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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Alta Velocidade

Ainda anda o  país   entretido " com o frenético Sporting-Benfica de ontem - quarta-feira - e nem se deu conta que hoje já estão a ser anunciadas as obras de adaptação da Gare do Oriente para  receber o rapidíssimo  TGV.

Tal como ontem, no Estádio de Alvalade XXI, é tudo a alta velocidade na região de Lisboa!

Ainda não se tinha o país "recomposto" da terceira travessia do Tejo Chelas-Barreiro e já se anuncia outro grande investimento na zona do costume para beneficiar os mesmo de sempre.

Está bem!

Claro que é preciso dotar a zona de transportes rápidos, é lógico que as acessibilidades são fundamentais, etc , etc .

Mas serão estas as prioridades.

Então vejamos.

Um estudo Europeu muito recente apresenta a zona de Lisboa - só podia ser!- como das mais bem servidas de auto-estradas/vias rápidas da União.

Supostamente devia ser um motivo de satisfação.

Mas não é.

Os lisboetas continuam a "penar" diariamente horas e horas nas filas de trânsito e com a qualidade de vida verdadeiramente atormentada.

Confesso que deve ser horrível antes de sair de casa pela manhã o facto de pensar que se tem de enfrentar o "inferno" do trânsito.

Um caos.

Que Lisboa está "cheia" de carros é uma verdade.

Até já se fala em portagens, além das existentes, para desincentivar os automobilistas a demandarem, quase todos de forma individual, a cidade.

Será que estas são as prioridades?

A nova ponte, em vez de ser uma solução, não vai ser mais um problema?

Claro que sim. A urbanização vai crescer, os fluxos de carros e de pessoas vão aumentar.

Não tardará muito e vamos começar a falar de mais uma travessia e outra e outra...

Este o problema típico da concentração.

O país debate-se com um problema grave que é a quase ausência de cidades médias competitivas, atractivas e apetecíveis .

Isto só será possível se o investimento público for descentralizado solidariamente pelas várias regiões do país.

Só dessa forma se acaba com o isolamento, com a depressão e se atrai investimento.

Nessa altura pode ser que os portuguesas comecem a pensar de forma diferente.

No actual quadro as oportunidades "moram" em Lisboa e é para lá que "alegremente" todos emigramos ou quase somos obrigados a faze-lo.

Tudo isto se faz com Planeamento que é muito mais difícil de pensar e fazer do que encontrar, ou tentar encontrar, soluções para os problemas imediatos.

O país tem de ser pensado como um todo, que o é, e não de forma parcelar como tem sido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nós somos amish?

Alfredo da Costa Fiel, o meu pai, foi escriturário do Serviço de Transportes Colectivos do Porto (STCP)  durante toda a sua vida profissional.

Como não dava para os estudos, o meu avô, Jaime da Ressurreição Fiel,  inspector dos cobradores no STCP, meteu uma cunha e conseguiu que ele, ainda moço de 16 anos, fosse trabalhar para os escritórios, onde não estava sujeito à chuva e ao sol e não tinha de andar fardado – apenas proteger os punhos das camisas brancas com uns manguitos pretos.

Senhor de um bela caligrafia, que usava para anotar nos livros todas as ocorrências com o pessoal da companhia  (férias, faltas, participações e promoções), foi sucessivamente escriturário de 3ª, de 2ª e de 1ª até que a foi tornado obsoleto pela revolução tecnológica das máquinas de escrever e reformou-se após uma vida em que só conheceu um patrão.

Eu tenho 51 anos e sou jornalista há 29. Já conheci muitos patrões, em diversos jornais (Norte Desportivo, Comércio do Porto, Jornal do Comércio, Semanário, Expresso e Diário de Notícias), mas tenho conseguido manter sempre a mesma profissão de jornalistas e sobrevivi à revolução tecnológica do computador de cuja introdução nas Redacções fui aliás um dos agentes activos nos meus gloriosos tempos do Comércio do Porto.

Estou perfeitamente convencido que nenhum dos meus três filhos - todos eles em diferentes fases do processo de inserção no mercado de trabalho (a Mariana está a trabalhar num Subway em Los Angeles, Pedro estuda Astronomia no Porto e o João anda a tentar deixar de ser analfabeto) -  vai conseguir atravessar a vida com a mesma profissão.

Na geração do meu pai era normal passar a vida na mesma empresa e com a mesma profissão.

Na minha geração é normal passar a vida com a mesma profissão, mas trabalhando em diversas empresas.

Na geração dos meus filhos não vai ser normal uma pessoa desembrulhar-se durante a sua vida com uma só profissão.

Num Mundo em desvairadas mudanças, para nos mantermos úteis, competitivos e produtivos, é obrigatório fazermos um esforço de permanente adaptação às novas realidades e de actualização dos nossos conhecimentos.

Neste contexto, é suicida a manutenção da rigidez das regras que regem o nosso mercado laboral que gerou o recurso a falsos recibos verdes que afecta 648 mil portugueses,  ou seja cerca de um em cada quatro activos que estão na situação de falsos recibos verdes

O Banco Mundial garante que Portugal é um dos onze países do Mundo em que é mais difícil contratar ou despedir trabalhadores, devido à rigidez da legislação laboral.

Na Pensilvânia, vive a comunidade amish, magistralmente retratada no filme “A Testemunha”. Os amish recusam tudo quanto seja tecnologia. Não usam a electricidade. São um pedaço dos inícios do século XIX que logrou chegar intacto ao século XXI.

Recusar as urgentes alterações ao Código do Trabalho que facilitem os despedimentos e flexibilizem os horários de trabalho, é ter uma atitude idêntica à dos amish. Significa teimar em viver no passado.

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

Esta crónica foi publicada no Diário de Noticias

 

A cigarra e a formiga e os bancos

Depois de nos últimos anos os grandes bancos portugueses terem apresentado lucros fabulosos, agora andam a pedir dinheiro aos accionistas para aumentar o capital.

Quer dizer, o neócio é este: os bancos cobram o que querem, enchem os bolsos, ganham dinheiro - tudo bem.  Depois, ou remuneram demasiado os seus accionistas - é uma possibilidade, embora pequena possibilidade, convenhamos - ou gastam mal o dinheiro, pagando, por exemplo, demasiado aos seus administradores e quadros. 

O quenão faz sentido é que, no primeiro período difícil, venham logo pedir dinheiro aos accionistas porque há contas a pagar.

Quer dizer: era como se eu tivesse um bom salário durante anos e um dia um dos meus filhos tinha que fazer uma operação e eu ia fazer queixa ao meu pai de que a cirurgia era muito cara e se ele se encarregava da continha.

Nos meus modestos conhecimentos de economia - se fossem muitos ia para banqueiro... - não consigo definir isto de outra maneira. Agoraboa gestão não há-de ser com certeza porque se fosem tinham feito como bem explica a história da cigarra e da formiga: trabalhar, ganhar e guardar um bocadinho para as invernias.

Já li e ouvi muitas explicações dos banqueiros e dos ministros para a

crise financeira. Mas ainda não ouvi nenhum a explicar-me porque nas Faculdades de Economia onde andaram não lhes explicaram a teoria dos ciclos (os bons e os maus) ou, como dizia um antigo caseiro meu, "tudo o que sobe também desce, como tudo o que entra também sai". Que é uma lição economia de muito valor, como é uma lição de vida. Só não se aplica aos banqueiros.

Manuel Queiroz

Quem te viu e quem te vê ........Chalana!!!

 

 

 
 
Fernando <a name='incorrect' class='incorrect'>Chalana</a>

 

 

 Então essa cara!

 

 Onde está o sorriso do Glorioso!

 

Queres ficar bem disposto?

 

Sai !

 

   

Esta parte final do campeonato está bastante animada não sabendo quem irá acompanhar o Futebol Club do Porto e o Vitória de Guimarães às provas europeias.

 

Se por um lado temos um Sporting desmotivado e sem aquela regularidade que mister Paulo Bento quer fazer transmitir, lembremos o que se passou com a Taça da Liga e com a Taça UEFA, em que nesta  prova fizeram um bom resultado na Escócia e foram mais uma vez humilhados na sua própria casa, por outro lado temos um Benfica sem graça, sem categoria que é humilhado em sua própria casa por 3 - 0 por uma Académica, treinada por um Dragão de Ouro e composta  por vários jogadores do Futebol Club do Porto que arrasaram a equipa do Benfica.

 

Ainda bem que o Engenheiro saiu assim como o próprio Camacho que foram vitimas da desorganização e da incompetência do seu presidente, aquele que não percebe nada de futebol e tão pouco vai aos estádios

 

Benfiquistas, segundo o presidente Luís Filipe Vieira esta era a equipa mais forte do Benfica nestes últimos anos, estão em quarto lugar, tenho imensa pena que não tenha um equipa mais forte, para dar mais luta para o segundo, terceiro lugar.

 

 Em relação ao pequeno mister Chalana não sei o que dizer, foi um ponta esquerda muito bom ,mas foi, agora é um homem corajoso em que a palavra perder não faz parte do vocabulário e diz que o Benfica não precisa de ser ajudado pelos árbitros ,  quando está nas conferências de imprensa faz uma triste figura de semi analfabeto. 

 

 Quem te viu e quente vê Chalana!

 

 

Máro Rui Cruz

As Prioridades do Novo Rico

Ontem o Semanário Expresso esclarecia os portugueses que Lisboa é a Região da Europa com mais auto-estradas constituindo-se pois, à míngua de outras lideranças, como a “capital europeia do betão”.

Mesmo com o habitual centralismo a verdade é que o País como um todo, também não deslustra, sendo um dos primeiros da Europa no que a Kms de Auto-Estrada diz respeito.

Este assunto, como o que nos entreteve nos últimos meses sobre a imperiosa necessidade de um novo aeroporto, em Lisboa, contrastam de forma arrepiante com as restrições impostas às empresas e às famílias por uma fiscalidade pesada e de aplicação arbitrária e tantas vezes iníqua.

O mesmo, se pensarmos noutras desproporcionadas comparações:

A obsessão por um TGV que quando existir será já obsoleto, em comparação com as restrições impostas na politica de educação.

O embuste da necessidade de uma nova Ponte sobre o Tejo que servirá apenas para congestionar a capital com mais 40.000 carros, quando comparada com as severas economias impostas em matéria de saúde, com urgências e maternidades a fecharem por todo o lado.

Enfim custa muito perceber esta inversão total de prioridades.

Principalmente num Governo que, na promessa de acabar com os lobbies, se ficou por uns quantas medidas dirigidas a pequenos retalhistas das Farmácias, assobiando para o ar nos “furacões” da Banca portuguesa e alimentando, em obras públicas faraónicas, o sector da construção civil.

Surpreendentemente (ou talvez não) dois dos sectores da actividade económica que mais empregos proporcionam à classe política, como ainda recentemente voltamos a constatar….

 

António de Souza-Cardoso

 

 

Parar a cristiano-ronaldização do país

 

É sempre uma grande chatice convencer o meu filho João, que tem sete anos, a fazer os trabalhos de casa. Eu e a mãe bem nos esforçamos para o fazer compreender que precisa de aprender para no futuro ter uma vida melhor. Mas a antiga eficácia deste argumento desmorona-se como um castelo de cartas quando ele nos responde: «Eu não preciso de estudar porque quando for grande vou ser jogador de futebol».

O João frequenta aos sábados de manhã a Escola de Futebol Hernâni Gonçalves. O treino é ponto alto da semana dele. Se queremos ver uma cara entusiasmada é olhar para a dele quando se está a equipar com os calções azuis e a camisola laranja, com o nome dele impresso atrás, acima do número 3 .

Eu sei que o João não vai ser jogador de futebol. O jeito que ele tem é escasso para ser bem sucedido na profissão que mais se valorizou no último quarto de século. Nunca como hoje os futebolistas ganharam tanto dinheiro e estiveram tão bem cotados socialmente.

Casar a filha com o Cristiano Ronaldo seria um sonho para a maioria dos pais. Mas há não muito tempo atrás, poucos eram os que não torciam o nariz face à hipótese de ter um futebolista como genro.

Não fico triste por o meu filho não ser como o Bruno Silva, o miúdo de oito anos que com seis já dava 30 toques seguidos na bola -  e que depois de ter sido observado pelo Real Madrid acabou comprometido com o Benfica e o Sporting, uma trapalhada derivada do facto de ter um pai ganancioso que já se imagina com um Cristiano Ronaldo em casa.

Eu fico triste ao saber que no ano passado, só no concelho de Braga, 176 crianças abandonaram a escola primária para irem jogar futebol. E fico apreensivo quando leio nos jornais que o Rodrigo Bastos, das escolas B do Fermentelos, tem um contrato válido por quatro anos com o Sporting.

E mais apreensivo fico quando observo o comportamento de muitos pais nos torneios em que a equipa do João participa. Vivem o jogo dos miúdos como se tratasse da final das Champions e vestem a pele de Mourinho ao estarem permanente a gritar instruções aos filhos - «Sobe, sobe!», «Olha a marcação! », «Dá-lhe nas pernas». Olho para eles e sinto que olham o filho como um investimento e sonham ser os pais milionários de um novo Cristiano Ronaldo.

Eu sei que a febre pelo futebol não é uma excentricidade nossa. É um fenómeno internacional. Mas em Portugal a febre já atingiu o patamar perigoso dos 40º graus. Está três graus acima do que seria desejável.

A cristianoronaldização do Portugal é excessiva e perniciosa. Como português não gosto de me olhar para o espelho e ver a cara do Cristiano Ronaldo, que o diário britânico Observer diz (talvez com razão) que é «a face de uma nação» (a nossa).

Até o futebolista Lisandro Lopez  reparou no fenómeno que numa entrevista ao La Nácion de Buenos Aires não resistiu a fazer humor com a situação: «O Ronaldo está em todos os cartazes da cidade, nas publicidades da televisão. Até o vês na sopa!»

Mas, para mim, o mais grave é que o Governo alimenta a febre. No final de 2007, quando vieram a Lisboa assinar o novo tratado da UE, os lideres dos nossos 26 parceiros europeus deram com uma cidade decorada com «outdoors» gigantescos com a cara de Ronaldo, da parola campanha promovida pelo Ministério da Economia que apresentava Portugal como a Costa Oeste da Europa.

No país europeu que mais aposta no Euromilhões, é criminoso que o Governo ele como heróis nacional um futebolista que teve sucesso por ter sido bafejado com um talento inato.

Para prosperar, Portugal precisa de mais conhecimento e de muito trabalho. Não podemos continuar dependentes de ganhar o Euromilhões de Bruxelas e sonhar que haja petróleo em Alenquer. Por isso, os exemplos a seguir que o Governo deveria apontar ao país devem ser os de um Belmiro de Azevedo, o filho de um carpinteiro que se tornou o maior empresário português - e não o de Cristiano Ronaldo que triunfou porque nasceu com bons genes.

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

Esta crónica foi publicada no Diário de Notícias

 

 

 

Literatura de Viagens em Matosinhos

Nos dias 19, 20, 21 e 22 de Abril, vai realizar-se a 3ª Edição do LeV - Literatura de Viagem, em Matosinhos.

O encontro que reune muitos escritores e personalidades que por este ou aquele motivo "correram o mundo" 

O programa, que pode ter pequenas alterações, já começa a ser divulgado.

VAI VALER A PENA!

Dia 19 - Sábado

11,00h — Salão Nobre

            Conferência de Abertura por Maria Barroso

 

15,15h — Inauguração de 3 Exposições

               

                Peregrinaçam”, de Maria Leal da Costa

                Quatro ventos , Sete mares”, de Pedro Mota

                Expo-total”, de Daniel Mordzinski

 

16,00h — Galeria Municipal

1ª Mesa  Viajar É Perder Países

                    Gonçalo Cadilhe

                    Pedro Mota

                    Isabel da Nóbrega

                    Jorge Sousa Braga

                   Moderador: Marcelo Correia Ribeiro

Lançamento de livros

Biblioteca Municipal Florbela Espanca

17h00 - “Memórias de notícias do jornal”,

de Frederico Martins Mendes, (ex-Director do JN)

edição Câmara Municipal de Matosinhos.

Apresentação de Germano Silva

 

17,30h – Galeria Municipal

2ª Mesa  África: os Imaginários por Descobrir “

                  António Cabrita

                  Luís Carlos Patraquim (Moçambique)

                  Karla Suarez (Cuba)

                  Victor Andresco (Espanha)

                  Moderador: Carlos Quiroga (Espanha)

Dia 20 - Domingo

11,00h — Ensemble Carl Orff -“ Todas as manhãs do Mundo”

(em torno de J.S.Bach, M.S. Colombe e J. Vermeer)

 Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos

 

15,30h — Galeria Municipal

3ª Mesa  Orientes e Ocidentes: a Cultura”

                  Cláudio Torres

                  José Medeiros Ferreira

                  Christian Garcin (França)

                  Fernando António Almeida

                  João Paulo Cuenca (Brasil)

                  Mod: Carlos Vaz Marques

 

Lançamento de livros

Biblioteca Municipal Florbela Espanca

17h00 - “Tormentas de Mandrake e de Tintin no Congo”

de António Cabrita

Teorema

 

18,00h — Galeria Municipal

 

4ª Mesa - “A Viagem Começa Aqui“

                Rui Reininho

                John Lantigua (EUA)

                Rhys Hughes (País de Gales)

                Fernando Pinto do Amaral

                Moderador: José Carlos de Vasconcelos

 

 22,00h — De António a Salomé"

espectáculo com Vitorino (voz), João Paulo Esteves da Silva (piano) e Daniel Salomé (clarinete)

 Salão Nobre Câmara Municipal de Matosinhos

Dia 21 - Segunda-feira

10,30h — Biblioteca Anexa de S. Mamede de Infesta

               “ Do Livro à Ilustração “, oficina com Cristina Valadas

 

10,30h — Escola Secundária de Matosinhos

                “Da Escrita sem Fitas à Escrita das Fitas “, oficina com António Cabrita (1ª sessão)

 

Lançamento de livros - Biblioteca Municipal Florbela Espanca

15h00 - “Retornados-um amor que nunca se esquece”,

de Júlio Magalhães

Esfera dos Livros.

Apresentação de Manuel Serrão

 

15,30h — Galeria Municipal

 

5ª Mesa  A Viagem do Gosto”

               Francisco José Viegas

               José Manuel Fajardo (Espanha)

               Carlos do Carmo

               José Pedro Lima-Reis

              Moderadora: Helena Vasconcelos

 

 Lançamento de livros - Biblioteca Municipal Florbela Espanca

17h00 - “Exploradores do abismo

de Enrique Vila Matas, Teorema.

Apresentação de Nuno Júdice

O que resta de Deus: uma história de desencantos

 António M. Oliveira

Edium

Apresentação de João Paulo Meneses

 

17,30h — Galeria Municipal

6ª Mesa  (Re)encontro-me Viajando “

                Enrique Vila Matas

                Nuno Júdice

                José Riço Direitinho

                Cristina Ali Farah (Itália)

                Moderadora: Laurinda Alves

Dia 22 - Terça-feira

10,30h — Escola Secundária de Matosinhos - “ Da Escrita sem Fitas à Escrita das Fitas “, oficina com António Cabrita (2ª sessão)

 

Lançamento de livros - - Biblioteca Municipal Florbela Espanca

15h00 -  

Algumas notas para a história da alimentação em Portugal

de José Pedro Lima-Reis

Campo das Letras

    

    “As agruras de Beiraldo Alma

    de José Carlos Amaral de Oliveira

    Teorema

 

 15,30h – Galeria Municipal

7ª Mesa  Em Perseguição do Sol

               EBRawson (Argentina)

              José Carlos Amaral de Oliveira

              Tessa de Loo (Holanda)

               Moderador: Vitor Quelhas

 

 

17,30h  8ª Mesa – Galeria Municipal

 

A Viagem ou a Inquietude da Solidão”

              Mempo Giardinelli (Argentina)

              Adriana Lisboa (Brasil)

              José Luís Peixoto

              Moderador: M. Sobrinho Simões

 

 

Ser campeão é como fazer amor pela primeira vez

 

 

Ser campeão é um amor de vida. Cada novo título é uma paixão invicta. Se há alguma coisa que podemos imaginar negativa nesta comparação de sentimentos é uma certa infidelidade inerente a cada nova temporada.

Ser campeão é como fazer amor pela primeira vez , mas o que é mau é que voltar a ser campeão volta a ser como fazer amor pela primeira vez. O que é bom. Cada novo título é um novo amor que nos invade a alma e nos preenche o coração de uma forma arrebatadora , fazendo-nos esquecer tudo o que já tínhamos sentido antes. Incluindo , lamento dizê-lo ( mas apesar de tudo não lamento senti-lo..), a paixão de termos sido campeões no ano anterior. E no ano anterior a esse. E nos anos anteriores a esses.

Foi assim no ano do Penta e ainda hoje recordo esses cinco anos de paixões que se foram substituindo umas às outras. Foram cinco anos quase sem tempo para respirar. Nós , amantes do F. C Porto,  aprendemos todos uma grande lição : não se ama alguém que não é capaz de ser campeão tantas vezes. Pelo menos, de verdade.

Hoje é o primeiro dia de um novo amor que, de resto, é um velho conhecido. Por outro lado tudo volta a ser novo outra vez. Como se nunca nos tivéssemos deitado com este amor de título. Para acordarmos campeões de novo. É extraordinário como depois de uma noite de amor intenso, como só os amores novos são capazes de provocar,  nos levantamos com a sensação que a paixão permanece invicta. Toda nossa , mas incapaz de se deixar vencer. Exactamente porque sabendo que não vai viver connosco toda a vida , só nos dá o que sabe que não lhe fará falta no ano seguinte, onde terá fatalmente que renascer em forma e em toda a sua plenitude. Na nossa cama , ou na vida de outros.

Como novo amor que é , quanto mais difícil , mais nos apaixonamos. Esta paixão 2007 / 2008 teve todos os condimentos para poder ser tratada como um amor vintage. Disputada pelos outros no campo e noutros campos , arrastada pela lama e pelos tribunais num profundo desdém de quem a queria comprar , esta paixão só foi a mais fácil na aparência de uma contabilidade pouco criativa.

Temos de agradecer aos nossos adversários as formas engenhosas como nos apimentaram a relação. Criando um malabarismo nas contas que aprimorou a novidade do que para nós , como já vimos ,seria sempre novo , de novo. Devemos desconfiar até se aqueles que nos habituámos a ver como adversários não são afinal os nossos melhores amigos. Quem namora durante o ano inteiro com uma paixão assolapada e na hora em que a podia consumar ainda lhe veste a melhor camisa para que outros a desflorem e desfrutem com mais prazer , não pode ser nosso inimigo. Aliás , viva o futebol , porque na vida que existe para além dele, já não se fazem amigos assim.

Quem acha que Coimbra ainda é a capital do amor em Portugal tem que ter uma fé inabalável e gostar de viver amores platónicos. O amor hoje em Portugal faz-se um pouco por todo o mundo mas tem a capital no Porto. E até em Lisboa , quando sentirem a terra a tremer , não se assustem porque não é o terramoto : é tão só a energia deste novo amor que chegou ontem e promete ficar até ao ano.

Claro que se voltarem a sentir os tremeliques daqui a duas jornadas é melhor que fiquem já a saber que essa é uma das novidades desta época : insaciável na sua induzida irreverência, a paixão deste ano exigiu duas noites de núpcias. Como se a união só assim fosse de facto.

PS . Este texto foi publicado pelo Diário de Notícias na ressaca do TRI.

Exército de Salvação Nacional

Batalhão Bússola

Departamento Desportivo

Alameda das Antas

Manuel Serrão

Um político é um mentiroso quem o diz é Jorge Coelho

Jorge Coelho diz que é um dado adquirido que “um político é um mentiroso”

A apresentação do livro “O Regresso dos Partidos” serviu de mote a Jorge Coelho para criticar a classe. Exercer qualquer cargo político é um acto de coragem quando é dado adquirido que os políticos mentem.

 Intervenção polémica durante apresentação do livro “O Regresso dos Partidos”

foto

 

 

Considero mais um escândalo a nomeação do ex-ministro socialista Jorge Coelho para a presidência da construtora Mota Engil , deverá haver uma período bastante alargado de incompatibilidade entre funções públicas e privadas.

 

"Não podemos confiar em políticos com apetite. Enriquecer não é a regra para a decisão política, mas o cuidado da coisa pública",

 

Na administração da Mota Engil há dois ex-ministros [Jorge Coelho e Valente de Oliveira] e um ex-secretário de Estado [Luís Parreirão] e, por isso, concordo com João Cravinho quando diz que é inaceitável que quem concedeu o exercício do monopólio para a construção e exploração de obras públicas tenha depois cargos de direcção na execução desses mesmos monopólios.

 

A transferência de Jorge Coelho para a presidência da Mota Engil , sobretudo em virtude do passado político e das funções ministeriais que foram exercidas por este dirigente socialista, não é eticamente aceitável, não considero sério .

 

 A Mota Engil e outras grandes empresas têm levado o que querem: ganham os concursos, têm a construção das auto-estradas, têm a construção das pontes e depois têm à sua frente os ex-ministros que contribuíram para algumas dessas decisões. Decência precisa-se!

 

Este convívio entre os grandes interesses empresariais e o seu apetite por ex-ministros é absolutamente espantoso. É preciso que não se confie em políticos com apetite, porque a política tem que se reger por regras de transparência absoluta.

 

 

Mário Rui Cruz

"A Volubilidade de Jacinto..."

A propósito do deficit democrático da televisão de serviço público, mostrado ao País com tremendismo (como agora se diz) pelo acutilante Azeredo Lopes  e sua Entidade Reguladora, alguém chamava timidamente a atenção que mais preocupante do que a prevalência do critério de interesse jornalístico ou a inevitabilidade das quotas dos partidos,  era a total ausência de valor dedicado à Sociedade Civil e suas Organizações, discriminação que infelizmente escapou ao escrupuloso relatório da Entidade reguladora.

Num País onde em termos económicos e sociais existe demasiado Estado e, em termos políticos, demasiada partidocracia, o mínimo que se deveria esperar é que esta espécie de monopólio estatal e partidocrático fosse exercido com parcimónia e rigor exemplares.

Como em artigos recente tenho falado dos excessos do Estado, tão “Novamente” paternalista que se atreve já a intervir na esfera mais íntima e comportamental dos cidadãos e contribuintes, chamo hoje rápida atenção sobre o sistema partidocrático e a conduta que tem mantido com coerência nos últimos anos.

Depois dos episódios das perseguições e expulsões no PCP, da mais recente chapelada no sistema de quotas no PSD, leio que o Bloco de Esquerda (o impoluto e estimulante “foie gras” do sistema) pensa retirar o apoio a Sá Fernandes só porque este faz um pequeno esforço para viabilizar os planos de contingência exigidos em Lisboa pela caótica situação da edilidade.

 Tudo, enfim, sinais das boas práticas em que se entretêm a nossa partidocracia..

Mas o mais tristemente hilariante é a história do cidadão Jacinto Leite Capelo Rego, cuja grotesca fonética divertiu (?) várias gerações.

 Jacinto, depois de ter generosamente doado 1 milhão de Euros ao CDS em 2004, decidiu tranferir-se agora para a Lista de apoiantes à candidatura do PS “Gente de Sintra”.

A notícia, veiculada pelo Semanário Sol, esclarece que o generoso mas volúvel Jacinto Rego reside em Belas e, mais à frente, denuncia que na distrital da Guarda do PS tem havido um anormal crescimento do partido. Segundo a notícia este impulso não terá a ver, como se poderia legitimamente pensar, com as origens do carismático líder José Sócrates.

Os factos registados são que 40 desses militantes têm, por inocente coincidência em comum a mesma morada – um apartado pertencente à Liga de Dadores de Sangue (!) da terra e outros 18 novos filiados, talvez pelo apelo à fraternidade e solidariedade que são apanágio do partido vivem, todos, na mesma moradia (!!).

Exemplos de Portugal nestes nossos dias ….

 

António de Souza-Cardoso

 

 

 

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  90. N
  91. D