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Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Bússola

A Bússola nunca se engana, aponta sempre para o Norte.

Para acabar de vez com a chulice

Agatha Christie, sim. Toda. Mas não só. Também Stanley Gardner, Rex Stout, Simenon, Chandler .... enfim toda a galeria de autores que a coleção Vampiro nos apresentou em livros de bolso baratos, com capas lindas (em particular as de Lima de Freitas) e encadernações péssimas.

Vampiro sim, mas não só. Também outros clássicos, como Poe, Conan Doyle ou Maurice Leblanc, ou não tão clássicos como a mais recente geração de autores nórdicos, inaugurada pelo imperdível Henning Mankell e colocada em órbita por Stieg Larson.

Fanático por policiais, não resisto a um bom mistério, como este que vou expor, protagonizado pelo Porto e a região de que é o principal centro de serviços e a porta de entrada e saída de gentes e mercadorias.

O Porto tem o mais elogiado aeroporto do país, o que mais cresce (carga e passageiros) e é regularmente eleito como um dos melhores do Mundo (senão mesmo o melhor), na sua categoria. Temos Leixões, o mais eficiente, lucrativo e cobiçado de todos os portos portugueses.

Temos indústrias tradicionais (têxtil, vestuário, calçado e metalomecânica, etc.) que souberam aguentar o impacto da globalização e fazer do Norte a única região do país que exporta mais do que importa.

Temos Amorim e Belmiro, os dois maiores empresários da geração pós 25 Abril, que se firmaram sem terem de ser levados ao colo pelo absurdo Condicionamento Industrial do Estado Novo.

Temos o vinho do Porto, produzido no Douro, declarado pela Unesco Património da Humanidade, e as duas marcas de produtos portugueses com maior notoriedade internacional (Mateus Rosé e Super Bock).

Temos Serralves e a Casa da Música, dois Pritzker, a escola de Arquitetura mais famosa do Mundo. Fomos o berço do rock português, uma linhagem que nasce com a dupla Tê/Veloso e inclui Abrunhosa e os GNR de Reininho.

Temos Manoel de Oliveira, o Fantasporto, as Curtas de Vila do Conde, o FITEI, o TN S. João, o Palácio de Vila Flor, o Theatro Circo e dois centros históricos (Guimarães e Porto) que a humanidade adotou.

Temos o F. C. Porto, a mais bem-sucedida e admirada das nossas equipas de futebol, que não é um eucalipto e soube acarinhar o crescimento do Sp. Braga, o clube do distrito mais jovem da Europa, que se afirma como o terceiro grande.

Temos a melhor, maior e mais internacional das universidades, a UP, bem no centro de uma competitiva teia de produção de conhecimento formada pelas suas congéneres de Aveiro, Braga e Trás- os-Montes.

Se temos tudo isto, se o Porto é o melhor destino turístico europeu 2012, se o Norte é a segunda região que mais contribui para a riqueza do país, por que é que continua a ser a mais pobre e negligenciada?

Este mistério tem duas explicações. A primeira é de que Porto e Norte têm excelentes jogadores, mas falta-lhes o líder que os transforme numa equipa vencedora. A segunda é que depois de darmos o nome ao país - e de dar a carne de primeira, para ficar com as tripas -, chegou a hora de dizer não aos chulos que vivem e prosperam com a mão metida no nosso bolso.

Jorge Fiel

Esta crónica foi hoje publicada no Jornal de Notícias

Com um O de otário na testa

A prova dos nove tirei-a em Maputo, algures em 1991, após ter jantado comida chinesa com o Jorge Armindo e o Vaz Branco (que à época trabalhavam no grupo Amorim), no Sheik, um restaurante perto do Polana, na esquina entre as avenidas Julius Nyerere e Mao Tsé-Tung. A seguir ao jantar, descemos para a discoteca, a que se acede por uma porta à direita, após atravessar um corredor, razoavelmente longo e estreito. A porta estava guardada por um porteiro que depois de se afastar para deixar entrar o Jorge e o Vaz Branco me interpelou dizendo: "São cinco mil meticais!"

Rapidamente fiz contas de cabeça e procedi a uma análise comparada da minha fachada com a dos meus amigos. As conclusões deste exercício foram esmagadoras:

1. Não há maneira de a divisão de 5000 por três dar conta certa;

2. Mesmo admitindo que o fato azul do Jorge e o fato cinzento do Vaz Branco fossem de melhor corte que o meu Alto (o topo de gama da Maconde) não me parecia provável que o porteiro pudesse ter detetado isso em tão pouco tempo e num ambiente tão deficientemente iluminado.

Para que não ficassem dúvidas, interroguei o camarada porteiro: "Os cinco mil meticais referem-se à entrada de nós os três ou só à minha?". Foi nesse momento que obtive a confirmação, a prova dos nove, do que já desconfiava há algum tempo. Era só à minha! Dito por outras palavras, tenho gravado na testa um O, de otário, invisível aos olhos de muita gente (não é, por exemplo, visível nas fotografias ou quando me olho ao espelho para fazer a barba), mas que lamentavelmente é visto por algumas pessoas, por norma gente abusadora e de fraca índole.

Esclareço desde já que não estavam em causa os 5000 meticais. Eu tinha no bolso das calças um rolo de notas de metical, que não consegui gastar e há coisa de dois anos, antes de mudar de casa, ainda estavam arrumadas na gaveta das meias, presas por um elástico, e eram usadas para fazerem as vezes de dinheiro de Monopólio quando jogava poker com os meus filhos. Se o porteiro me tivesse pedido nove mil meticais, eu prontamente lhos teria dado e provavelmente ainda estaria na doce ignorância sobre a capacidade de alguns trafulhas verem um O na minha testa.

Veio-me este episódio à lembrança ao rever indicadores económicos que me levam a desconfiar que os sucessivos governantes instalados em Lisboa têm a capacidade do porteiro do Sheik e veem O, de otários, gravados na testa dos 3,7 milhões de nortenhos.

Apesar de habitarmos em apenas 23% do território e sermos 35% da população, produzimos 40% do VAB, temos uma balança comercial excedentária (a taxa nortenha de cobertura de importações pelas exportações é de 129%, contra uma média nacional de 74%), representamos 50% do emprego industrial - e somos, desde 99, a região mais pobre do país, com um rendimento per capita de 80% da média nacional e 65% da comunitária. Já é tempo de pôr um ponto final a este abuso.

 

Jorge Fiel

Esta crónica foi hoje publicada no Jornal de Notícias

As galinhas de Tchekov

Alexander Tchekov dedicou toda a vida à titânica e mal sucedida tentativa de ensinar as suas galinhas a entrarem sempre pela mesma porta e saírem por outra. Esta grotesca tentativa do irmão mais velho de Anton, o genial escritor russo, faz-me lembrar os não menos vãos esforços de tentarem fazer o país andar para a frente apostando todos os recursos em Lisboa.

A Grécia, o mais acabado dos exemplos da falência da macrocefalia, iniciou, a instâncias da troika, um processo de desconcentração do poder e descentralização dos recursos, deixando-nos sozinhos, como o único país não regionalizado da zona euro.

Estarmos orgulhosamente sós não preocupa os filhos das fábricas partidárias que nos desgovernam, pois infelizmente eles partilham o egocentrismo daqueles lisboetas que estão convencidos que não têm sotaque (pois tomam o deles como cânone) e a indigência de raciocínio do automobilista que segue na auto-estrada a tentar evitar os carros que lhe aparecem pela frente e que ao ouvir na rádio que há um carro a circular em contra-mão na A5 comenta para os seus botões: "Um?!? São às centenas!".

O nó do problema reside na incapacidade demonstrada pelos nossos governantes - de Soares a Passos, passando por Cavaco, Guterres, Durão, Lopes e Sócrates - em sequer verem que o pecado original está na estratégia de concentrar todos os recursos na capital, na esperança que essa locomotiva reboque o resto do país, o que nunca acontecerá porque Lisboa já há muito que está desengatada das outras carruagens do comboio português.

Quando se está no Terreiro do Paço perde-se a perspectiva do resto do país, que passa ao estatuto secundário de paisagem (ou província). O resultado é o acentuar das desigualdades internas.

Quem olha para o país de fora de Lisboa já percebeu que a chave para o desenvolvimento consiste em repensar tudo e apostar numa cobertura equilibrada do território nacional.

Por que é que Espanha tem dez cidades com mais de meio milhão de habitantes e Portugal só tem dez cidades com mais de 40 mil almas? A diferença de população entre as duas nações não é a resposta, que encontramo-la se olharmos para 1992, o ano em que Madrid foi Capital Europeia da Cultura, Barcelona teve os Jogos Olímpicos e Sevilha recebeu a Expo Universal - e nos lembrarmos que o magnífico Guggenheim, riscado por Gehry, foi para Bilbau.

Chegamos a esta crise devido a uma administração desonesta da riqueza - o alerta não é meu, mas antes do padre Manuel Morujão, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa.

A macrocefalia de Lisboa é um problema estrutural do país - o diagnóstico não é meu, mas sim de D. Manuel Clemente, que é bispo do Porto mas cresceu e fez-se homem em Lisboa.

O que nos vale a nós, portugueses da província e figurantes da paisagem, é que a questão política deixou de ser central, pois a incompetência dos políticos que só têm ideias com rugas gerou a vitória da economia - e o primado do económico e social.

Quando pioram, as coisas ficam mais claras.*

Jorge Fiel

Esta crónica foi hoje publicada no Jornal de Notícias

*Este Fin foi pedido emprestado a Godard

Nós só queremos Lisboa a arder

Há alguns anos (não muitos), com os ânimos incendiados pela vã tentativa do estado-maior benfiquista de quebrar a hegemonia portista com manobras na secretaria, esteve em voga a palavra de ordem "Nós só queremos Lisboa a arder".

A provocação não caiu no goto da generalidade dos residentes na capital, pelo que amiúde alguns lisboetas, meus amigos ou conhecidos, perguntavam-me se também eu achava bem a ideia de pegar fogo à sua cidade.

"Não. Lisboa é uma bela cidade. O que defendo é o uso de uma bomba de neutrões, de modo a preservar o magnífico património edificado". Foi esta a resposta que formatei para dar nessas ocasiões. Quando a pergunta não é séria, sinto-me desobrigado de responder a sério.

Neste novo século, trabalhei oito anos em Lisboa, uma das mais bonitas cidades do Mundo, pela qual é muito fácil uma pessoa ter uma paixão fugaz e à primeira vista.

Estou imensamente feliz por o JN me ter proporcionado voltar a viver na cidade que amo e onde nasci, mas não posso negar que, de vez em quando, ainda sinto uma pontinha de saudade de alguns pequenos prazeres que Lisboa pode oferecer, como um fim de tarde no miradouro da Graça, petiscar ao almoço uma sanduíche de rosbife e um copo de branco no terraço do Regency Chiado, ou tomar o café matinal na esplanada da Ponta do Sal, em S. Pedro do Estoril.

Quando alguém é incapaz de diferenciar se estamos a falar em sentido estrito ou figurado, geram-se situações embaraçosas e terríveis mal-entendidos. Ninguém quer mesmo Lisboa a arder. O que queremos a arder, num fogo purificador, é a governação centralista que empobrece o Norte e desgraça o país.

O modelo centralista de pôr todas as fichas em Lisboa, partilhado por todos os partidos do arco da governação, é o responsável por 2000-2010 ter sido a pior década de Portugal desde 1910-20 - anos terríveis em que vivemos uma guerra mundial, golpes de Estado e a epidemia da gripe espanhola.

Na primeira década deste século, o crescimento médio anual da nossa economia foi de 0,47%, apesar do afluxo diário médio de seis milhões de euros de Bruxelas, que valiam todos os anos 2% do PIB.

Já ultrapassado pelo Alentejo e Açores, o Norte é a região mais pobre do país, apesar de ser a que mais contribui para a riqueza nacional, com 28,3% do PIB, logo a seguir a Lisboa e Vale do Tejo, com uns 36% enganadores, já que aí está contabilizada a produção feita noutras partes do país pelas grandes companhias nacionais e multinacionais com sede na capital.

Quando leio que ao abrigo do famoso efeito de dispersão - uma vigarice inventada para desviar para Lisboa fundos comunitários - dinheiro destinado às regiões mais pobres está a ser usado pelos serviços gerais e de documentação da Universidade de Lisboa, dá-me vontade de ir para a rua gritar "Nós só queremos Lisboa a arder".

Não. Nós não queremos mesmo Lisboa a ser consumida pelas labaredas. O que queremos é dizer que estamos fartos de ser chulados e já é tempo de impedir que Portugal continue a arder em lume brando, por culpa de governantes incompetentes ou corruptos.

Jorge Fiel

Esta crónica foi hoje publicada no Jornal de Notícias

Viver dentro das Jóias de Castafiore

No início da minha adolescência investia toda a mesada que o meu pai, Alfredo da Costa Fiel (senhor de uma bela caligrafia, perícia importante para a sua profissão de escriturário do STCP), me dava na compra da revista "Tintin" e dos livros de bolso da colecções RTP e da Europa-América, numa tabacaria de uma senhora cujo nome lamentavelmente esqueci, que ficava junto à esquina da Avenida de Rodrigues de Freitas (onde eu morava, ali ao lado, no 304) com o Beco do Pedregulho.

Tenho uma dívida de gratidão para com a revista "Tintin" (cuja colecção completa ainda tenho, encadernada) e estas duas colecções de bolso, que são a base da minha cultura, que teve como levedura as oito a nove horas que passava por dia, durante as férias grandes, na Biblioteca Municipal do Porto, ao Jardim de S. Lázaro, a devorar volumes encadernados do "Mundo de Aventuras", "Falcão", "Ciclone" e outras publicações distribuídas pela Agência Portuguesa de Revistas.

A já finada revista "Tintin" introduziu-me a uma data de heróis e séries que ainda admiro, leio e releio, como o Astérix, Lucky Luke, Corto Maltese, Alix e Blake e Mortimer, mas uma das suas grandes âncoras eram as histórias do Tintin propriamente dito.

Das 23 aventuras do Tintin, a minha preferida é "As Jóias de Castafiore" - muito provavelmente porque não é uma aventura, no sentido clássico do termo. Ao longo de 62 páginas, Hergé diverte-nos, pisca-nos o olho, faz-nos rir, conseguindo manter-nos suspensos do desenvolvimento de uma intriga principal (o desaparecimento das jóias) e de várias secundárias (das quais a mais suculenta é o noivado entre a cantora do Scala de Milão e o capitão Haddock) para, no final, nos surpreender ao revelar que afinal não se passou nada.

As jóias não foram roubadas. A notícia do casamento entre o rouxinol milanês e o velho lobo-do-mar não passou de um infame boato, alimentado pela surdez do professor Tournesol ("Vai à pesca?", "Não, vou à pesca!") e pela voracidade dos jornalistas paparazzi - a beleza deste detalhe é que o livro foi publicado em 1963, ainda Lady Di era uma bebé de fraldas.

""As Jóias de Castafiore" é uma aventura entre parêntesis. Afinal, não se passa nada. Tal e qual como em Portugal - que continua a ser um país entre parêntesis. Ao governo laranja sucede-se o governo rosa, ao qual se sucede o laranja, depois o rosa, depois o laranja, e assim sucessivamente. No final, não se passa nada, continua tudo na mesma, com Portugal a divergir da média comunitária - apesar da transfusão de fundos comunitários que recebemos ininterruptamente desde 1986.

O que me leva a pensar que o nó do problema não reside na cor do Governo, mas antes no modelo de desenvolvimento centralista que os partidos do arco da governação partilham e teimam em não abandonar.

Jorge Fiel

Esta crónica foi hoje publicada no Jornal de Notícias

Os números da dor do centralismo

As cidades querem-se densas – senão não eram cidades, mas sim campo. Quanto mais densas forem, maior é a oferta de serviços.

Mas da maneira que uma cidade, para ser eficiente e confortável, precisa de ter uma massa crítica mínima  - também há uma lotação máxima que não deve ser ultrapassada.

O modelo de desenvolvimento português dos últimos 50 anos consistiu em concentrar o essencial dos recursos do país na construção de uma metrópole (Lisboa) com massa crítica para ser competitiva com as grandes cidades europeias da segunda linha (ou seja, Paris e Londres excluídas).

Lisboa foi crescendo à custa do resto do país, até atingir uma dimensão que já não interessa sequer aos seus habitantes.

É isso que dizem os dados do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia. Em média, no país, espera-se cinco meses por uma cirurgia não urgente. O tempo que se está em lista de espera no Alentejo (3,2 meses) ou no Norte  (4,1 meses) é inferior à média do país. Em Lisboa é muito superior: 6,4 meses, ou seja 192 dias.

Estes são os números da dor de um crescimento exagerado e do centralismo.

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

Não quero ter de viver mais 82 anos

Os cabecilhas da revolta do 31 de Janeiro

Não tem aparecido na lista dos grandes investimentos públicos, onde as estrelas são as linhas de TGV e o aeroporto de Alcochete.

Mas a reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa tem já garantido um financiamento gordo de 400 milhões de euros. Só o Turismo de Portugal entra com 70 milhões.

A lavagem da cara da marginal da capital, que contempla enterrar o comboio da linha de Cascais no troço entre o Museu da Electricidade e o Centro Cultural de Belém, vai ser a grande obra comemorativa do centenário da República.

No Porto, continuo sem saber notícias do concurso internacional aberto para reabilitar os 3,5 quilómetros da marginal do Douro.

Desconheço se há ou não projecto aprovado, quando vai custar a empreitada e quem a vai pagar – e mesmo se o Turismo de Portugal está disposto a dar uma ajudinha ou vai gastar a nota toda em Belém.

Só espero que não estejam à espera das comemorações do bicentenário da revolta do 31 de Janeiro de 1891, o primeiro levantamento armado contra a Monarquia, que teve o Porto republicano como berço.

Não quero ter de viver mais 82 anos para ver a marginal do Douro remoçada.

Jorge Fiel

www.lavandaria.blogs.sapo.pt

 

A falta que um Robin dos Bosques nos faz

Marimbo-me (e de alto!) para o caso Freeport. O que me incomoda mesmo é que o Conselho de Ministros tenha aprovado uma resolução que permite aplicar na região de Lisboa verbas do QREN, que deviam destinar-se às regiões cuja riqueza per capita é inferior a 75% da média comunitária.

O que me chateia é o Governo imite o Xerife de Nottingham e continue a roubar aos pobres para dar aos ricos os dinheiros da coesão vindos de Bruxelas.

O resto do país precisa de um Robin de Bosques (que use calças ou saias, não importa) que nos defenda dos excessos do Estado centralista e vigarista.

Jorge Fiel

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Um miserável tique centralista

Que Governo é este que não desiste de introduzir portagens na Scut Norte Litoral e na Scut Grande Porto, enquanto insiste em manter a Via do Infante gratuita?

Que PS Porto é este que não só engole esta enorme desconsideração, como ainda por cima mete vergonhosamente a sua assinatura por baixo deste miserável tique centralista protagonizado pelo ministério do Mário “Jamais” Lino?

Qual é moralidade do nosso Orçamento obrigar o bancário da Póvoa de Varzim que trabalha no Porto a pagar portagem e dispensa dessa maçada o turista inglês aquartelado em Albufeira que decidiu ir beber umas cervejas a Lagos?

Jorge Fiel

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Ser anjo da Guarda ,sem ser anjinho...

 

 

 

 

 Para aqueles , apesar de tudo poucos , que se queixam que só defendo o Porto e que não penso no resto do país , porque gostaria que o Porto pudesse ser uma outra Lisboa ,  tenho hoje uma notícia que não é animadora.

 

Na companhia de mais onze portugueses de proveniências várias  , tive ontem o grato prazer ( e na verdade a honra ) de assinar um compromisso pela Cidade da Guarda em que todos fomos investidos pelo seu Presidente de Câmara  como embaixadores da Guarda , prometendo colaborar activamente na promoção da região em parceria com os agentes e instituições locais.

 

Descontando o meu potencial contributo pessoal que será o melhor que eu puder , mas sempre menor do que o das altas individualidades que me acompanham nesta nobre missão  , este é o tipo de iniciativas porque me pelo.

 

Uma cidade e uma região que distam da capital praticamente o mesmo que o Porto , mas já são parte integrante da Região Centro e têm  as mesmas , ou ainda mais razões de queixa de um poder excessivamente concentrado na capital , são tudo o que me apetece defender e ajudar , nem que para isso seja preciso fazer , como fiz  , uma directa ,  para não faltar ao compromisso assumido.

 

Como disse e muito bem um dos directores do Clube Escape Livre , da Rádio Altitude ,  cujos 35 anos de emissões propiciaram esta ida à Guarda, ser anjo da Guarda é muito diferente de ser anjinho. Trata-se de  aproveitar as oportunidades para maximizar a promoção de uma Região que apesar  de ser  a mais alta do país continua a ser olhada de alto pelos senhores da capital.

 

No fundo pede-se a estes novos embaixadores da região da Guarda que nos seus terrenos pessoais e profissionais sigam o exemplo do Luis Celínio  ,  do Jorge Antunes e da sua equipa do Escape Livre que , estejam onde estiverem , defendem o bom nome da Guarda , dos seus produtos e das sua gentes , das suas empresas e das suas potencialidades turísticas , porque se não forem eles a fazê-lo , ninguém o fará por eles.

 

 

Como de resto acontece com toda a paisagem que é o resto do país que não é Lisboa....

 

Exército de Salvação Nacional

 

Batalhão Bússola

 

Posto avançado da Guarda

 

Manuel Serrão

 

 

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