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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Governo errou ao brincar com Certificados de Aforro

Teixeira dos Santos não esteve bem no episódio dos certificados 

O Governo já se apercebeu que cometeu um erro tremendo quando a 26 de Janeiro alterou as regras dos Certificados de Aforro a meio do jogo.

Ao acabar com a emissão dos Certificados de Aforro da Série B e reduzir a taxa de juros para os títulos desta série, o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) provocou uma corrida aos resgates.

Nos três meses que se seguiram à mudança das regras, os aforradores retiraram, em média, oito milhões de euros por dia, o que constitui o dobro das entradas registadas nesse período. Até Fevereiro, o valor das emissões de novos certificados foi sempre muito superior ao dos resgates.

A carta enviada aos cerca de 700 mil detentores de Certificados de Aforro, tentando sossegá-los, prova que o Governo está alarmado e não esperava uma fuga de poupanças desta dimensão.

Os bancos estão a ser os principais beneficiários desta fuga de 736 milhões de euros dos certificados de aforro – o valor resgatado nos três meses que se seguiram à calamitosa decisão governamental –, já que a remuneração que oferecem (que ronda os 4% líquidos/ano para os depósitos a prazo) passou a ser mais atraente que as do mais popular produto de poupança.

Ao baixar a taxa de juro dos certificados de aforro o Governo deu dois tiros no seu próprio pé. Abala a imagem de seriedade do Estado português e desestimula a poupança dos portugueses num momento em que os níveis de endividamento dos particulares atingiam patamares preocupantes. Mau de mais para ser verdade

 Editorial publicado na edição de hoje do Diário de Notícias

VIVA O CINEMA.................

 
 
fotografia
 
 

 

O realizador português Manoel de Oliveira manifestou-se hoje "muito sensibilizado por finalmente ter recebido a Palma de Ouro" no Festival Internacional de Cinema de Cannes, onde foi homenageado.

 

A organização do festival prestou um tributo ao realizador português atribuíndo-lhe a Palma de Ouro pela carreira, associando-se também aos cem anos que Manoel de Oliveira celebrará em Dezembro.
 

"Ao longo de um século eu cresci com o cinema e hoje eu sei que foi o cinema que me fez crescer. Viva o cinema!", exclamou Manoel de Oliveira no Grand Théâtre Lumière, onde foi longamente aplaudido.

.

"Esta foi a melhor forma de receber este prémio", disse Manoel de Oliveira emocionado, sublinhando que não gostaria de ser distinguido em competição com os seus colegas realizadores.

 

Na cerimónia desta tarde foram exibidos o filme "Um dia na vida de Manoel de Oliveira", realizado pelo presidente do festival, Gilles Jacob, e a curta-metragem documental "Douro faina fluvial".

 

Manoel de Oliveira mantém uma relação muito próxima com o cinema francês, com co-produções e a participação de actores como Catherine Deneuve e Michel Piccoli nos seus filmes e tem sido presença assídua em Cannes.

 

"Os Canibais" (1988), "O convento" (1995), "A carta" (1999), "Vou para casa" (2001) e "O Princípio da Incerteza" (2002) estiveram nomeados para a Palma de Ouro, o prémio máximo atribuído em Cannes.

 

"Em 2007, quando o festival de Cannes cumpriu 60 edições, Manoel de Oliveira foi um dos 35 realizadores convidados pela direcção do evento para realizar uma curta-metragem subordinado ao tema "A cada um o seu cinema".

 

Esta é a minha homenagem a um homem ímpar, sempre pronto para novos projectos e com uma alegria enorme de viver...

 

 

 Bússola

 

Departamento cultural

 

Mário Rui CruzMário Rui Cruzcomentários


 
 
 

Olha Para o Que Eu Digo, Não Olhes Para o Que Eu Faço ...

 

  

 

                                                                                                          Julgo que a semana que agora acaba deu alguns sinais de esperança na melhoria da jovem, mas cansada, democracia portuguesa.

 Tenho manifestado neste espaço preocupada indignação pelos muitos “Diáconos Remédios” que hoje assumem lugares de liderança e que pretendem impor assépticos, formatados e homogéneos modelos de comportamento aos seus concidadãos.

O direito á diferença, o direito de escolha e principalmente a liberdade de opinião, de expressão e de realização pessoal, parecem-me crescentemente ameaçados por este molho de novos ditames e preconceitos que, em nome de bens supremos e indiscutíveis, nos dispensam de comportamentos espontâneos e, por isso mesmo, normalmente perigosos para nós e para o colectivo em que nos inserimos.

E, por isso, temos que mudar de hábitos para que nos saibamos conciliar, por exemplo, com o alto valor do Ambiente, nas suas mais expressivas formulações, nomeadamente de preservação do lince da Malcata,  de solidariedade perante os achaques do morcego orelhudo, ou mesmo de resgate à vida das gravuras “fozcoenses”, o expoente ultimo da nossa idílica felicidade colectiva.

Estes Mosqueteiros da felicidade e do bem-estar, têm ultimamente acelerado e aprofundado a sua cruzada, correndo à vassourada com os “charruas” da vida e acabando tenazmente com “charros, beatas e pataniscas”, tudo pecados mortais que nos distraem do caminho seguro da salvação que as estas nobres almas vão generosamente aplainando para nós.

Ora esta semana (Deus, de facto, existe e anda atento), tivemos o Senhor Presidente da ASAE a assumir erros e destemperos, a putativa “Presidenta” do PSD e ex-dama de ferro das Finanças a marimbar-se para o deficit e, pasme-se, o Senhor Primeiro-Ministro a fumar alarvemente uma cigarrada no sagrado espaço de um avião fretado à TAP.

Saber que o rapaz da ASAE se engana, que uma putativa Primeira-Ministra não vai usar dessa qualidade para nos apertar o cinto até à correia e, melhor do que tudo, que o nosso Primeiro-Ministro também, fuma, também erra, também peca e também comete (involuntariamente, claro) ilegalidades, é um sinal de infinita esperança de que a liberdade, pode “voltar a passar por aqui”.

 Neste caso, em que aquilo que nos preocupa e entristece é “o que se diz”, ainda bem que, às vezes (pelo menos destas vezes) os que o dizem acabam, providencialmente, por não o fazerem….

 

António de Souza-Cardoso

 

 

 

 

E os camelos não seremos nós?

“Acidente no final da A12, junto à ponte Vasco da Gama. Na A5 e na Marginal há filas em Carcavelos. Sempre na A5 temos também a informação ainda não confirmado de acidente na zona das portagens.

“No acesso à ponte 25 de Abril, a fila está na baixa de Corroios. Na A1 está resolvido o acidente do Trancão e a fila encaminha-se agora para a Segunda Circular, Aeroporto-Benfica, que já está completamente cheia.

“Quem optar pelo IC2 encontra fila na zona do Sacavenense. No IC19, a lentidão habitual até à Amadora e fila Estado Maior- Pina Manique.

“No Porto, VCI Freixo-Arrábida, há fila do Freixo até Faria Guimarães e, no sentido inverso, de Bessa Leite até Francos. Na A3 e Circunvalação há lentidão em direcção à VCI”.

Foi este o retrato Polaroid do trânsito nas duas principais cidades do país tirado pela RFM às 8.47 desta 5ª feira. Podia ser pior. A informação de trânsito  das 8.10 apresentara-se com cores bem mais sombrias.

Não estou a dar-vos uma grande novidade. Temos todos o saber de experiência sobre o inferno que é, nas horas de ponta, é entrar e sair de carro em Lisboa ou no Porto.

Eu próprio fartei-me dos engarrafamentos em Carcavelos (nas portagens, na A5, ou na Rotunda, na Marginal) e equipei-me com um passe Lisboa Viva. Por 50 euros/euros estou dispensado das filas de trânsito e tenho direito viajar no metro e nos comboios da Linha. Parece-me um bom negócio.

No que toca aos engarrafamentos, eu estou do lado da solução. Quem continua a fazer parte do problema são as dezenas de milhar de lisboetas e  portuenses que - , por comodidade ou inexistência de alternativa – teimam em usar o carro nas suas deslocações diárias casa-trabalho-casa.

A persistência e dimensão dos problemas de trânsito deixa-me intrigado.

Somos um dos três países mais endividados da zona euro. 2008 será terceiro ano consecutivo de poder de compra , o mais longo período de variação negativa dos salários reais desde o 25 de Abril.  Nestes dez anos que levamos na moeda única, a taxa de crescimento anual média do investimento em Portugal foi tristemente negativa (-0,5%), bem longe dos 2% da média da zona euro e dos invejáveis 4,3% registados em Espanha. Apesar de todos estes sinais de crise, as filas no acesso à ponte de 25 Abril não diminuem.

O preço do petróleo duplicou, nos últimos três anos, e a Goldman Sachs prevê que o preço do barril vá atingir os 200 dólares. Os combustíveis aumentaram 14 vezes desde o início do ano. Por razões fiscais, os carros em Portugal são mais carros do que no resto da UE.

Apesar de todos estes sinais alarmantes, há um automóvel por cada dois portugueses, e de acordo com as previsões do Observatório Cetelem (a maior empresa europeia de crédito ao consumo) dentro de quatro anos vamos possuir mais carros “per capita” que os japoneses, os ingleses e os belgas.

Face à explosão do preço de petróleo, em mercados mais perfeitos e menos autistas do que o nosso, os consumidores reagem e economia adapta-se. Na India, por exemplo, os camelos voltaram a estar na moda e, pressionado pela procura, o seu preço aumentou quatro vexes num ano, fixando-se nos 600 euros por unidade.

Por cá, o pessoal assobia para o ar e faz de conta que não é nada connosco. Glosando Scolari e Mário Lino (dois pândegos que muito alegram o nosso dia a dia) eu pergunto: “E os camelos não seremos nós?”

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

Esta crónica foi publicada no Diário de Notícias

 

 

 

 

SIC! SIC! SIC!...

 

Há  dias dispus-me a ver os Globos De Ouro que a estação de Carnaxide organiza há anos.

Fui picando aqui e ali, pelas áreas que mais me interessavam. Confesso que me vai faltando a paciência para algumas coisas!

Foi um desastre! Vi cenas lamentáveis. Até deprimentes protagonizadas pelo Herman José.

Confesso que fui fã quase incondicional do Herman.

O Herman do Tony Silva, do Hermanias e do Tal Canal.

Era um Herman que trabalhava, atento à sociedade e aos seus tiques, versátil e acima de tudo com muita piada.

 Que o homem tenha ganho um ego maior do que o mundo é um problema dele, agora "boicotar" - claramente "boicotar" - o trabalho do apresentador, quer se goste ou não, e querer ensombrar o "momento de glória" dos outros é doentio.

 A coisa começou logo a correr mal.

 "Atropelou" a Bárbara Guimarães, fez comentários inoportunos, "estragou" o alinhamento e está numa fase tão egocêntrica que nem se apercebe que está a ser inconveniente.

Via-se que a senhora não estava a gostar! E... com razão.

Mas ele nada percebeu!

Queria falar dele, dos Globos que ganhou e agora deixou de ganhar...

Choradinho para Balsemão ver e ouvir!

Cabia-lhe apresentar o melhor interprete - não sei rigorosamente a designação.

Foi o Jorge Palma. Não votei, nem sei muito bem como é que faz.

 

 

Para mim se era o Jorge Palma estava bem. É sempre merecido. É dos melhores que temos.

Pois o Herman invejoso José fez de tudo para emsombrar o momento. Atropelou, atirou com o Palma ao chão, partiu o microfone e para concluir arrastou literalmente o cantor pelo chão até fora do palco.

 

Uma cena deprimente...

 

Valeram os D'Weasel, que devem ter juízo, que dedicaram o prémio que eles próprios ganharam ao Jorge Palma.

 

Neste momento o Hermam José representa um dos lados mais negros que os portugueses têm: a INVEJA.

 

Campeã da Europa, do Mundo e da ...Humildade!Obrigado Vanessa


Imagem

 

 É o primeiro sonho para este ano realizado. Agora vêm os Jogos Olímpicos e vamos ver... Mas estes Europeus, realizado em casa, tornou-se mais importante do que os Mundiais», afirmou a portuguesa, que se tornou na primeira atleta a tornar-se campeã da Europa pela quinta vez consecutiva, batendo o recorde do holandês Rob Barel, que conquistou quatro títulos consecutivos, entre 1985 a 1988.

 

Vanessa Fernandes nasceu em Perosinho ( Gaia ) e é a actual campeã do Mundo e da Europa de Trialto, títulos ganhos em Hamburgo ( 2007 ) e Lisboa ( 2008), respectivamente.

 

 

Quero partilhar com todos que visitam este Blogue o grande orgulho que tenho nesta humilde e simples atleta, que sem vedetismos e com muito trabalho é uma referência do desporto nacional e mundial.

 

Com a sua habitual simplicidade diz que não é uma fora de série, só trabalha mais que as adversárias e por isso ganha.

 

É comovente ver a relação que tem com o pai quando termina e ganha uma prova, fico muito contente pelo "velho Lau".

 

Diz ele que a Vanessa não do Lau ,é de Portugal....bonito!

 

 

 Vamos dar força à Vanessa para fazer o seu melhor nas Olimpíadas, se possível uma medalha e se possível a de ouro!

 

Obrigado Vanessa!

 

 

Mário Rui Cruz

 

O JOVEM CAVACO

 

  

Quem me conhece far-me-á justiça em relação às opiniões que eu possa manifestar sobre o actual Presidente da República.

Não se trata só da minha profunda convicção de que não é esta a forma de Chefia de Estado que melhor defende uma Democracia moderna como a nossa, num contexto de globalização como é o também o nosso.

Trata-se também de uma substantiva, quase inultrapassável diferença de perspectiva cultural que nutro (às vezes penso se injustamente…) com este Presidente da República desde que ele, com aquele ar provinciano de que se recordarão, resolveu fazer a rodagem de uma qualquer carripana até à Figueira da Foz.

Sempre me inquietou negativamente o paternalismo do Professor, aquele “nunca me engano e raramente tenho dúvidas” que tal como nos tempos da outra Senhora teve o condão de sublinhar a indolência e a preguiça dos portugueses, tão bem entregues que estavam em tão infalíveis mãos.

Mas a verdade é que Cavaco Silva tem uma virtude cada vez mais rara na política portuguesa – tem uma integridade e um sentido de responsabilidade e de serviço quase inabaláveis que contrastam gritantemente com os seus pares na política, com quem, de resto, nunca conviveu.

É verdade que não tem o chiste nem o “golpe de asa” de outros Estadistas que a história imortalizou. É verdade também que chega já a ser cansativa esta versão de Presidente “Geleia” (lembram-se do personagem de Jô Soares?) que por escrúpulo à letra ou ao espírito da Constituição parece não ter ou não querer ter qualquer opinião ou compromisso.

Mas também é verdade que a democracia portuguesa só com Cavaco Silva logrou sair do estado de indigência e da consequente vulnerabilidade sócio-politica,  motivados pelos excessos do período revolucionário.

Para além de salvar o País da bancarrota económica e política, Cavaco Silva teve ainda outras virtudes. As mais conhecidas prendem-se com as infra-estruturas que criou. As mais valiosas prendem-se com outras coisas como um verdadeiro sentido de descentralização política e administrativa (ditado talvez pelas suas origens algarvias) e a atenção que deu à Juventude Portuguesa, criando um sistema organizativo e um conjunto de instrumentos e medidas que constituem o que de bom se fez em Portugal em termos de Política de Juventude.

Na altura de Cavaco Silva, quer com Couto dos Santos, quer com Marques Mendes, a Juventude constituía uma verdadeira prioridade política. Hoje (não falo deste Governo, mas também dos anteriores) com dificuldade sabemos enumerar um medida na área da Juventude ou sequer que detém no Governo essa responsabilidade.

Cavaco Silva reunirá amanhã com Jovens líderes de diferentes Organizações de Juventude.

Como anunciou no discurso que proferiu no 25 de Abril está preocupado com o divórcio entre os Jovens e a Politica, preocupação confirmada por um estudo recente levado a cabo pelo  Centro de Sondagens da Universidade Católica Portuguesa.

Suponho que Cavaco Silva já percebeu que o defeito está mais do lado da Politica do que dos Jovens.

A expectativa sobre os resultados e a leitura que deles fará o actual Governo,  não diminuem já o grande mérito de um Presidente que parece disposto, desta vez, a reafirmar o Seu compromisso sincero  com a Juventude Portuguesa e com o Futuro de Portugal.

 Salvé Professor!

 

António de Souza-Cardoso

 

 

 

  

 

Um dilema cruel nas manhãs de domingo

Não sou crente. Fui baptizado, andei na catequese e até fiz as duas comunhões, na igreja de Santo Ildefonso. O facto de ser completamente desafinado vedou-me liminarmente qualquer hipótese de ser um menino de coro. Mas até podia ter feito uma carreira como acólito não fosse o azar que sublinhou a primeira e única vez que ajudei à missa. Em vez fazer ouvir um toque solitário e austero, estraguei a solenidade do momento alto da celebração com um alegre e profano repicar do sino.

Nunca consegui apurar o peso que este incidente perturbador (que atribuo à conjugação entre o nervosismo da primeira vez e ao papel pernicioso desempenhado pelas mangas excessivamente largas e compridas da veste que atrapalharam o controlo do sino pela minha mão direita) teve no meu irreversível afastamento dos caminhos da Igreja.

Vem este registo de interesses na coisa religiosa a propósito de a Igreja Católica se ter constituído parte interessada na questão da abertura (ou não) dos hipermercados nos domingos à tarde, uma das querelas terrenas que preenchem a nossa agenda política.

Com o enorme peso que a Igreja empresta à sua palavra, D. António Marto veio a público manifestar-se contra a liberalização dos horários das superfícies comerciais com áreas superiores a dois mil metros quadrados, impedidos de abrir às tardes de domingo num dos actos fundadores do guterrismo – Guterres deixou cair o ministro Daniel Bessa (uma das estrelas dos Estados Gerais preferiu deixar cair uma das estrelas dos Estados Gerais que o levaram ao poder) para poder dar esta piscadela de olho às retrógadas associações de pequenos comerciantes.

“O domingo é um dia de interioridade para Deus, para consigo mesmo, para o repouso e para a família”, argumenta o bispo de Leiria-Fátima, fundamentando a sua oposição à liberalização do horários dos hiper.

Esta posição da Igreja não é muito consequente. Os hipermercados estarem fechados ao domingo à tarde só pode estar a contribuir para afastar da missa os fiéis que trabalham durante a semana e têm de aproveitar o Dia do Senhor para irem às compras.

Como é nosso hábito ir de manhã à missa dominical, a manutenção dos hipers fechados à tarde eterniza um dilema cruel – usar a manhã de domingo para alimentar o espírito, na Igreja, ou para abastecer a dispensa e o frigorifico, nas novas catedrais do consumo.

Acresce que para ser consequente na defesa de um domingo consagrado à interioridade, para Deus e para connosco, D. António Marto ganharia em ir um pouco mais longe nas suas propostas por forma a possibilitar que as dezenas de milhares de portugueses que trabalham nesse dia (nas lojas, padarias, cafés, restaurantes, transportes públicos, museus, jornais, canais de rádio e televisão, etc) deixassem de ser obrigados a fazê-lo e pudessem consagrar esse dia ao repouso e à família.

Por todas estas razões, não me parece bem que a Igreja se tenha constituído parte interessada na questão dos horários dos hipers aos domingos. Nem a Igreja, nem tão pouco os pequenos comerciantes que indiferentes aos interesses e necessidades da sua clientela teimam em manter-se de porta fechada.

Na verdade, se os hipermercados forem autorizados a abrir ao domingo à tarde, os únicos prejudicados são as cadeias de supermercados (Pingo Doce, Lidl, Minipreço e Supercor)  que têm vivido sem concorrência dos hipers nesse horário. E esses estão calados.

 

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

Esta crónica foi publicada no DN

 

 

 

Boavista e Salgueiral

 

O Salgueiros acabou com o futebol profissional há uns anos - foi forçado a isso por não ter dinheiro para pagar a ninguém.

(O mesmo aconteceu ao Alverca mas isso são contas de outro rosário). O Salgueiros ficou sem estádio e quase sem nada, sem a Câmara do Porto deitar uma lágrima. Que diabo, o "Salgueiral" era uma instituição antiga da cidade e merecia alguma atenção. Quenão teve.

O Boavista corre um risco sério também no futebol profissional. Aliás, creio que a diferença que se criou entre o Boavista e o Salgueiros nos últimos 40 anos teve como causa a família Loureiro - se por acaso Valentim tivesse optado pelo Salgueiros, o clube de Paranhos ainda hoje teria estádio, equipa e muito mais.

Não sei o que vai acontecer ao Boavista, que não tem hoje nem liderança, nem dinheiro, mas tem um número de adeptos já não negligenciável e tem activos (o estádio, nomeadamente) e já tem identidade. Os 40 anos da família Loureiro podem ter acabado mal, mas é injusto não reconhecer tudo o que conseguiram para o clube "de uma rotunda".

Acho que a cidade do Porto precisa de um segundo clube na I Liga, muito embora o Porto hoje possa ser uma unidade que compreende Matosinhos, Vila do Conde, Póvoa, Penafiel - ou Trofa (saravá Trofense!). É uma questão de unidade citadina ou metropolitana.

Do que o Boavista precisa é de encontrar uma nova família que tenha capacidade de liderança para perceber que o clube até pode passar uns tempos difíceis nos próximos anos - os clubes são como a economia, têm ciclos bons e maus - mas tem futuro.

Manuel Queiroz 

Atenção! Atenção!.....que seja a última vez......não estamos habituados...nem nos queremos habituar

Jesualdo Ferreira: «Se fosse sempre assim não tínhamos ganho nada»
Caro Jesualdo Ferreira estamos claramente zangados consigo e com os seus jogadores.

Detestamos o comportamento da equipa no encontro de ontem contra o Nacional da Madeira  que nos humilhou no nosso Estádio por uns claros 3-0.

 

A equipa não pode entrar em nenhum jogo, desligada, tem que ser séria e ombriar as camisolas que veste.

Nós os sócios e os simpatizantes só queremos ganhar,ganhar e já lhe digo se para o ano na Liga dos Campeões não chegarmos às meias finais é uma má época apesar da vitória do campeonato.

Apesar dos vinte e tal pontos de avanço, não admitimos resultados negativos sempre que seja devido a falta de empenho do grupo.

 

Não jogámos à Porto, por isso o resultado!

 

Caro Zé, não penses no estrangeiro ainda te falta uma certa consistência, ontem o míúdo pelo teu lado fez dois golos, isto a acontecer num grande da Europa é para te arrumar toda a época no banco, cuidado não iludas com os media nem empresários, trabalha,trabalha para seres útil ao teu e nosso club ( sabes que te admiro imenso, mas quando metes água não consigo engolir! )

 

Por isso caro Professor que seja a última vez, pois não estamos habituados, nem nos queremos habituar, certo?

 

 

Agora uma palavra de incentivo para Cajuda: não morra na praia! força Vitória!

 

A outra palavra é para Fernando Chalana, que é realmente uma pessoa com grande descernimento: "os jogadores tinham dito que quase de certeza que ganhavam.Mais uma vez o quase fez toda a diferença"

 

Mário Rui Cruz

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