores são sempre a terceira prioridade, a política da ministra só tem bastão e nenhuma cenoura e eles já não aguentam. Sobretudo agora que aquilo que muitos diziam já começa a ter que ser admitido pelos media. E pelo primeiro-ministro.

Manuel Queiroz  


Dr.Rambo Pereira......o salvador

 


Rambo

 

"O combate ao crime violente será reforçado. O Governo quer manifestar repúdio por esses actos e está atento às novas formas de criminalidade violenta, apostando num policiamento de proximidade com as comunidades.As forças de segurança tudo estão a fazer, em todos os domínios, para evitar a proliferação da criminalidade.O combate ao crime violento será reforçado com medidas enérgicas" foi o que disse o nosso ministro da Administração Interna Dr.Rui Pereira

 

O que nós vimos na prática é que são só intenções pois cada vez mais há mais insegurança em qualquer zona  do País principalmente nos grandes centros urbanos.

 

Por muito menos o antigo ministro portuense Fernando Gomes foi cilindrado pela comunicação social de Lisboa o que implicou a sua demissão e com este nada!

 

Sem contar com o que se passou com os grupos rivais de seguranças na noite do Porto e nos últimos dias em Lisboa, o que se está a passar deixou de ser preocupante, passou a realidade no nosso dia a dia , este ministro já não deveria estar onde está, é um incompetente. 

 

É a Alexandra Neno que depois de ser surpreendida por um assaltante dentro do seu carro, um disparo atingiu-a fatalmente no peito.

 

É o jovem de 21 anos, Diogo Filipe Ferreira,que é baleado na cabeça no piso -1 do Oeiras Parque por dois encapuzados que tentavam furtar uma viatura.

 

O António Patriarca, 47 anos, foi abatido por engano com um tiro na cabeça no café Brasileiro em Loures.

 

Num aterro de lixo perto de Loures apareceu morta mais uma pessoa, a Luna, um travesti.

 

Em Viseu uma mulher escapou a tiros contra a sua casa.

 

Também em Viseu, dois homens, alegadamente seguranças de uma discoteca, terão sido atingidos por chumbos de caçadeira.

 

Esta madrugada na Foz do Douro na discoteca  Bela Cruz , um segurança foi atingido na nuca por um cliente,estando neste momento nos cuidados intensivos do hospital Santo António

 

 Há pouco mais de uma mês, Rio de Mouro, era palco de uma luta entre gangs, cujas as consequências ainda estão para durar e avaliar.

 

Em Ferreira do Zêzere um  final de namoro mal resolvido o rapaz mata a ex-namorada suicidando-se de seguida.

 

 Isto só prova duas coisas,  não se está a fazer uma caça às armas e  este ministério está completante fora de controlo.

 

Qualquer indivíduo anda armado, estamos todos sujeitos a levar com um tiro.

 

Já não há escolhas de locais problemáticos,pode acontecer em qualquer lugar.

 

Onde estão as câmaras? Onde estão os bravos homens da polícia?

 

 Povão sê corajoso!

 

 

 Mário Rui Cruz

Terceira Via para a AEP : “JAMAIS!”

Na quarta-feira passada o meu companheiro Bussolista Manuel Serrão deu à estampa no seu qualificado e habitual espaço de opinião do JN,  um artigo sobre as próximas eleições da AEP com o qual me revejo tão integralmente que, com risco do aroma  a  repetido, não quis deixar de pronunciar em sublinhado, nesta Bússola do Norte.

Cumpre-me pois, em primeiro lugar pedir desculpa ao autor e refugiar-me na ideia de que numa sociedade com tão escassa participação cívica também as verdades, para fazerem bom caminho, precisam de ser ditas mais do que uma vez.

O Abílio Ferreira publicou no Expresso há algumas semanas um artigo sobre as eleições na AEP onde apontava como mais fortes candidatos à sucessão do Engº Lugdero Marques, o Presidente da ATP, Dr. Paulo Nunes de Almeida e o Dr. Adalberto Neiva de Oliveira, conhecido Empresário do Grupo Cabelte.

Nenhum dos dois evidentemente inspirou ou deu azo àquela notícia, mas julgo que ela teve o condão de os pôr, aos dois, a pensar no assunto. Ainda mais promissor, de colocar os actuais dirigentes da AEP e principalmente os seus associados perante a esperança de poderem ter uma sucessão ao nível dos enormes desafios que a AEP enfrenta no futuro.

Amanhã um conjunto estrito de membros designados pelo Conselho Geral, apresentará publicamente o perfil do candidato a esta sucessão. E daí a oportunidade desta reflexão que importa ao Norte e ao País.

 Para que se não diga que não se disse, julgo em primeiro lugar que desta vez o  Engº Ludgero Marques vai mesmo sair. Conheço a vontade de renovação manifestada pelo Presidente da AEP em outros momentos eleitorais e o “caminho arrepiado” outras tantas vezes, por falta de comparência das putativas alternativas, ou pelo inequívoco espírito de Missão que sempre demonstrou. Julgo, no entanto, que o Engº  Ludgero Marques deixa um legado de tão grande valor para a AEP que não pode nem quer, arriscar-se a “desnobilitar” o grandioso trabalho que empreendeu, a levar um jogo já ganho para um incerto prolongamento. Não há, em suma e desta vez, espaço para mais do que a Grande Homenagem e o Engº Ludgero Marques sabe-o melhor que ninguém.

Julgo, em segundo lugar, que a AEP tem a sorte e a circunstância de poder contar com a disponibilidade de duas personalidades de tão rara qualidade humana e tão ajustada experiência profissional.

Conheço o Dr. Paulo Nunes de Almeida desde o ano de 1991 em que entrei para Director Geral da ANJE. Era ele então Vice-Presidente e mais tarde Presidente Adjunto da Direcção. Entendeu o destino, depois dessa experiência tão próxima, colocar-me em lugar privilegiado para acompanhar o fulgurante percurso associativo que teve desde então. Admirei sempre a sua inteligência – lógica, emotiva e relacional, mas também a determinação, a capacidade de trabalho, o conhecimento amplo das principais questões económicas e do tecido empresarial, a facilidade de gerar consensos, desenhar modelos e mobilizar pessoas.

Conheço igualmente o Dr Adalberto Neiva de Oliveira. Porque foi e ainda é Presidente do Conselho Fiscal de uma Organização a cuja Direcção presidi. Mas, principalmente, pelo notável trabalho que realizou no impulso e afirmação em Portugal da Ordem Soberana e Militar de Malta. Aprendi a admirar a sua imensa capacidade de comunicação e persuasão, pendurada num sorriso franco, generoso e confiável. A experiência empresarial e associativa do Comendador Neiva de Oliveira falam por si e dispensam bem estes meus modestos sublinhados.

A AEP tem assim a sorte de ter dois grandes possíveis Presidentes que, conhecem bem a casa, o associativismo e o tecido empresarial. Não me interessam os perfis, nem vou cair na tentação de comparar a alternativa geracional e o dinamismo tranquilo de Nunes de Almeida, com a astuta experiência e o sólido percurso empresarial de Neiva de Oliveira.

A AEP não pode provavelmente contar com os dois (ou pode?), mas muito menos se pode dar ao luxo de os dispensar. Porque não há melhores, porque só um dos dois poderá confirmar o caminho de liderança da AEP no associativismo empresarial português.

O Engº Angelo Ludgero Marques tem assim uma Missão crucial para o futuro da Instituição a que preside. Uma Missão pela qual será também avaliado na justa homenagem que o Norte e o Tempo certamente lhe farão. A de não deixar que os seus dois “melhores” se anulem na elegante recusa de um confronto, ou no desencanto da intriga que uma disputa sempre favorece. Abrindo as portas a uma terceira via menos qualificada e diminuída e também por isso mais fragilizada e vulnerável às piores especulações.

Os Associados da AEP têm igualmente esta enorme responsabilidade de não deixar escapar este irrepetível momento de afirmação, mostrando um espírito de vigilância e de empenho capaz de recusar terceiras vias e promover a escolha da melhor liderança e do melhor futuro para a sua Associação, para o Norte e para Portugal.   

 

António de Souza-Cardoso

Um panfleto contra a «cidade museu» a propósito do barulho sobre o Bolhão

 

Num dos agitados jantares que pautaram o parto da Bússola, estava em cima da mesa a escolha do local para o anúncio, «urbi et orbi», da boa nova do nascimento deste blogue.

Três hipóteses foram aventadas:

a)     Durante uma viagem do Metro do Porto até à Póvoa, numa carruagem alugada para o efeito;

 

b)    Num pequeno almoço no «trendy» bar de alterne Calor da Noite;

 

c)     No interior do Mercado do Bolhão.

A maioria escolheu o Bolhão. Assim se fez.

Apresentamo-nos ao Mundo tendo como cenário a fonte central do mercado e como banda sonora o desbocamento das vendedeiras que cravaram beijos ao Juca (acharam-no ainda mais bonito do que na televisão!) e se encostaram, dengosas, aconchegando-se na enorme solidez do Manel Serrão.

Foi um número. Um número já um bocado gasto, mas de sucesso (mediano) garantido. Não é por acaso que os líderes políticos em campanha eleitoral não dispensam a visita ao Bolhão. 

O mercado é colorido e cinematográfico o que, aliado às bocas javardas das vendedeiras (que tratam o vernáculo por tu), garante automaticamente preciosos minutos de televisão nos telejornais. A receita tem-se revelado infalível.

Vem isto a propósito da histeria que se apoderou da cidade a propósito da sábia decisão da Câmara de concessionar o mercado a privados, matando vários coelhos com uma só cajadada – evita que ele venha abaixo e moderniza-o sem ter de nos ir aos bolsos.

A «overdose» de notícias sobre o Bolhão, que infesta as colunas dos jornais e inunda os noticiários televisivos, provocou-me uma alergia ao assunto e impediu-me de me documentar com detalhe sobre o projecto da holandesa TCN.

Mas acompanhei a abertura do dossiê, que já leva alguns anos de existência.

O lançamento concurso público de ideias e projectos para a modernização do Bolhão não mereceu, à época, o mínimo reparo aos «suspeitos do costume»,  uma manada onde se distingue a «dramaturga Regina Guimarães»  - só falta mesmo lá a infatigável Dona Laura da Associação de Comerciantes para o folclore ficar completo.

Dois candidatos (a Amorim Imobiliária e a TCN) apresentaram as suas propostas e ninguém tugiu nem mugiu.

Agora que o processo está concluído e pronto a ir para o terreno, é que os contestatários de aviário despertaram para o assunto e armaram este banzé, um triste «remake» da «rivolização», que os Media, na sua doce incompetência, aceitaram transformar num lamentável Watergate à moda do Porto - num eco regional do massacre mediático proporcionado pelo desaparecimento da pequena Maddie. Um inferno.

Não conheço em pormenor o projecto da TCN para o Bolhão, mas sei que da demolição das velhas Halles, no coração de Paris, só sobreviveu o típico restaurante «Pied de Cochon», aberto 24 horas por dia.

Sei também que o Covent Garden, um velho mercado transformado em galeria comercial, se tornou umas das principais atracções turísticas londrinas, onde se pode beber um Merlot enquanto se ouve um quarteto de cordas a interpretar ao vivo peças clássicas populares – ou presenciar espectáculos de rua de habilidosos malabaristas.

As cidades não são museus. Não podem ser conservadas em formol. Os tempos mudam. Seria uma tolice enorme e um vão esforço tentar transportar intacto até ao século XXI o Porto do passado, dos barcos rabelos, do Aniki Bobó, das casas sem esgotos, das donas de casa a gritarem água vai antes de despejaram os penicos para a rua.

Só os conservadores e reaccionários não compreendem a urgência e inevitabilidade da mudança.

Por norma, as pessoas resistem à mudança. Mário Soares considerou criminosa a decisão de construir o Centro Cultural de Belém, qualificando-a como um atentado ao Mosteiro dos Jerónimos . Está aí alguém que me contesta se eu disser que o CCB valorizou e enquadrou os Jerónimos?

Os pregadores do imobilismo armaram um enorme pé de vento contra o Cubo que José Rodrigues instalou na Praça da Ribeira, recolheram assinatura contra os molhes que protegem a barra do Douro, maldisseram a arquitectura inovadora e arrojada de Koolhas na Casa da Música e agora protestam contra a largura projectada para a Via Nun’Álvares que ligará a praça do Império à avenida da Boavista.

Os conservadores contestatários não se incomodaram enquanto o belíssimo Palácio do Freixo fenecia.  Só despertaram para o destino desta jóia de Nicolau Nasoni quando a Câmara negociou com o grupo Pestana a instalação de uma Pousada de Portugal neste palácio, o que não só permite a sua recuperação e alindamento como dota a cidade de mais um importante trunfo para a atracção de turistas.  

Quer-me parecer que se as cassandras catastrofistas mandassem,  haveria uma feira de gado na praça D. João I, um mercado de cavalos nos Poveiros,  a feira do pão na Praça de Lisboa – e a árvore da forca na Cordoaria.

Acordem! Os centros comerciais e os hipermercados são as novas feiras. Aceitem a mudança. Não sejam ridículos a tentar fazer frente aos ventos dos novos tempos que sopram.

Rui Rio está certo ao recorrer aos privados para tentar recuperar espaços e equipamentos importantes para a cidade e que estão degradados, como o Bolhão, a praça de Lisboa, o Ferreira Borges, o Rosa Mota ou o Bom Sucesso.

Compete aos cidadãos do Porto participar activamente na discussão pública dos projectos apresentados pelos privados, uma atitude de vigilância para garantir a qualidade destas intervenções e a transparência dos contratos de concessão.

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

PS. Foi minha a proposta vencida que sugeria que a Bússola fosse anunciada durante uma vigem do Metro. Gosto de olhar para a frente. Adoro a História - mas o passado só me interessa para me ajudar a  perceber o presente e melhor me preparar para o futuro.

 

A Lampreia : ame-a ou deixe-a !

 

 

 

Talvez por causa da felicidade que é ver um pai completar 80 anos de perfeita saúde ( e a esperança que isso nos dá , somada a essa  alegria...), hoje acordei com vontade de escrever um post diferente do habitual , esquecendo por momentos esta espécie de ditadura da maioria ruidosa que o Terreiro do Paço exerce sobre o resto do país.

 

Imbuído deste espírito  e agora já sem perceber muito bem porquê , dei comigo a pensar no ciclóstomo que mudou a minha vida ....durante alguns almoços.

 

A lampreia é claramente um produto do Norte. Ao contrário , por exemplo do peixe espada  ,que é notoriamente um peixe do Sul,  a  lampreia não se deixa comer facilmente. Como não se deixa cozer por qualquer um.

 

Quer se queira à bordaleza , quer se faça em arroz ou então numa versão mais moderna e menos interessante do meu ponto de vista ,  que é assada no forno ,a lampreia exige um operador muito qualificado , quase certificado.

 

Mesmo respeitada a condição do parágrafo anterior , comê-la não está ao alcance de qualquer um. Não falo do custo que também não é coisa pouca , mas o que quero dizer é que não é qualquer um que tem capacidade para gostar de lampreia.

 

A lampreia não é um bitoque , nem um jaquinzinho que qualquer funcionário de um qualquer Ministério come enquanto o diabo esfrega oum olho. Para ser capaz de comer um lampreia há que ter um dom especial que nasce connosco. Não se aprende , nem se compra..

 

A lampreia só se deixa comer ou cozer por quem sabe e só quem sabe é que a merece.

Conquistado o gosto pela lampreia ela dá-nos tudo o que tem ...e até uma digestão complicada se não tivermos alguns cuidados. Mas esta consequência menos positiva é reflexo da sua generosidade e do nosso empenho : é por a querermos tanto e ela se dar tanto ,  que os efeitos do enlace perduram pelo resto do dia. Como  se nem nós , nem ela , nos quiséssemos esquecer do que aconteceu entre nós.

 

É assim que eu vejo as pessoas do Norte. Uma vez amigas , amigas para a vida. Assim fôssemos todos capazes de não nos deixarmos comer ou cozer por qualquer um !

 

Exército de Salvação Nacional

 

Batalhão Bússola

 

Departamento Gastronómico

 

Quartel de Mestre de Avis

 

Manuel Serrão

 

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