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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Viva o regresso à Baixa da Feira do Livro!

A Feira do Livro vai voltar à Baixa (de onde saiu em 82, transferindo-se para a Rotunda da Boavista) e eu fiquei muito contente quando soube isso.

Sei que subjacente a esta decisão está a ousadia de desafiar os demónios e provocar o S. Pedro.

Apesar de corrermos o risco de termos mais uns dias chuvosos de Primavera, acho muito bem que os stands voltem a ocupar as praças da Liberdade e General Humberto Delgado e a placa central da avenida dos Aliados que a reconversão de Siza deixou livre e alodial para receber eventos como este.

A Feira do Livro quer-se ao ar livre e não a viver encaixotada dentro de um pavilhão (viveu aprisionada no Rosa Mota durante os últimos 17 anos) como aconteceu nos últimos anos, mas espero que os pavilhões (estão previstos 120, um número bem razoável) estejam preparados para os inevitáveis dias de chuva.

Saúdo também a decisão de desencontrar as datas da feira de Lisboa. Parece-me muito bem que a do Porto se realize tardiamente, arrancando na última semana de Maio e encostando o final ao S. João!

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

Breve relato de uma excursão à Baixa nas vésperas de Natal

 

Ontem fui à Baixa. O destino final era o Media Markt de Fernandes Tomás, mas o trânsito estava de tal maneira entupido que desisti de lá chegar com o automóvel. Deixei a minha carrinha Fiat Marea estacionada em frente ao Palácio da Justiça.

 

A propósito do Palácio da Justiça, abro um parêntesis para desabafar que não é feita a devida justiça ao mais lídimo exemplar portuense da arquitectura Estado Novo  - prima direita das majestosas arquitecturas soviética e nazi/fascista.

 

Foi sábia a decisão de deixar o carro junto ao Jardim da Cordoaria. Por sugestão do João (o mais novo dos meus três filhos tem sete anos) embarcamos na roda gigante instalada na praça fronteira à Cadeia da Relação.

 

A roda gigante veio mais uma vez provar a justeza da opção dos arquitectos da Porto 2001 de deixar as praças da Baixa despedias de ornamentação supérflua, preferindo-as como uma folha de papel em branco que os cidadãos se vão encarregando de preencher.

 

É nas despojadas praças da cadeia da Relação e D. João I , e na não menos despida avenida dos Aliados que estão provisoriamente instalados equipamentos de diversão natalícia – a árvore, uma pista de patinagem e a roda.

 

Voltando à roda, há a referir três boas surpresas: o preço (a viagem de cinco voltas é de borla) , a formidável vista que proporciona – foi bonito ver ao entardecer a árvore de Natal e a Torre dos Clérigos – e a confirmação da beleza minimal da reconversão do Jardim da Cordoaria dirigida por Camilo Pinto, que devolveu aos habitantes da cidade um gueto nocturno outrora apenas usado por «gays» ao engate e era um santuário da prostituição masculina.

 

A árvore do Natal do Millennium inspira-me sentimentos contraditórios.

 

A favor, tem o facto de ser linda, atrair gente e animação – e ser adorada pela ganapada.

 

Contra, há a contabilizar o duplo desperdício energético – não só da energia que a iluminação que ela consome mas também os gastos que induz ao engordar (e de que maneira) os engarrafamentos natalícios.

 

O Media Markt é um óbvio e valoroso melhoramento para a Baixa. Já o Gran Plaza (o mais recente centro comercial do Porto de que o Media Markt é a âncora) foi para mim uma enorme decepção.

 

A inauguração do Gran Plaza foi no essencial boa para o seu vizinho e concorrente Via Catarina, que está a bater recordes de vendas, surfando em cima da curiosidade motivada pela dupla Media Markt/Gran Plaza.

 

Acabei a minha excursão à Baixa descendo Santa Catarina até à Batalha, onde lamentei uma vez mais a longa frequência (passa de meia em meia hora) e a estreiteza do horário (acaba às 19h00) do eléctrico da linha 22.

 

Eu e o João gostaríamos muito de ter tido a oportunidade de regressar de eléctrico até à zona dos Leões, onde tínhamos deixado a Fiat Marea.

 

Jorge Fiel

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