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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Nº 2 de Santana e Manuela curto de saídas

No próximo dia 25 de Abril, o presidente da Câmara do Porto vai pôr uma  medalha no peito de Belmiro de Azevedo.

Não é preciso ser engenheiro de foguetões para perceber porquê. Lá mais para o Outono há eleições autárquicas e o ex-número dois de Pedro Santana Lopes e de Manuela Ferreira Leite (1) sabe que, com as suas sucessivas hesitações, desperdiçou para Passos Coelho a hipótese de ter um retrato na escadaria da sede laranja na rua de São Caetano à Lapa.

Por outras palavras. Se o Pinto da Costa aceitasse, não tenho a menor das dúvidas de que no próximo dia 25 de Abril estaria ao lado de Belmiro nos Paços do Concelho.

E não me espantaria nada se o Rui Rio pusesse a varanda da Câmara à disposição dos festejos pela conquista de mais um título pelo FC Porto.

………….

(1) Juro que não há ponta de sarcasmo embutida neste alinhamento. Ao fim e ao cabo, toda a gente sabe que a capacidade de contorcionismo é muito elogiada e uma vantagem comparativa nos tempos que correm.

A hora de corrigir um erro velho de oito anos

Imaginem por um segundo que, logo à noite, o FC Porto alinha no Dragão com o Hulk a fazer dupla de centrais com Lucho, Fucile a ponta de lança, o Helton a médio ala e o Raul Meireles na baliza.

Toda a gente diria que o Jesualdo Ferreira tinha endoidecido.

Não é segredo para ninguém que um dos segredos do sucesso é pôr as pessoas certas no lugar certo – que é onde mais rendem. O Helton na baliza, o Fucile a defesa lateral, o Raul Meireles e o Lucho a segurarem o meio campo e o Hulk lá frente a despedaçar (esperemos) a defesa do Atlético de Madrid.

Na política, também se aplica a regra do homem (ou da mulher, como sucede no caso em apreço) certo no lugar certo. É por isso que não faz o mínimo sentido que Rui Rio – que foi um óptimo director financeiro das Tintas Cin e daria um magnífico secretário de Estado do Orçamento – seja presidente da Câmara do Porto.

Um velho provérbio umbundo avisa-nos que se virmos um cágado em cima de uma árvore é porque alguém o pós lá.

Quem pôs Rui Rio na Câmara do Porto foi o PSD e os eleitores do Porto que queriam castigar Fernando Gomes por ter fugido para Lisboa – e ainda por cima ter feito má figura na sua deambulação pela capital.

Fizerem isso, porque, nem o partido nem os eleitores se aperceberam que ele podia ganhar. No dia a seguir, já estavam arrependidos do crime contra a cidade que tinham cometido.

Oito anos depois, está na hora de corrigir este lamentável erro.

A cultura, a carteira e a Casa da Música

Rui Rio gosta de gracejar, dizendo que sempre que lhe falam em cultura leva logo a mão ao bolso da carteira, para se certificar se ela ainda lá está (a carteira, já que a cultura seria impossível).

Talvez valha a pena, por isso, espreitar para os números gordos que reflectem a actividade da Fundação da Casa da Música em 2008, o terceiro ano da sua vida.  

Começamos logo por ficar satisfeitos ao constatar que o crescimento da actividade da Casa da Música foi acompanhado por um forte aumento nas receitas variáveis (bilheteira, mecenato e outras receitas próprias), virtuosamente muito superior à subida dos custos variáveis (programação, serviço educativo e outros projectos).

Os proveitos aumentaram 2,6%, fixando-se em cerca de 16,4 milhões de euros, à custa da subida das receitas próprias, já que o peso do subsídio do Estado português diminuiu em meio milhão de euros.

Os custos cresceram apenas 2%, o que permitiu apurar um resultado de aproximadamente 1,1 milhões de euros, antes de amortizações e provisões, superior ao previsto.

Esta conta de exploração equilibrada, de acordo com as orientações do Orçamento, possibilita fazer um reforço de 270 mil euros no Fundo de Sustentabilidade, que assim passa a ficar dotado de 775 mil euros.

Para esta boa performance contribuíram diversos factores, sendo justo sublinhar alguns deles, como o crescente peso da bilheteira, cujas receitas foram superiores e 820 mil euros, tendo crescido mais de 23% face a 2007.

Recomenda-se por isso, a leitura atenta do Relatório da Fundação da Casa da Música o presidente da Câmara do Porto, para se abster de persistir, no futuro, em piadas de mau gosto.

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

O despertar tardio de Rui Rio

 

Apesar de não ter passado a usar óculos, nem ter sido operado às cataratas, Rui Rio passou, de repente, a ver melhor. Descobriu que o Governo Sócrates concentra os grandes investimentos públicos na região de Lisboa e faz vista grossa ao Norte.

“O país discutiu o novo aeroporto, depois começou a discutir-se a nova travessia sobre o Tejo, antes tínhamos discutido o TGV e em particular a ligação Lisboa-Madrid, e agora temos a frente ribeirinha com mais 400 milhões de euros”, declarou o presidente da Câmara do Porto.

Foi a frente ribeirinha, que Sócrates quer que seja a obra emblemática do seu consulado, que fez acordar Rio, que não leva bem que o Turismo de Portugal contribua com 70 milhões de euros para esta empreitada.

“Quantos anos são necessários para o Turismo de Portugal dar 70 milhões ao Porto? Se calhar 70 anos”, ironizou.

Rio acordou tarde, Mas, como diz o povo, mais vale tarde do que nunca. Qualquer ainda o apanhamos a fumar (não num local proibido, como o outro, porque o autarca é um cidadão cumpridor da lei), a defender a Regionalização e a frequentar o Estádio do Dragão.

Para o ano há eleições autárquicas.

 

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt.

 

Rui Rio, o Porto e o País

Tenho várias dúvidas sobre a acção do dr. Rui Rio à frente da Câmara do Porto, mas não tantas como alguns que se comprazem a dizer que tudo o que faz é ma feito.

O discurso de ontem, comemorativo dos seis anos que leva na presidência da autarquia, tee algumas mensagens importanters. Uma delas foi o sublinhar dos 13.4 milhões de euros que o Governo tinha preparados para comprar os terrenos para o futuro Hospital de Todos os Santos na capital. É a única "largesse" financeira conhecida no Ministério da Saúde nos últimos tempos e passou despercebida a todos os comentadores.

Acrescento a essa nota, outra: os 45 milhões que, segundo Rio, estão previstos no Orçamento de Estado para a reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa. Um tema, este da zona rineirinha, que, recorde-se, deu rande polémica na campanha eleitoral da capital. Até António Costa confessou que não sabia quais eram os planos que havia.

Por mim, escrevi em tempos não suspeitos que Costa só aceitou ir para a Câmara comum envelope seguro garantido pelo amigo Sócrates. Não me enganei, embora reconheça que não era preciso ser o Sherlock Holmes para ter essa intuição.

Mesmo com todos os erros que Rui Rio cometeu, nomeadamente em relação ao FC Porto em que foi infelicíssimo, apesar de tudo acho que no país não há muitos Rui Rios. Não tem medo de dizer as coisas, nem tem medo de ir para a frente com as suas ideias. Mesmo quando elas não são boas, claro.

 

Manuel Queiroz 

  

Porque raio é que isto não pára de descarrilar?

 

Muito provavelmente falta-me informação – técnica e preciosa. Não arranjo outra explicação para o disparate tremendo que me parecem ser a obras de remoção dos carris do eléctrico das avenidas Brasil e Montevideu.

 

Os carris estavam lá desde tempos imemoriais. Quando eu era miúdo (o que já foi há um data de tempo) passava Agosto na praia do Molhe onde a minha família alugava uma barraca ao mês. Fiz sempre de eléctrico o percurso entre a minha casa, na avenida Rodrigues de Freitas, e a Foz.

 

Progressivamente substituído pelos autocarros, o eléctrico foi morrendo aos poucos, até que lhe passaram a certidão de óbito. A título de prolongamento do Museu do Carro Eléctrico e evocação do passado, foi deixada em actividade parte da actividade da antiga linha 1, na marginal fluvial.

 

O eléctrico arrastava-se moribundo, mas os carris em que outrora se deslocavam mantinham-se orgulhosamente vivos durante décadas a fio ao longo dos cerca de dois quilómetros da marginal marítima do Porto.

 

Agora que a crise do petróleo devolveu o eléctrico à lista das boas soluções a considerar no que concerne aos transportes públicos urbanos, e que Rui Rio investiu, com pompa e circunstância, no regresso do eléctrico à Baixa, alguém (jurem-me, pf, que não foi o presidente da Câmara!) decidiu gastar uma pipa de massa a levantar os carris na Foz.

 

Não me parece ser necessário ter um pós doc. em transportes públicos urbanos para perceber que faz todo o sentido dilatar até ao Castelo do Queijo/Avenida da Boavista (ou até mesmo a Matosinhos, onde poderia amarrar na linha do Metro) o percurso da linha 1, que nasce no Infante (mesmo ali ao pé da fantástica Igreja de S. Francisco) e agora se interrompe na Cantareira.

 

Arrancar os carris do eléctrico nesta altura do campeonato, soa-me a um imenso e dispendioso disparate.

 

Será que há por aí alguém que saiba coisas que eu não sei e me consiga explicar o sentido daquela obra na Foz?

 

Jorge Fiel

 

PS. Estão todos convidados para a grande reinauguração da Lavandaria, que terá lugar amanhã, 2ª feira, véspera de Natal, aqui no Sapo (lavandaria.blogs.sapo.pt).

 

Para sublinhar a ocorrência, trago à luz do dia um «post» mártir dos heróicos tempos da Roupa para Lavar, que apesar de ser copiado dos melhores dicionários da língua portuguesa (Houaiss, Porto Editora e Academia) deparou com um gélido acolhimento por parte das autoridades do Expresso.

 

Espero que todas as preclaras e preclaros me façam o subido favor de me distinguirem com a vossa visita. Obrigado!

 

 

Os 2198 dias de consulado Rui Rio observados à luz do «Ensaio sobre a Cegueira»

 

 

A abrir uma declaração de interesses. Sou amigo de Rui Rio, a quem admiro a integridade, rigor, coragem e persistência.

 

Mas esta amizade, nascida a partir de um amigo comum (João Queirós, de cujo talento fomos prematuramente privados pela Grande Ceifeira), não turva o meu discernimento.

 

Da mesma maneira que a visão critica que tenho dos seis anos que o Rui leva como presidente da Câmara não abala uma amizade adulta, tecida nos tempos agitados que se seguiram ao 25 de Abril, quando todos os que o conhecíamos nos espantamos por vê-lo a ele, senhor de um generoso ideário de esquerda, alistar-se no PSD.

 

Usando a memória como único filtro e auxiliar, elaborei a seguinte lista dos presidentes da Câmara do Porto que se seguiram à Revolução e das suas mais importantes realizações.

 

Esta lista vale o que vale . Se me esqueci de algum presidente ou de alguma grande obra, aceito uma parte das culpas. Sendo que a outra parte da responsabilidade a endosso, direitinha, para cima dos ombros de quem não soube ou conseguiu impressionar-me.

 

Aureliano Veloso    

 

O primeiro depois de Abril. O seu filho Rui, cantor do Porto Sentido, foi provavelmente a obra maior que nos deixou.

 

Coelho de Magalhães

 

Muito curriculum oposicionista, pouca uva democrática.

 

Paulo Valada

 

Um homem bom do Porto. Refrescou o discurso da cidade. Recuperou o Mercado Ferreira Borges. Reinstalou na Praça do Império o Monumento ao Esforço Colonizador que estava armazenado no Palácio de Cristal.

 

Fernando Cabral

 

Estava destinado a ser presidente da Câmara de Paredes (ou seria Penafiel?), mas sem ninguém ter percebido como (nem ele próprio, creio…) acabou instalado no gabinete maior dos Paços do Concelho do Porto. Ele há mistérios.

 

O arranjo do piso da rua Pedro Escobar, à Pasteleira, onde ele vivia e eu ainda resido, foi, no meu entender (que não é modesto, como acho que já repararam…), o seu mais importante legado à cidade.

 

Notabilizou-se ainda ao deixar os cofres camarários cheios de dinheiro, permitindo ao seu sucessor Fernando Gomes começar o mandato logo a fazer flores.

 

Fernando Gomes

 

Devolveu-nos o orgulho de sermos portuenses. Ficamos a dever-lhe uma data de coisas, obras maiores e marcantes como o Metro, o Parque da Cidade, o Porto 2001 e a proclamação pela Unesco do Centro Histórico como património da Humanidade.

 

Borrou a escrita ao trocar o Porto por Lisboa, atraído por um lugar de ministro num Governo de onde saiu pela esquerda baixa, coberto de cicatrizes e nódoas negras.

 

Ensaiou um regresso ao Porto, à Napoleão, que fracassou com estrondo – tal como o de Napoleão.

 

Nuno Cardoso

 

Culpou um interruptor anónimo pela falhanço do fogo de artificio na passagem de século. Mas não pode culpar ninguém, além dele próprio, pela maneira canhota como lidou, na hora da saída, com «dossiers» tão escaldantes como o plano de pormenor das Antas e um empreendimento imobiliário numa das esquinas do Parque da Cidade. A um presidente da Câmara não basta ser sério – é também preciso parecê-lo.

 

 

No «Ensaio sobre a Cegueira», José Saramago deixa-nos um precioso ensinamento: «Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara».

 

Ora eu olho para trás, para os 2198 dias do consulado de Rui Rio, esforço-me por ver, vejo, mas reparo em muito pouco.

 

Vejo o seguinte:

 

+ O Grande Prémio da Boavista;

 

+ Uma trapalhada tendo o epicentro como o Rivoli;

 

+ Uma tentativa abortada de acabar com os arrumadores, enroupada num nome infeliz (o falecido programa Porto Feliz que ele tenta desesperadamente ressuscitar) ;

 

+ A polémica requalificação da avenida dos Aliados (de que eu gosto!);

 

+ A Red Bull Air Race (promovida a meias com o seu arqui-inimigo Menezes);

 

+ A identificação das ruas, praças e avenidas com novas, bonitas e informativas placas.

 

Não guardo rancor a Rui Rio por ter escolhido abrir o seu primeiro mandato com uma guerra contra o FC Porto. É um procedimento clássico, desde os tempos do faroeste. O novo xerife quando chega a uma cidade arranja um incidente para tentar demonstrar «urbi et orbi» que a partir de agora quem manda é ele.

 

Mas não estou disposto a perdoar-lhe se as eficazes placas toponímicas forem a sua melhor e maior realização ao fim de dois mandatos como presidente da Câmara.

 

O esforço de reabilitação urbana da Baixa (que sobrevive num estado comatoso), cometido à SRU, é uma bela cruzada, que faz todo o sentido e todos devemos apoiar com entusiasmo. O problema é está a andar a passo de caracol.

 

Ou o projecto de recuperação de um Baixa mete o turbo e ganha asas nos dois anos que faltam para terminar o segundo mandato, ou Rio terá muito pouca obra feita para apresentar a quem o elegeu na hora das próximas autárquicas.

 

Eu olho para Rui Rio na presidência da Câmara do Porto e vejo o homem certo no lugar errado – ou, se preferirem, o homem errado no lugar certo.

 

Eu vejo Rui Rio na presidência da Câmara do Porto e reparo no erro tremendo que é meter mais um defesa (mesmo que seja o melhor defesa do Mundo) numa equipa que está perder e precisa desesperadamente de fazer golos.

 

No futebol, o Porto domina esmagadoramente. Mas no campeonato da prosperidade, o Porto está ser goleado. Precisa, por isso, de um ponta de lança. Como de pão para a boca. Para podermos voltar a ser felizes.

Jorge Fiel

Um desejo chamado eléctrico

 

É com alguma distância crítica que junto a minha voz ao coro de aplausos ao regresso do eléctrico à Baixa, um feliz mas insuficiente acontecimento que dura há já um mês.

 

A Linha 22, ou da Baixa, vem juntar-se à histórica e resistente Linha 1 (Infante-Cantareira) e à Linha 18, que faz as vezes de elevador ao vencer a íngreme rua da Restauração, ligando o rio, em Massarelos, à zona dos Leões.

 

O regresso dos eléctricos à Baixa era um dos principais fundamentos do Plano de Mobilidade para a cidade, desenhado por uma equipa da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), no âmbito do Porto 2001, que esteve a ganhar mofo na gaveta durante os quatros anos do primeiro mandato de Rui Rio.

 

A reconquista das ruas ao automóvel era o alfa e o ómega do Plano de Mobilidade, que reservava ao eléctrico um papel nuclear na nova rede urbana de transportes, que tinha como nova vedeta e âncora o Metro.

 

À Linha da Baixa (com um desenho bastante idêntico ao actual percurso do 22) estava destinada a função de estabelecer a ligação entre dois principais núcleos comerciais – Leões/Cedofeita e Batalha/Santa Catarina -, atravessando o coração do centro (a avenida dos Aliados).

 

Nos dois extremos terminais, a Linha 22 articula-se com o funicular de Guindais e a Linha 18, garantindo ligações ao Douro (na Ribeira e em Massarelos) e amarrando-se nestes dois pontos à Linha 1, que outrora seguia do sopé da Igreja de S. Francisco (Praça do Infante) até ao mercado de Matosinhos -  e que agora se detém na Cantareira, dando por concluída a sua tarefa no lugar onde o rio encontra o mar.

 

A rede de eléctrico já e razoável na sua extensão e configuração, mas ainda sabe a muito pouco quando analisada do ponto de vista da frequência.

 

Ao passar apenas de meia em meia hora, a Linha 22 é um óptimo programa para os turistas, que a bordo de um aprazível e barato meio de transporte ficam a conhecer toda a Baixa e com ligações fáceis à Ribeira, Marginal e Foz. É, também, uma bela maneira de reformados e outros desocupados matarem com qualidade o excesso de tempo livre de que dispõem. Mas não é uma alternativa razoável, como meio de transporte, para as deslocações quotidianas das pessoas com afazeres.

 

Se estou nos Leões e preciso de ir à Batalha, não posso, nem quero, arriscar estar meia hora à espera do eléctrico. Ou apanho o autocarro ou opto por ir a pé.

 

Para o regresso do eléctrico ajudar mesmo à revitalização da Baixa é urgente fornecer companhia ao solitário carro eléctrico que faz a Linha 22 e reforçar o percurso com pelo menos mais dois carros.  Dez minutos é o máximo tempo de espera tolerável para um transporte colectivo, nas horas de expediente.

 

Acho um enorme desperdício investir um milhão de euros num eléctrico que é apenas turístico.

 

Tragam, por favor, para as ruas os carros eléctricos que vivem agasalhados no Museu do Eléctrico, em Massarelos.

 

Ponham, por favor, em cima da mesa o projecto da equipa da FEUP que preconizava que a Linha 1 volte a desaguar em Matosinhos, amarrando-se aí à rede de Metro, depois de fazer um belo percurso por toda a Marginal.

 

E, por último, não se esqueçam (também por favor…) de que a melhor e mais barata alternativa ao Metro na Avenida da Boavista é uma nova linha de eléctrico, que ligue o Castelo do Queijo à Rotunda da Boavista.

 

Jorge Fiel

 

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