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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

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Douro, Maravilha da Natureza

douro.jpg

 

Tive o privilégio de conhecer de muito novo, os encantos do Douro vinhateiro. O meu avô materno tinha uma quinta perto do Pinhão e desfrutei de gloriosas jornadas de caça nos socalcos bravios da Quinta dos Canais, junto à Senhora da Ribeira, em Carrazeda de Ansiães.

Acho que nenhum nortenho ou português se deveria sentir dispensado de ver, como tantas vezes vi, o nascer do Sol no alto dos fraguedos transmontanos, adoçados por um luxuriante tapete de socalcos que nos alonga o olhar até aos tranquilos meandros do Douro.

Esta verdadeira impressão digital duriense que nos é dada pelos socalcos torneantes do Douro, é tanto mais impressiva quanto nos apercebemos da rudeza daquele solo agreste e seco, sem acessos que permitam o benefício da tecnologia.

Não conheço melhor demonstração do carácter dos nortenhos – o labor, o engenho, o sacrifício, a generosidade, do que estas incríveis marcas do Douro,  arrancadas de forma tão profunda às entranhas de uma natureza indomável e arrebatadora.

Na próxima terça-feira é apresentada pela AETUR a campanha da candidatura do Douro a “Maravilha da Natureza”  que coloca o Vale do Douro entre os 150 nomeados àquele titulo junto da “New Seven Wonders Foundation”.

Depois da distinção ditada em 2001 pela Unesco de consideração do Douro Vinhateiro como Património Mundial da Humanidade, julgo ser obrigação dos nortenhos e dos portugueses amplificarem os efeitos de divulgação desta campanha e desta candidatura.

O Jornal Público que hoje dá à estampa esta notícia, publica curiosamente na página seguinte uma entrevista com o Presidente da CCDRN, Carlos Lage em que este reconhece que aquela instituição (que tantas vezes, por critérios próprios, condiciona ou prejudica investimentos privados de qualidade) não foi sequer ouvida acerca da construção na região da nova barragem do Tua.

Antes que o assunto ganhe os patéticos contornos de Foz Côa, vale a pena que nos assegurem que a preservação do Douro e a qualificação do seu património, serão sempre um pressuposto desta ou de qualquer outra intervenção.

 Ou será preciso pedir a Rui Moreira e a Francisco Vanzeller que façam eles o trabalho de casa?

 

António de Souza-Cardoso

5 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Povoense 28.01.2008

    Acho que o Sr. António de Souza-Cardoso escreveu bem. Estava a falar de uma determinada parte da população quando se referiu ao "nortenho", e quando falou em "português" referia-se à população em geral.

    Por exemplo, eu sou Povoense e Português. Está correcto.

  • Sem imagem de perfil

    ??? 28.01.2008

    Povoense

    Você, habitante da Póvoa, é "povoense E português" e não "povoense OU português". No último caso ou é uma coisa ou é outra.

    Daí também a correcção do Fado do Porto: "dos portugueses, particularmente os nortenhos" e não "dos nortenhos E dos portugueses" como escreveu António de Souza-Cardoso. Nortenhos é uma parte do todo: os portugueses!

    Cumprimentos
  • Sem imagem de perfil

    Povoense 28.01.2008

    Não, caro amigo.
    Tanto "povoense E português" como "povoense OU português" está correcto. Depende é do contexto.

    E no contexto em que o Sr. António Souza-Cardoso escreveu "nortenho ou português" está correcto. Pois não só apenas os habitantes do norte (nortenhos) deveriam ver o nascer do Sol no alto dos fraguedos transmontanos, como todos os portugueses em geral deveriam ver também.

    Ou facto de se usar o conector OU entre dois grupos não implica que um não seja um subgrupo de outro.
  • Sem imagem de perfil

    ??? 28.01.2008

    Povoense

    Está enganado caro amigo, está enganado.

    Por favor volte a ler o post e analise, no contexto, como a frase está contruída.

    "Acho que nenhum nortenho ou português se deveria sentir dispensado de ver,"

    Seria suficiente "nenhum português se deveria sentir..." dado que o nortenho também é português ou então, para dar o ênfase que o autor pretende, "nenhum português, nortenho em particular, se deveria sentir...". Em ambas as situações é mantido o sentido da frase.

    É necessário ter em consideração que estamos no Bússola...

    Cumprimentos
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